Geral - ES1.com.br
Como a Amazon se transformou na empresa mais valiosa do mundo
A Amazon se tornou na segunda-feira a empresa mais valiosa do mundo.
Criada há 25 anos, a gigante do comércio eletrônico atingiu um valor de mercado de US$ 797 bilhões, desbancando a Microsoft, avaliada em US$ 789 bilhões.
É a primeira vez que a Amazon alcança a liderança do ranking. Isso acontece em um contexto em que o preço das ações das grandes empresas de tecnologia americanas apresentou queda nos últimos meses, devido ao declínio nas vendas e à preocupação do mercado com as tensões comerciais.
Seu fundador, Jeff Bezos, é o homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 135 bilhões, segundo a Bloomberg.
Muito além das vendas online
Na última década, as vendas da companhia dispararam, assim como seu valor de mercado.
Fundada em 1994 com o nome de “Cadabra”, a empresa teve início em uma garagem de Seattle, nos Estados Unidos, como uma startup que vendia livros usados. Mas em dois anos já operava em diferentes cidades do país.
Em 1997, as ações da companhia começaram a ser negociadas na bolsa, alcançando um valor de US$ 54 milhões, e Bezos entrou para a lista de milionários com apenas 35 anos.
A partir daí, a empresa se dedicou ao crescimento, reinvestindo o faturamento em depósitos, redes de distribuição e tecnologia para armazenamento de informação.
Em 2017, expandiu seus negócios com a compra da rede varejista de alimentos Whole Foods Market, por US$ 13,7 bilhões, apostando pela primeira vez em um negócio com lojas físicas.
Em paralelo, a empresa se tornou uma das maiores criadoras de conteúdo original da indústria do entretenimento, produzindo séries de televisão originais.
Além disso, comprou os direitos de transmissão de esportes ao vivo, como o futebol da Premier League na Inglaterra e os torneios de tênis da ATP.
Embora a Amazon seja famosa pela venda online de produtos que vão desde roupas a equipamentos eletrônicos e até mesmo alimentos, também opera outro negócio menos conhecido: o armazenamento de dados na nuvem.
Aliás, a Amazon Web Services está concorrendo com gigantes da tecnologia como a Oracle e a Microsoft em uma licitação de US$ 10 bilhões para armazenar na nuvem dados do Pentágono, órgão de defesa dos Estados Unidos.
O contrato do chamado Empreendimento Conjunto de Infraestrutura de Defesa (Jedi, na sigla em inglês) será concedido a apenas uma empresa, que será responsável pelo fornecimento do serviço.
A Amazon tem sido criticada pelas concorrentes como um competidor que largou com vantagem, uma vez que já tem, atualmente, um contrato com a CIA (agência de inteligência americana), em que gerencia dados altamente sigilosos.
Microsoft, Apple e Google
O valor de mercado das grandes empresas de tecnologia sofreu uma forte volatilidade nos últimos meses, fenômeno que deu à Amazon a oportunidade de assumir a liderança das companhias conhecidas como “The Big 4”: Apple, Microsoft, Alphabet (dona do Google) e Amazon.
Em agosto do ano passado, a Apple se tornou a primeira empresa de capital aberto a atingir valor de mercado de US$ 1 trilhão, enquanto a Amazon alcançou a mesma marca em setembro.
Na ocasião, o ranking era liderado pela Apple, seguida pela Amazon, Microsoft e Alphabet.
Mas o cenário começou a mudar.
Depois que a Apple antecipou há alguns dias uma queda nas vendas, ações da empresa despencaram e seu valor de mercado caiu para US$ 702 bilhões.
A preocupação dos investidores é que a guerra comercial entre Estados Unidos e China, junto a outros fatores, como a desaceleração econômica de Pequim e o declínio nas vendas de iPhones, afetem a companhia.
A Microsoft, por outro lado, não foi desbancada da liderança por conta de uma crise, mas porque a Amazon a ultrapassou no ranking por uma margem estreita.
Já a Alphabet também tem estado sujeita à volatilidade, mas com menos altos e baixos do que as outras empresas.
E assim, em meio a águas tão turbulentas, a Amazon aproveitou a deixa para se tornar a empresa mais valiosa do mundo.
G1
Geral - ES1.com.br
Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil
O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.
O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.
Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.
O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.
A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.
No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.
O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.
Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.
“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.
Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.
A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.
Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.
A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.
Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.
O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.
Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.
Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.
O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.
Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.
O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.
Fonte: Pensar Agro
-
Regional - ES1.com.br5 dias atrásAcademia Bem Estar investe em estrutura e atendimento para acompanhar transformação na busca por saúde e qualidade de vida em São Gabriel da Palha
-
Eleições - ES1.com.br7 dias atrásPesquisa do Instituto Perfil aponta disputa acirrada pelo Governo do Espírito Santo entre Pazolini e Ferraço
-
Eleições - ES1.com.br4 dias atrásAtlasintel: Pazolini tem 41% e Ferraço 28,7% em pesquisa para o Governo do ES
-
Geral - ES1.com.br6 dias atrásAprenda a montar um guarda-roupa cápsula fitness
-
Geral - ES1.com.br6 dias atrás
AGRICULTURA REGENERATIVA: COMO RECUPERAR O SOLO E PRODUZIR MAIS COM SUSTENTABILIDADE
-
Geral - ES1.com.br5 dias atrásAlgodão brasileiro bate recorde de exportação e preço externo sobe 16,8%
-
PUBLICIDADE LEGAL - ES1.com.br6 dias atrásPUBLICIDADE LEGAL: 02/09/2026 – EDIÇÃO Nº 4349
-
Geral - ES1.com.br4 dias atrásProjeto libera crédito para área embargada após 60 dias sem resposta







