Geral - ES1.com.br
Capixaba promove ‘Dia da Pizza’ em creche após criança dizer que nunca comeu a iguaria
O dono de uma pizzaria em Rive, distrito de Alegre, surpreendeu as crianças de uma creche da cidade ao promover um Dia da Pizza, na última terça-feira (04). A ideia era levar o prato para crianças que nunca haviam comido.
Segundo Manoel Vaillant, o responsável pela boa ação, a ideia surgiu depois que um garotinho foi até o seu estabelecimento e disse que nunca havia experimentado uma pizza.
“A gente se depara muito com a situação de gente que não tem condições de comer uma pizza ou um lanche. Depois dessa criança, tive a ideia de conversar com uma professora da creche e ela me contou que muitos não tem acesso e que para eles era algo surreal”.
A falta de acesso das crianças a uma comida gostosa tão comum como a pizza foi um incentivo para o empresário promover um dia temático na instituição. “Quando cheguei com as pizzas foi uma alegria, eles ficaram eufóricos e todo mundo se emocionou. Depois fiquei sabendo que eles chegaram em casa contando sobre isso, super felizes”, afirmou.
O caso foi compartilhado nas redes sociais da pizzaria e acabou fazendo sucesso na internet. Muitos compartilharam e comentaram o caso com uma chuva de elogios a ação do capixaba. Manoel conta que se surpreendeu com tanta repercussão. “Eu fiquei com medo, porque nunca pensei que daria isso tudo, mas acho que é algo positivo, porque pode motivar outras pessoas a levarem alegria a quem precisa”, ressaltou.
Folha Vitória
Geral - ES1.com.br
Carne de laboratório: conheça a técnica desenvolvida pela Embrapa
Experimentos prometem reduzir impactos ambientais da produção animal
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está produzindo carne em laboratório. O experimento não sacrifica animais e não tem impacto ambiental, como ocorre na pecuária que, por causa do desmatamento e da emissão de gás metano, agrava o efeito estufa.

A inovação é liderada pela Embrapa Suínos e Aves, com sede em Concórdia (SC), que já produziu protótipos de filés de peito de frango, e pelo Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), sediada em Brasília.
O laboratório desenvolveu amostras de alimentos impressos com base vegetal, como filé de salmão, caviar e anéis de lula.
A técnica envolve a multiplicação de uma amostra de células retiradas de animais vivos, equivalente a uma pequena biópsia. A amostra extraída é cultivada in vitro, em meio líquido rico em oxigênio e nutrientes — como glicose, aminoácidos e sais minerais — que permitem que as células se multipliquem.
A produção de carne cultivada utiliza técnicas da engenharia de tecidos para reparar tecidos biológicos danificados e técnicas da biotecnologia celular, que utiliza células vivas ou partes delas para tratar problemas biológicos. Os recursos são comuns à medicina regenerativa.
“Nós conseguimos isolar as diferentes células que compõem o tecido muscular vivo. A amostra tem um punhado de células musculares, algumas células de gordura e células do tecido conjuntivo. A partir disso, escolhemos qual é a célula que a gente quer e focamos na multiplicação em grande quantidade daquele tipo celular”, explica a veterinária Naiara Milagres Augusto da Silva, analista do Cenargen.
Ancoragem física
O crescimento do tecido muscular da carne cultivada necessita de uma superfície para ancoragem física, que imita a matriz extracelular dos sistemas biológicos naturais. Essas estruturas biomiméticas podem ser suportes (scaffolds) fibrosos e microcarreadores esféricos que transportam elétrons para as células que são aderentes.
“Enquanto os scaffolds fibrosos auxiliam na orientação celular, na diferenciação muscular e na organização tridimensional do tecido cultivado, os microcarreadores esféricos favorecem a expansão celular em suspensão, aumentando a área disponível para crescimento e contribuindo para a produção em larga escala de tecido muscular”, descreve uma nota técnica da Embrapa a qual à Agência Brasil teve acesso.
Conforme a nota, suportes e microcarreadores são fundamentais para o desenvolvimento de propriedades na carne de laboratório. “Além das funções biológicas, essas estruturas influenciam diretamente [nas] propriedades tecnológicas e sensoriais da carne cultivada, incluindo textura, firmeza, retenção de água e percepção mastigatória”.
Proteínas vegetais
O foco do trabalho do Laboratório de Nanobiotecnologia do Cenargen é desenvolver biomateriais (insumos) a partir de proteínas vegetais, que podem servir de estruturas onde as células da carne cultivada vão aderir e se multiplicar.
Esse é o caso das malhas formadas por fibras de escala nanométricas. A olho nu parecem um pedaço de papel, mas no microscópio é possível observar uma superfície porosa que funciona como a matriz extracelular encontrada no organismo vivo, onde as células colam e se unem.
“O que temos tentado fazer é uma carne produzida a partir de células animais, mas que contam com diferentes insumos de origem natural — comestível e vegetal – para que possamos depender menos do uso de animais para esse processo”, detalha Naiara da Silva.
Película comestível
Outro produto do laboratório é uma película comestível que serve como a tripa para o invólucro de embutidos, como linguiça, produzidos com a técnica de carne cultivada.
O protótipo deve ser finalizado em 2027. “Até meados do ano que vem, vai estar na vitrine como um ativo tecnológico Embrapa”, prevê o biólogo Luciano Paulino da Silva, pesquisador que coordena os experimentos com carne cultivada entre outras iniciativas no LNANO.
Segundo o especialista, após a finalização, os experimentos em torno da carne cultivada podem ganhar diferentes parceiros que se especializem na aplicação de produtos específicos com finalidade de produção industrial e comercialização.
Regulação
Grandes agroindústrias e startups brasileiras têm unidades para pesquisa com carne cultivada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em 2023 a Resolução RDC nº 839, marco regulatório para a carne cultivada em laboratório.
Outros países como Singapura, Austrália, Estados Unidos, Israel e Austrália também desenvolvem carne cultivada e têm aprovação regulatória e comercial.
A experiência no LNANO foi documentada em artigo científico na revista Foods da editora suíça MDPI (sigla em inglês para Multidisciplinary Digital Publishing Institute), especializada em periódicos de acesso aberto sobre ciência e tecnologia.
Fonte: Agência Brasil
-
Saúde - ES1.com.br5 dias atrásHospital Roberto Silvares registra 36 captações de órgãos em 2026 e reforça importância da doação para salvar vidas
-
JORNAL IMPRESSO - ES1.com.br5 dias atrásJORNAL HOJE NOTÍCIAS – Edição #4277 – 10/06/2026
-
Política Estadual - ES1.com.br5 dias atrásExposição traz protagonismo da Assembleia no desenvolvimento do ES
-
Geral - ES1.com.br5 dias atrásExercício ilegal da Medicina Veterinária passa a ser crime no Brasil; nova lei prevê até prisão
-
Regional - ES1.com.br4 dias atrásEstimula Kids é inaugurado em São Gabriel da Palha com proposta de desenvolver habilidades infantis por meio do brincar
-
Política Estadual - ES1.com.br5 dias atrásSanção de lei garante qualidade a licitações de serviços médicos
-
Entretenimento - ES1.com.br6 dias atrásBanda Happysom é atração da ‘Noite dos Apaixonados’ em São Gabriel da Palha
-
PUBLICIDADE LEGAL - ES1.com.br5 dias atrásPUBLICIDADE LEGAL: 10/06/2026 – EDIÇÃO Nº 4277







