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Assembleia abre seleção de obras audiovisuais para veiculação na TV Ales
Pelo fortalecimento da comunicação pública e o fomento à cultura, a Assembleia Legislativa (Ales) divulgou, nesta sexta-feira (3), o edital de chamamento público permanente para seleção de obras audiovisuais, ficcionais ou não e de qualquer gênero, para veiculação na emissora institucional da Assembleia Legislativa. A seleção ficará a cargo do Comitê Curador Permanente de Programação da TV Ales. Serão escolhidas produções brasileiras, em caráter não exclusivo, a serem veiculadas pelo período de 24 meses.
“A Assembleia Legislativa está abrindo um espaço permanente para valorizar a produção audiovisual. Com esse chamamento público, produtores, cineastas e criadores de conteúdo poderão inscrever gratuitamente suas obras para uma seleção contínua que poderá resultar na exibição na TV Ales, em nossas plataformas digitais e também em canais de instituições parceiras. É uma iniciativa que fortalece a comunicação pública, incentiva a cultura, amplia o acesso da população a conteúdos de qualidade e cria novas oportunidades para dar visibilidade às produções realizadas no Espírito Santo”, pondera o secretário de Comunicação da Casa, Leonardo Nunes.
A iniciativa, pontua o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), é um reconhecimento da TV como patrimônio da sociedade.
“A TV Ales pertence aos capixabas. Por isso, queremos que ela seja um espaço cada vez mais vivo, diverso e representativo da nossa sociedade. Este chamamento público permanente democratiza o acesso à nossa programação, incentiva a produção audiovisual e cria oportunidades para que conteúdos de qualidade alcancem um público ainda maior. Estamos investindo em uma comunicação pública moderna, transparente e comprometida com a cultura, a educação e a cidadania”, enaltece o presidente.
Regras
Inscrição: As inscrições são gratuitas e serão feitas apenas via formulário virtual. Não há prazo para o interessado enviar sua proposta para avaliação do comitê curador. No ato da inscrição, haverá um campo para ser indicado o link em plataforma de streaming na internet com a produção, ou o link para download do material.
Confira os principais pontos do edital:
- Documentação pessoas físicas: certidão negativa de débitos fiscais com a Receita Federal.
- Documentação pessoas jurídicas: certidão negativa de débitos fiscais com a Receita Federal; certidão negativa de débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); e certidão negativa de débitos com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
- Critérios de avaliação: a curadoria levará em conta para a seleção, entre outros pontos elencados no edital, os seguintes critérios: adequação à programação da TV; potencial da obra para atrair o interesse do público da emissora; a abordagem de temática de relevante interesse público; e a qualidade geral da produção (direção, roteiro, som, trilha sonora, fotografia, edição e montagem).
- Assuntos: o edital traz uma lista apenas exemplificativa com 18 áreas de temas, como “arte, cultura e sociedade” ou “ciência e tecnologia”, mas deixa claro que a obra não deve se limitar à lista.
- Critérios técnicos: as obras selecionadas deverão estar disponíveis por meio virtual em versão que atenda as especificações técnicas de imagem/vídeo e também de som/áudio listadas no chamamento.
- Avaliação: cada obra inscrita será avaliada por ao menos 2 membros do comitê, podendo ser selecionadas as que receberem avaliação positiva dentro dos critérios e por consenso dos 2 avaliadores. Em caso de divergência, o desempate caberá ao subsecretário de Rádio e TV.
- Seleção: uma vez a obra selecionada, o responsável assinará o Termo de Cessão do Direito Não Exclusivo de Veiculação de Obra Audiovisual.
- Forma de uso: a utilização da obra pela TV Ales, plataformas digitais e canais de instituições parceiras, será a título gratuito e não oneroso, podendo ainda ser renovada sucessivamente, sempre a critério das partes. A Assembleia poderá ainda utilizar imagens e trechos das obras
- selecionadas com a finalidade exclusiva de registro das atividades institucionais ou para uso em suas campanhas de comunicação, inclusive para a produção de chamadas para veiculação nos intervalos da programação.
- E-mail para contato com o Comitê Curador Permanente é [email protected].
Vedações
O edital também explica quem não poderá inscrever obras audiovisuais: os membros do Comitê Curador e seus parentes consanguíneos e afins até o terceiro grau; parlamentares no exercício do mandato eletivo; servidores da Assembleia ocupantes de cargo efetivo (ativos e inativos) ou comissionados; secretários parlamentares e colaboradores empregados de empresas que prestem serviços para a Casa.
A vedação também vale a todas as pessoas jurídicas que prestem serviços para o Legislativo, a qualquer título, ou que tenham como sócios ou acionistas servidores, secretários parlamentares e colaboradores em atividade na Casa.
Confira o edital com todas as especificações e regras.
