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Alessandra Piassarollo - ES1.com.br

Boas ações não precisam ser via de mão dupla

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Quantas decepções já não surgiram porque esta via tornou-se mão única, quando se esperava duplicidade?

Quantas pessoas se doaram, esperando o favor que lhes retornaria, e quando não viram retorno, desabaram em frustração?

Para esses casos existe um conselho: nunca faça nada esperando o reconhecimento de alguém. Não espere paga nenhuma. Faça, simplesmente. Das duas uma: ou você vai receber gratidão ou terá aprendido uma lição valiosa.
Quando se planta uma árvore, cria-se sempre uma expectativa. Poderão vir flores, frutos ou até uma sombra confortável, dependendo do que se plantou. Porém, a primeira e verdadeira recompensa você já precisa ter percebido: ver as folhas crescendo verdes e saudáveis, enfrentando a chuva, o sol e o vento, já proporcionaram a alegria de vê-las crescer. A recompensa já chegou.

Neste mesmo sentindo, quando você resolve ajudar alguém, a felicidade de ver sua própria mão estendida, plantando afeto e consideração deve ser sua maior recompensa. Jamais espere nada além disso. É até injusto. Se você planeja receber algo em troca, estará vendendo seus favores, e isso faz com que eles percam a essência.

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Tenha sempre o coração aberto para as necessidades dos outros. Mas deixe as suas bem guardadas no seu íntimo. Faça o que puder pelos outros. Esforce-se o quanto puder. Seja generoso, ofereça o que tem de melhor, com carinho, delicadeza e palavras sutis. Ofereça seu ombro, o braço para atravessar a rua, seu remédio para dor de cabeça, um copo de água fresca. Divida seu pão e o guarda-chuva. Não aja com mesquinharia nem reservas irracionais.

E jamais maldiga quem não lhe agradeceu. Nem quem não pôde retribuir o favor que recebeu de você. Sua recompensa já veio, em forma de consciência tranquila. Mas saiba que o mundo gira e dia ou outro alguém vai te estender a mão, te dar uma carona, emprestar um casaco. E nessa hora, você vai se lembrar de que fazer o bem vale à pena. E mesmo que demore, ele sempre volta para lhe retribuir.

Não tenha pressa nem cobre de ninguém. Não esfregue na face alheia o bem mal retribuído. Não foi para isso que as boas ações foram criadas. Nem as boas intenções. Elas não gostam de comércio. Quando tiver aprendido a fugir das gentilezas com datas previstas para retribuição, você terá alcançado sucesso. Todos saberão das qualidades que você possui e te porão em alta conta por isso. Não existe maior recompensa que esta. Dito isto, não é demais repetir: Quem semeia generosidade sem pressa de colheita, mais cedo ou mais tarde verá seus cestos cheios de gratidão.

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Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

Alessandra Piassarollo - ES1.com.br

E se eu me for agora, terei amado o suficiente?

Soube da notícia de que um conhecido havia partido dessa vida. De repente, surpreendentemente, sem nenhum tipo de aviso prévio, como a morte costuma fazer.

Fiquei imaginando se as coisas seriam diferentes na vida dele, se ele soubesse que partiria em breve. Imaginei se as coisas seriam diferentes na minha vida, e na vida de todos nós; se não deveríamos estar mais atentos ao fato de que a vida vai terminar para nós também.

Será que temos amado em quantidade suficiente? Será que temos feito o nosso melhor e aproveitado a companhia das outras pessoas? Ou partiremos deixando para trás aquela sensação de que deveríamos ter feito tudo de forma diferente?

Muito provavelmente a resposta é a de que não estamos vivendo da melhor forma possível. Poderíamos estar vivendo com prazer e com mais qualidade. Poderíamos estar pondo freios em nossa preocupação exagerada e nessa vontade de partir pra briga, contra tudo e contra todos, que temos sentido.

Deveríamos refrear nosso velho hábito de deixar coisas importantes para depois, simplesmente porque não temos nenhuma garantia de que o depois virá. E parar de alegar falta de tempo, principalmente se ele estiver sendo mal gasto.

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Aprender a não guardar roupa, calçados e louças para ocasiões especiais. O momento especial é agora, porque ele nos garante vida para desfrutá-lo. Poderíamos parar de economizar o que temos de bom dentro de nós. E não deixar a vida, os amores e os sonhos pra depois. Eles não precisam ficar tanto tempo na sala de espera.

Tampouco podemos desperdiçar o tempo de agora, porque ele é precioso demais para isso. O ontem não regressará e talvez o amanhã não chegue até nós.

Engana-se quem pensa que essas verdades exigem pensamentos negativos. Mas é preciso que fiquemos em estado de alerta e deixemos despertar em nós um desejo irrepreensível de amarmos a vida e tudo o que ela nos oferece.

Que o prazo de validade determinado que nos foi imposto desperte em nós o desejo de diminuir os conflitos e de ter mais sossego interior. Busquemos a sensação reconfortante de ter nossas almas desfrutando de afeto e de tranquilidade; que saibamos reassumir o controle da nossa vida, sem sermos marionetes para o teatro sentimental de ninguém.

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Não queiramos que as circunstâncias da vida tragam-nos arrependimentos por não termos sabido conduzir nossos dias. Amemos o máximo possível: A nós mesmos e às outras pessoas. Tenhamos apreço por quem somos e respeito por quem fomos. Planejemos o futuro de forma que possamos aproveitar bem todas as oportunidades que vierem, enquanto vierem.

Andemos de cabeça erguida, sem culpas desnecessárias. Esforcemo-nos para encarar todos os fatos com leveza e com a certeza de que existe uma lição a ser aprendida em cada acontecimento.

Desfrutemos da vida com a coerência de quem sabe que um dia ela terminará. E torçamos para que o acaso não se canse de nos proteger, caso continuemos a andar tão distraídos.

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

 

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