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Assembleia recebe Fórum Mulher para debater negócios e sustentabilidade

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Fórum será em novembro e inscrições são gratuitas / Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) vai receber, no dia 11 de novembro, das 16 às 21 horas, o Fórum Mulher – Sustentabilidade Além do Verde, encontro que pretende reunir mulheres empreendedoras de diferentes áreas para discutir negócios, gestão, oportunidades e desenvolvimento. As inscrições são gratuitas e já estão abertas.

O evento é uma iniciativa ligada ao Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), rede nacional de articulação, liderança e apoio ao empreendedorismo feminino e à economia criativa. A atuação do conselho é estruturada em quatro pilares: liberdade financeira, gestão administrativa, capacitação e qualificação técnica e autoestima.

Emili Rosiele, presidente do CMEC no Espírito Santo, conta que o grupo tem a missão de fomentar e dar suporte a empreendedoras, tanto suporte de gestão como também emocional, para que essas mulheres consigam avançar nos seus empreendimentos.

“Geralmente, quando as pessoas pensam em sustentabilidade, pensam em ambiente, em reciclagem. A ideia do fórum não é exatamente esse foco, apesar de ser um foco hoje em um tema muito discutido, mas o tema que vai ser discutido aqui nesse fórum tem muito a ver com a sustentabilidade do negócio da empreendedora”, explica.

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Ela conta que a maior parte das mulheres tem muita coragem para empreender, o que movimenta a economia do Estado e do país, porém, falta conhecimento da realidade do mercado. “Muitas vezes, elas fecham em menos de dois anos porque não têm ideia dos números, não estão preparadas para entender todo o cenário que é preciso para crescer”, afirma.

O Conselho é ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). No Estado, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo (Faciapes) integra a Confederação. Para o presidente da Federação, Arthur Avellar, é preciso lembrar que a mulher empreendedora enfrenta dupla ou até tripla jornada.

“Nós homens chegamos em casa e vamos ver futebol, vamos assistir televisão, ler um jornal, mas a mulher não. A mulher chega em casa e vai cuidar dos filhos, sem contar que ela saiu de casa para trabalhar e já cuidou dos filhos. Nós homens precisamos dividir as tarefas domésticas com a mulher.

Esse é um desafio do ser humano. A dificuldade da sustentabilidade está toda aí, no fato de a mulher ter que dividir essa atividade empresarial com outras atividades domésticas e emocional com a sua família”, ressalta.

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Sustentabilidade além do meio ambiente

Com o tema “Sustentabilidade Além do Verde”, o encontro propõe ampliar a discussão sobre sustentabilidade no ambiente empresarial. A ideia é abordar não apenas questões ambientais, mas também aspectos relacionados à gestão, às relações, às decisões, às oportunidades e à capacidade de crescimento e reinvenção dos negócios.

A programação será voltada à troca de experiências, conhecimento e conexões entre mulheres que estão em diferentes momentos da trajetória empreendedora. Podem participar mulheres que estão começando a empreender, MEIs, empreendedoras que já possuem negócios e mulheres à frente de empresas estruturadas. A proposta é criar um espaço para compartilhar experiências, ampliar redes de contato e aproximar empreendedoras de novas possibilidades de negócios e desenvolvimento.

Serviço

Fórum Mulher – Sustentabilidade Além do Verde
Data: 11 de novembro de 2026
Horário: 19 às 21 horas
Local: Assembleia Legislativa do Espírito Santo – Vitória/ES
Inscrições: Sympla – Fórum Mulher – Sustentabilidade Além do Verde

Fonte: POLÍTICA ES

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Assembleia terá a maior bancada feminina de todos os tempos

A bancada feminina na Assembleia Legislativa (Ales) vai aumentar de quatro para seis mulheres na legislatura 2027/30, ou seja, um quinto do total das vagas na Casa. É o maior número de mulheres ao longo da história do Parlamento capixaba, superando a eleição de 2002, quando elas conquistaram cinco cadeiras.

Camila Valadão (Psol), Janete de Sá (PSB) e Raquel Lessa (PP) foram reeleitas e vão cumprir novos mandatos. Camila recebeu a maior votação entre os 30 parlamentares eleitos, com 61.501 votos. Assim como na eleição de 2022, ela foi novamente a mulher mais votada da história da Ales.

“O número de mulheres eleitas para a Assembleia é um feito histórico! A Assembleia Legislativa existe há 190 anos e, até aqui, apenas 17 mulheres haviam sido eleitas. Pela primeira vez, uma mulher ocupa o posto de candidatura mais votada do Estado e também teremos uma presença feminina maior nesse espaço”, comemorou.

Para ela, apesar do avanço, ainda há muito o que se fazer para garantir a ampliação do número de mulheres nos espaços de poder. “Tenho certeza de que, com a chegada dessas novas mulheres, teremos mais força para cobrar e construir direitos para as mulheres capixabas em diferentes áreas. Fico muito feliz com esse resultado e entendo que ele expressa a ruptura de um conjunto de barreiras e preconceitos que as mulheres ainda enfrentam na política. Sem dúvida, essa nova composição também vai provocar mudanças no Legislativo”, disse.

Quem também atingiu um feito histórico foi a deputada Janete. Ela vai exercer o sétimo mandato consecutivo na Assembleia, o que dá a ela o título de mulher com o maior número de mandatos ao longo dos tempos na Casa. Para a pessebista, a confiança do povo capixaba é motivo de orgulho, mas também de muita responsabilidade.