Fonte: POLÍTICA ES
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Seminário debate políticas públicas para segmento LGBTQIAPN+
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realizou, nesta sexta-feira (3), no Plenário Dirceu Cardoso, o 2º Seminário LGBTQIAPN+Fobia. Com o tema “Não é só close, é luta”, o encontro reuniu representantes de movimentos sociais, conselhos, entidades e parlamentares para discutir o enfrentamento à discriminação, a ampliação de políticas públicas e os desafios enfrentados pela população LGBTQIAPN+.
Segundo a organização, o tema do seminário faz referência à defesa de direitos e ao fortalecimento da mobilização social, para além da visibilidade da comunidade.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, deputada Camila Valadão (Psol), destacou que a construção do seminário contou com a participação de lideranças históricas, conselhos e fóruns do movimento LGBTQIAPN+ no Espírito Santo. “Um verdadeiro movimento foi o seu processo de construção, reunindo lideranças históricas, conselhos, fóruns e movimentos do estado”, afirmou.
Durante sua fala, a parlamentar também defendeu a importância de ampliar os espaços de participação e debate sobre os direitos da população LGBTQIAPN+ no Parlamento.
“A oportunidade de receber e de promover este seminário é para que vocês se sintam à vontade. Esta Casa precisa e deve ser a Casa do povo, embora muito pouco represente vocês. Estou convicta de que a pauta do enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia não é só de vocês, embora o protagonismo seja de vocês”, afirmou Camila.
Para a deputada, a Casa tem combatido a comunidade LGBT cotidianamente. Mas, segundo ela, não basta apenas se contrapor a esses discursos – o que ela chama de LGBTQIAPN+fobia institucionalizada. Para ela, é preciso ir além e este seminário, afirmou, é uma tentativa, embora insuficiente, mas é também para garantir o espaço de fala.
Por sua vez, a vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, deputada estadual Iriny Lopes (PT), destacou que os direitos já conquistados têm que ter continuidade, “gratificantes as pequenas conquistas, mas elas existem, mas há tantas conquistas a serem realizadas porque as trevas estão querendo brigar com a luz”, alertou a deputada.
Conselhos e políticas públicas
Um dos destaques do seminário foi a celebração dos dez anos de criação do Conselho Estadual LGBT do Espírito Santo. Participantes também lembraram que atualmente existem 20 conselhos estaduais semelhantes em funcionamento no país, além de outros em fase de implantação.
Representando o Conselho Estadual LGBT, Kassandro Silva dos Santos afirmou que as políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+ são resultado da mobilização social e defendeu o fortalecimento dos conselhos e a garantia de recursos para a área.
Para Kassandro Santos, a comunidade enfrenta todas as formas de discriminação que acentuam a desigualgade, e que os direitos humanos não são privilégios, mas garantias institucionais. Por isso é preciso garantir orçamento para as políticas públicas, fortalecer os conselhos e impedir qualquer retrocesso. “Enquanto existir desigualdade, existirá resistência”, garantiu.
Avanços e desafios
Representantes de fóruns e entidades também abordaram temas como a atuação do Poder Judiciário na garantia de direitos, o combate à desinformação, o envelhecimento da população LGBTQIAPN+, a necessidade de fortalecimento da participação social e os desafios para ampliar políticas públicas voltadas ao segmento.
O representante do Fórum Estadual LGBT Fábio Veiga afirmou que importantes conquistas da comunidade ocorreram por meio de decisões judiciais, como o reconhecimento da união homoafetiva e do direito à adoção por casais do mesmo sexo.
“Há aqueles que tentam reduzir a população LGBTQIAPN+ pela sua aparência e que a comunidade é só festa e entretenimento. No entanto, não é só o close por close, é a luta pelos nossos direitos. As conquistas são graças às lutas e muitas vidas. É nesta Casa que nossa população, os nossos corpos são massacrados”, pontuou.
Já o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e representante do Fórum Municipal LGBT de Vitória Alexsandro Rodrigues enfatizou a necessidade de motivação para ser militante no movimento social. Alexsandro Rodrigues destacou a importância da valorização da alegria e da esperança como elementos de fortalecimento dos movimentos sociais.
“Michel Foucault disse que não precisamos ser tristes para sermos militantes. Falarmos da importância da alegria enquanto condimento do existir. Como que a alegria incomoda demais a quem quer nos enfraquecer e entristecer. Um corpo, uma vida dissidente só se mantém em vida a partir da alegria. Precisamos pensar a alegria enquanto um direito”, defendeu Rodrigues.
A representante do Fórum Municipal LGBT da Serra, Layza Lima, apresentou ações desenvolvidas no município, como a implantação de um ambulatório para pessoas trans e programas de capacitação de servidores públicos.
Também participaram do seminário representantes do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat-ES), do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (Fonatrans), além de parlamentares municipais da Serra e de Cariacica.
Fonte: POLÍTICA ES
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