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Convidada aborda inclusão da AME na triagem neonatal
A servidora pública e membro do Conselho Diretor do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (Iname), Diovana Loriato, utilizou a Tribuna Popular da sessão ordinária desta quarta-feira (3) para falar sobre a inclusão da Atrofia Muscular Espinhal (AME) na triagem neonatal realizada pelo teste do pezinho no Espírito Santo.
Diovana lembrou que a Lei Federal 14.154/2021 ampliou o Programa Nacional de Triagem Neonatal e incluiu a AME na quinta etapa, mas a regulamentação ainda não avançou no governo federal. “Passados quase quatro anos, a lei não saiu do papel e caminha a passos muito lentos”, observou.
Diante disso, alguns estados avançaram individualmente na proposta. Minas Gerais e Distrito Federal já implementaram a triagem neonatal para AME. O Espírito Santo também deu início ao processo.
A primeira reunião com a Secretaria de Estado da Saúde ocorreu em fevereiro deste ano. “O secretário Tiago Hoffmann foi muito sensível ao tema. Também destaco a subsecretária Carol (Carolina Marcondes Rezende Sanches) e a voluntária Aline, mãe do Cauã, que tiveram papel fundamental”, contou a convidada do deputado Toninho da Emater (PSB).
Desde então, equipes técnicas realizaram reuniões, viagens e visitas ao estado de Minas Gerais para estruturar o processo de implementação. Diovana listou os motivos para incluir a AME no teste do pezinho.
Entre os argumentos apresentados ao governo estadual estão histórico natural da doença bem estabelecido; possibilidade de diagnóstico pré-sintomático; comprovada eficácia do tratamento precoce; existência de protocolo clínico oficial; potencial do ES para se destacar em inovação na área de saúde; redução de custos com tratamentos tardios e internações; e ganho social significativo para crianças e famílias.
“É uma oportunidade histórica para o Espírito Santo. Controlar uma doença tão grave representa dignidade e qualidade de vida”, afirmou Diovana.
O deputado Toninho da Emater destacou a relevância do tema e reafirmou apoio à causa. Ele lembrou ter acompanhado, durante a infância de seu filho, a rotina de uma criança com AME e o impacto da doença sobre a vida das famílias.
“Eu acompanhei de perto essa realidade e sei o quanto essa doença degenerativa é terrível. É importante falar sobre os desafios e a articulação com os poderes públicos. Já existem parcerias com o governo do Estado, mas precisamos avançar mais. Me coloco aqui para somar nessa luta por mais qualidade de vida. Quem tem AME tem pressa”, declarou.
O que é a AME?
Durante a apresentação, Diovana explicou que a AME é uma doença genética rara e grave, causada pela degeneração dos neurônios motores na medula espinhal. É considerada a maior causa genética de mortalidade infantil no mundo e afeta um a cada 10 mil nascidos vivos.
A ausência do gene SMN1 provoca fraqueza muscular progressiva, comprometendo movimentos, força, deglutição e respiração. “Meu filho Davi se alimenta por sonda e depende de suporte respiratório. É uma doença complexa, que exige cuidado multidisciplinar e intenso”, relatou.
Segundo dados do Cadastro Nacional da AME, organizado pelo Iname, o Brasil possui quase 2 mil pacientes mapeados — sendo 46 no Espírito Santo.
Diagnóstico precoce
A diretora do Iname ressaltou que, embora a AME não tenha cura, existem tratamentos capazes de modificar o curso da doença, desde que iniciados muito cedo. “O padrão ouro é tratar o bebê nos primeiros dias de vida, antes dos sintomas. Isso pode ser considerado praticamente uma cura”, afirmou.
O teste específico para triagem da AME é um exame genético baseado em PCR em tempo real e tem custo relativamente baixo, entre R$ 40 e R$ 50.
Medicamentos e desafios
Atualmente, três medicamentos estão disponíveis no SUS: Spinraza (Nusinersen), Zolgensma (terapia gênica) e Risdiplam. Apesar dos avanços, quando o tratamento não chega no tempo ideal, surgem necessidades como internações, cirurgias, equipamentos, home care e terapias contínuas — responsabilidades divididas entre Ministério da Saúde e governos estaduais.
Fonte: POLÍTICA ES
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Assembleia fortalece agricultura familiar com festival de uva em Jaguaré
A produção de uvas no município de Jaguaré, no norte do Espírito Santo, será tema de uma grande festa nos dias 13 e 14 de junho. O Festival da Colheita da Uva, realizado na Praça Nicolau Falchetto, vai reunir gastronomia, cultura, música e valorização da agricultura familiar em uma programação voltada para toda a família. Em parceria com a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), o evento é realizado pela Agência de Desenvolvimento Econômico, Social, Proteção Ambiental e Empreendedorismo Turístico da Região do Verde e das Águas (Adetur).
O cultivo de uvas em Jaguaré é incentivado pelo Projeto Arranjos Produtivos, coordenado pela Casa dos Municípios da Ales, com orientação técnica gratuita para agricultores familiares. Nas proximidades de Jaguaré, o projeto também trabalha com a produção de uvas nos municípios de Águia Branca, Mantenópolis e Alto Rio Novo. A região é tradicionalmente conhecida pela produção de café e pimenta-do-reino e o cultivo de uvas é uma aposta na diversificação de culturas.
Durante os dois dias de programação do festival, moradores e visitantes poderão aproveitar feira de agroindústrias, praça de alimentação, colhe e pague de uva, degustações, oficinas gastronômicas, apresentações culturais e shows musicais.
“A proposta do festival é integrar a nova cultura à matriz econômica já consolidada, ampliando oportunidades de renda, fortalecendo o agroturismo e incentivando toda a cadeia produtiva, desde o cultivo técnico até o beneficiamento e a comercialização direta ao consumidor”, explicou Alessandra Vasconcelos, consultora de Agroindústria do Arranjos Produtivos.
A programação de sábado (13) começa às 9 horas, com abertura dos estandes e da praça de alimentação, além de apresentação da Banda Musical Municipal de Jaguaré. Ao longo do dia haverá colhe e pague de uva, oficinas culinárias, apresentação de dança pomerana e transmissão do jogo do Brasil em telão. O encerramento da noite será com show da cantora Vanessa Oliveira.
No domingo (14), as atividades terão início às 10 horas, com abertura dos estandes. O público poderá acompanhar apresentações culturais, teatro, atrações musicais e novas oficinas gastronômicas. Entre os destaques estão os shows de Valmir de Andrade, Adriano Ferreira e Ernane da Viola.
O Festival da Colheita da Uva conta ainda com apoio de instituições parceiras ligadas ao desenvolvimento rural e à agricultura capixaba.
Fonte: POLÍTICA ES
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