“Ser a única mulher na história do nosso Estado a alcançar sete mandatos consecutivos mostra a força da nossa caminhada. Cada um desses 32.033 mil votos representa o reconhecimento de décadas de dedicação ao povo capixaba. Agradeço de coração a cada família, a cada apoiador que caminhou ao nosso lado. Seguirei na Assembleia com a mesma energia, coragem e firmeza para honrar essa história e defender os que mais precisam”, garantiu.

Ela pontuou as bandeiras pelas quais vai continuar trabalhando em prol do povo capixaba. “O nosso compromisso permanece inalterado: trabalhar incansavelmente pela saúde pública, pela defesa dos direitos das mulheres e das famílias, pela classe dos servidores públicos, pela juventude, pela agricultura do nosso interior e, com muito rigor, pela proteção e dignidade dos animais. Este novo mandato é do povo capixaba. Muito obrigada pelo carinho e pela confiança renovada”, ressaltou.

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Outra parlamentar que vai permanecer na Casa é a deputada Raquel, que vai para o seu quarto mandato na sequência ao obter 29.583 votos. “Fizemos uma campanha colorida, alegre, próxima das pessoas e, ao mesmo tempo, muito consciente do nosso papel como representantes dos interesses dos capixabas. Foi uma campanha de rua, de olho no olho, de abraço e de escuta. Tivemos a oportunidade de prestar contas dos nossos mandatos, mostrar resultados e dizer ao Espírito Santo que queremos continuar esse trabalho”, comentou.

Lessa exaltou a conversa, em especial, com as eleitoras, mostrando a importância da participação feminina nos espaços de decisão. “Aquilo que defendemos tantas vezes nas caminhadas acabou se refletindo no resultado das urnas. Éramos quatro mulheres e, na próxima legislatura, seremos seis. Isso me deixa muito feliz. Mais mulheres na política significam mais projetos pensados para nós, mais olhares, mais experiências e mais vozes ajudando a construir uma história verdadeiramente democrática e representativa”, completou.

Novatas

Já Karla Coser (PT), Açucena (PT) e Jeesala Coutinho (MDB) assumem o seu primeiro mandato na Assembleia. Karla atualmente é vereadora por Vitória de segundo mandato, recebeu 51.306 votos e é filha do atual deputado João Coser (PT), eleito para a Câmara Federal.

“Eu quero que o Espírito Santo tenha a nossa cara, a cara da mulher, da mãe solo, da trabalhadora, das pessoas negras, das pessoas LGBT+, a cara dos servidores públicos. Eu acredito que é possível fazer política de um jeito diferente e é por isso que eu entrei para a política institucional. Eu sigo acreditando nisso. Obrigada a cada uma das 51.306 pessoas que acreditam que o Espírito Santo tem que ser mais humano, sustentável e melhor para meninas e mulheres”, afirmou.

Também vereadora, mas de primeiro mandato e por Cariacica, Açucena é mais uma estreante no Legislativo estadual. Ela lembrou que as mulheres são maioria no Espírito Santo, mas que essa maioria não se reflete nos espaços de poder.

“Nós, mulheres, somos a maioria do nosso Estado. Usamos os serviços públicos, conhecemos a realidade da educação, da saúde, cuidamos das famílias e do trabalho doméstico. Ainda assim, nos espaços de decisão e poder, somos a grande minoria. Ampliar a bancada feminina na Assembleia, ainda que de forma sutil, é um sintoma da necessidade do povo e das mulheres capixabas se verem também representadas nesse espaço de poder”, frisou.

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Completando o time das estreantes, está Jeesala. Ela recebeu 26.734 votos e conquistou o seu primeiro mandato eletivo. Filha do atual prefeito reeleito de Aracruz, o Dr. Coutinho, chegou a exercer o cargo de secretária de Gestão Estratégica da cidade. De acordo com a futura parlamentar, o crescimento da bancada feminina na Assembleia pode ajudar as mulheres capixabas com seus respectivos anseios, porque só as mulheres compreendem as dificuldades pela quais passam.

“Acredito que a gente ter uma bancada feminina maior vai contribuir muito na discussão das políticas públicas importantes e das legislações como um todo. As leis que podem realmente dar suporte para essas mulheres que são tão guerreiras, como as mães solos, que a gente sabe que é uma realidade em nosso estado”, destacou.

Jeesala explica que as questões que envolvem as mulheres possuem vários eixos, frequentemente, segmentados, por isso, é preciso ter um olhar atento sobre cada uma deles.

“Por exemplo, uma mulher mãe de um autista tem uma necessidade, aquela que sofre violência doméstica tem outra. A gente tem que entender que nenhuma política pública atende a todos os nichos. As políticas têm que ser diversificadas para poder chegar na ponta, vendo a dor de cada uma e como a gente pode avançar. Ser muito generalista acaba deixando alguém para trás. Então, a gente precisa ter esse olhar atento para as mais diversas necessidades das mulheres’, concluiu.

Maioria do eleitorado

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que as mulheres representam aproximadamente 53% do eleitorado no Espírito Santo, com 1.578.618 votantes, mas esse número muitas vezes não se reflete na eleição delas para os mais cargos públicos, como mostra a história da ocupação dos mandatos no Legislativo estadual.

Antes da futura legislatura, o recorde de mulheres na Assembleia Legislativa foi na eleição de 2002, com cinco vagas. Foram eleitas na oportunidade Sueli Vidigal (PDT), Fátima Couzi (PPB), Mariazinha Vellozo Lucas (PSDB), Brice Bragato (PT) e Janete de Sá (PSB).

Fonte: POLÍTICA ES

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