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Boa Esperança tem mais de R$ 215 mil aprovados em microcrédito

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Micro e pequenos empreendedores de Boa Esperança têm o apoio do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) no seu crescimento. No primeiro semestre deste ano, foram mais de R$ 215 mil em financiamentos de microcrédito aprovados para negócios do município.

O valor é o resultado da atuação dos programas Nossocrédito e Seguir Crescendo. “Com os programas, a intenção do banco de desenvolvimento capixaba é garantir a geração de postos de ocupação e renda nos municípios”, diz o diretor de Crédito e Fomento do Bandes, Everaldo Colodetti.

 

Nossocrédito

Apoiando principalmente atividades produtivas relacionadas ao comércio, o Nossocrédito permite que pequenos empreendedores, inclusive autônomos e associações, possam melhorar seus negócios com pequenas reformas como pinturas, produção e instalação de letreiros, compra de equipamentos, de ferramentas e de matérias-primas. O Programa também permite o financiamento de investimento fixo e capital de giro em até R$ 20 mil.

Fruto de uma parceria entre o Bandes, Banestes, Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), prefeituras e Sebrae-ES, o Nossocrédito vem proporcionando oportunidades de crescimento e dinamizando a economia do município de Boa Esperança. Foram 19 contratos firmados, gerando a aprovação de cerca de R$ 165 mil só em 2018.

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Seguir Crescendo

O Programa Seguir Crescendo financia desde a compra de mercadorias e insumos, no caso da modalidade capital de giro, até a compra de equipamento e obras para implantação e ampliação de empreendimentos, quando se trata da modalidade investimento. Só neste ano, o município teve pouco mais de R$ 50 mil aprovados com o Programa.

“Estamos atentos aos anseios dos diversos setores econômicos capixabas. Com esses programas, o empreendedor encontrará uma resposta para cada necessidade”, informa o diretor-presidente, Aroldo Natal Silva Filho.

 

Como chegar ao crédito do Bandes

O empreendedor tem uma estrutura acessível à sua disposição. O Bandes tem consultores em todos os municípios do Estado, aptos a elaborar as propostas de financiamento, que conhecem a documentação necessária e as melhores opções de crédito para cada caso. Assim, o interessado não precisa sair do seu município para obter o financiamento do Bandes. Basta ligar para o Bandes Atende, no 0800 283 4202, ou acessar o site e se informar sobre os telefones e os endereços dos consultores mais próximos e agendar uma visita.

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Caso esteja interessado, você pode fazer uma simulação no site ou no aplicativo para smartphones. Basta responder algumas perguntas para saber que tipo de crédito é o ideal. O atendimento também pode ser feito presencialmente na sede do banco. No site bandes.com.br, você encontra os endereços dos parceiros consultores, em todos os municípios capixabas.

Assessoria de Comunicação Social do Bandes/Célio Rodrigues de Paulo Magrini Gerente de Comunicação Social

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Carne de laboratório: conheça a técnica desenvolvida pela Embrapa

Experimentos prometem reduzir impactos ambientais da produção animal

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está produzindo carne em laboratório. O experimento não sacrifica animais e não tem impacto ambiental, como ocorre na pecuária que, por causa do desmatamento e da emissão de gás metano, agrava o efeito estufa.

A inovação é liderada pela Embrapa Suínos e Aves, com sede em Concórdia (SC), que já produziu protótipos de filés de peito de frango, e pelo Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), sediada em Brasília.

O laboratório desenvolveu amostras de alimentos impressos com base vegetal, como filé de salmão, caviar e anéis de lula.

A técnica envolve a multiplicação de uma amostra de células retiradas de animais vivos, equivalente a uma pequena biópsia. A amostra extraída é cultivada in vitro, em meio líquido rico em oxigênio e nutrientes — como glicose, aminoácidos e sais minerais — que permitem que as células se multipliquem.

A produção de carne cultivada utiliza técnicas da engenharia de tecidos para reparar tecidos biológicos danificados e técnicas da biotecnologia celular, que utiliza células vivas ou partes delas para tratar problemas biológicos. Os recursos são comuns à medicina regenerativa.

“Nós conseguimos isolar as diferentes células que compõem o tecido muscular vivo. A amostra tem um punhado de células musculares, algumas células de gordura e células do tecido conjuntivo. A partir disso, escolhemos qual é a célula que a gente quer e focamos na multiplicação em grande quantidade daquele tipo celular”, explica a veterinária Naiara Milagres Augusto da Silva, analista do Cenargen.

Ancoragem física

O crescimento do tecido muscular da carne cultivada necessita de uma superfície para ancoragem física, que imita a matriz extracelular dos sistemas biológicos naturais. Essas estruturas biomiméticas podem ser suportes (scaffolds) fibrosos e microcarreadores esféricos que transportam elétrons para as células que são aderentes.

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“Enquanto os scaffolds fibrosos auxiliam na orientação celular, na diferenciação muscular e na organização tridimensional do tecido cultivado, os microcarreadores esféricos favorecem a expansão celular em suspensão, aumentando a área disponível para crescimento e contribuindo para a produção em larga escala de tecido muscular”, descreve uma nota técnica da Embrapa a qual à Agência Brasil teve acesso.

Conforme a nota, suportes e microcarreadores são fundamentais para o desenvolvimento de propriedades na carne de laboratório. “Além das funções biológicas, essas estruturas influenciam diretamente [nas] propriedades tecnológicas e sensoriais da carne cultivada, incluindo textura, firmeza, retenção de água e percepção mastigatória”.

Proteínas vegetais

O foco do trabalho do Laboratório de Nanobiotecnologia do Cenargen é desenvolver biomateriais (insumos) a partir de proteínas vegetais, que podem servir de estruturas onde as células da carne cultivada vão aderir e se multiplicar.

Esse é o caso das malhas formadas por fibras de escala nanométricas. A olho nu parecem um pedaço de papel, mas no microscópio é possível observar uma superfície porosa que funciona como a matriz extracelular encontrada no organismo vivo, onde as células colam e se unem.

“O que temos tentado fazer é uma carne produzida a partir de células animais, mas que contam com diferentes insumos de origem natural — comestível e vegetal – para que possamos depender menos do uso de animais para esse processo”, detalha Naiara da Silva.

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Película comestível

Outro produto do laboratório é uma película comestível que serve como a tripa para o invólucro de embutidos, como linguiça, produzidos com a técnica de carne cultivada.

O protótipo deve ser finalizado em 2027. “Até meados do ano que vem, vai estar na vitrine como um ativo tecnológico Embrapa”, prevê o biólogo Luciano Paulino da Silva, pesquisador que coordena os experimentos com carne cultivada entre outras iniciativas no LNANO.

Segundo o especialista, após a finalização, os experimentos em torno da carne cultivada podem ganhar diferentes parceiros que se especializem na aplicação de produtos específicos com finalidade de produção industrial e comercialização.

Regulação

Grandes agroindústrias e startups brasileiras têm unidades para pesquisa com carne cultivada. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou em 2023 a Resolução RDC nº 839, marco regulatório para a carne cultivada em laboratório.

Outros países como Singapura, Austrália, Estados Unidos, Israel e Austrália também desenvolvem carne cultivada e têm aprovação regulatória e comercial.

A experiência no LNANO foi documentada em artigo científico na revista Foods da editora suíça MDPI (sigla em inglês para Multidisciplinary Digital Publishing Institute), especializada em periódicos de acesso aberto sobre ciência e tecnologia.

Fonte: Agência Brasil

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