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Curso de Formação em Fiscalização Ambiental acontece em São Gabriel da Palha

A ação é realizada pela Câmara Setorial de Meio Ambiente e Agricultura, do Consórcio Público da Região Noroeste (CIM Noroeste) em parceria com diversas instituições

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Divulgação/Getúlio Filho

Começou nesta semana em São Gabriel da Palha, o Curso de Formação em Fiscalização Ambiental. A ação é realizada pela Câmara Setorial de Meio Ambiente e Agricultura, do Consórcio Público da Região Noroeste (CIM Noroeste), em parceria com diversas instituições como o Iema, Ibama, Polícia Ambiental, Agerh, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Linhares e a Universidade Vila Velha (UVV), e estão sendo realizadas no auditório da escola Irmã Adelaide Bertocchi.

O segundo dia da capacitação (terça-feira 10), contou com a participação do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

O subgerente de Controle Florestal do Idaf, Fabricio Zanzarini, foi o responsável por apresentar os temas “Legislação aplicada à proteção da flora nativa” e “Infrações florestais”. O objetivo principal foi orientar os participantes quanto à aplicação dessas normas.

De acordo com a diretora executiva de Meio Ambiente da Câmara Setorial, Juliane Dilly, essa estrutura foi instituída para subsidiar os municípios consorciados na realização do licenciamento e fiscalização ambientais. “Inicialmente tivemos a fase de construção e elaboração das legislações. Neste momento, estamos capacitando tecnicamente as equipes de modo a estarem aptas à execução do licenciamento e da fiscalização, compreendendo quais as exigências que devem ser cumpridas e o que deve ser cobrado para atender aos preceitos legais e técnicos”, disse.

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“Os municípios ao se declararem aptos ao licenciamento ambiental se tornaram protagonistas na questão ambiental da região. Então, é muito importante essa capacitação para que possamos garantir a nossa população, não apenas desenvolvimento econômico que o licenciamento trás, mas também a garantia de um meio ambiente equilibrado. Agradeço o apoio fundamental da nossa prefeita Céia Ferreira, que acreditou no nosso trabalho” destacou o Secretário Municipal de Meio Ambiente Getúlio Filho.

O CIM Noroeste é atualmente constituído pelos municípios de Alto Rio Novo, Água Doce do Norte, Governador Lindenberg, Mantenópolis, Marilândia, Pancas e São Gabriel da Palha.

Divulgação/Getúlio Filho

 

Fonte: Editora Hoje/Idaf

 

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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