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AS PALAVRAS MARCAM PROFUNDAMENTE, SEJA PARA O BEM, SEJA PARA O MAL

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Quem não gosta de ouvir palavras gentis e delicadas? Por mais durona que a pessoa seja, ela sempre vai se derreter ao ouvir um elogio sincero.

Expressar-se com gentileza é um belo jeito de demonstrar que se sabe conviver com as diferenças e que admira essa condição. Por isso, não tenha reservas quando o assunto for palavras gentis (desde que sejam sinceras).

Elogios, palavras de incentivo ou de amizade…são um prazer e poderão até transformar o dia de quem as recebe. Talvez elas sejam exatamente o que essa pessoa precisa ouvir para conseguir dar a volta por cima em alguma situação pesarosa.

Mais do que ofertar flores e chocolates ou fazer outros agrados desse tipo, é preciso ter palavras que demonstrem o quanto aquela pessoa, que você está tentando agradar, é importante e especial.

Palavras marcam profundamente. Algumas jamais serão apagadas, seja para o bem, seja para mal. Por isso é sempre importante medir o peso que elas têm. Se as palavras forem negativas, e mesmo que se peça desculpas por tê-las dito, um dia voltarão à tona, quando outro conflito acontecer, e a relação será repensada, seja de qual tipo for. Nunca mais, alguém que foi ofendido verbalmente, olhará com os mesmos olhos para seu agressor.

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Por isso é tão importante pensar bem antes de falar. Principalmente se os ânimos estiverem exaltados. Se for possível nem fale nesses momentos. O silêncio é sempre uma resposta inteligente quando não existem palavras que traduzam o que se está sentindo; demonstra prudência e autocontrole, e isso conta muito a favor de alguém.

Lembre-se do provérbio antigo: “em boca fechada não entra mosquito”. Desse pequeno dito popular extrai-se um significado incontestável.

Esqueça aquela expressão que se usa por aí, que classifica como sendo “positiva” uma pessoa que diz tudo o que lhe vem à mente. Dizer grosserias não é ser positivo, é ser mal educado. E não tem nenhuma beleza nisso. Muito pelo contrário.

Se for pra ser positivo, repense seus conceitos. Diga palavras agradáveis, que façam felizes quem as estiver ouvindo. Ser positivo é deixar as pessoas lisonjeadas, agradecidas, admiradas com sua educação.

Seja capaz de usar bem suas palavras. Uma pessoa positiva é capaz de conjugar bem os verbos respeitar, elogiar, agradar, amar!

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Agindo assim, você não precisará mais engolir moscas, nem sapos. E os bons relacionamentos ficam garantidos!

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

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Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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