Geral - ES1.com.br
Agro lidera retomada em 2026 e sustenta reação da economia gaúcha
A economia do Rio Grande do Sul iniciou 2026 com sinais distintos entre os setores. A agropecuária dá sinais claros de recuperação após as perdas climáticas recentes, enquanto indústria, comércio e serviços seguem em retração, limitando o ritmo de retomada do Estado.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção agrícola voltou a ganhar tração, com expectativa de safra mais robusta de soja e milho. No caso da soja, a estimativa aponta para 18,3 milhões de toneladas, forte recuperação frente ao ciclo anterior, marcado por quebra relevante. O milho também apresenta avanço, consolidando a recomposição da produção de grãos no Estado.
O movimento já vinha sendo observado no fim de 2025, quando a agropecuária cresceu 16,7% no quarto trimestre, segundo o Departamento de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (DEE-RS). Esse desempenho marca a virada após um período de retração provocado por eventos climáticos adversos, que comprometeram produtividade e renda no campo.
Apesar da reação na produção, os efeitos sobre o comércio exterior ainda são desiguais. No primeiro trimestre, as exportações totais do Estado somaram US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 23,1 bilhões), queda de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi influenciado pela retração da agropecuária (-15,1%) e da indústria (-5,8%), com destaque para a forte redução nos embarques de soja no período.
Por outro lado, segmentos ligados à cadeia de alimentos mostraram desempenho positivo. As exportações desses produtos cresceram 16,1% no trimestre, alcançando US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 6,8 bilhões), indicando maior valor agregado e diversificação da pauta.
Fora do campo, os indicadores seguem pressionados. A produção industrial caiu 3% no primeiro bimestre na comparação anual, afetando setores como veículos, máquinas e equipamentos e celulose. No comércio varejista ampliado, as vendas recuaram 4,7%, enquanto o setor de serviços registrou queda de 2,1%, refletindo o impacto de juros elevados e do endividamento das famílias.
O mercado de trabalho, por sua vez, mantém resiliência. A taxa de desocupação fechou o quarto trimestre de 2025 em 3,7%, o menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Já o Novo Caged registrou a criação de 4.733 vagas formais no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, com contribuição relevante da agropecuária, impulsionada pelas atividades de colheita.
Na arrecadação, o sinal é de desaceleração. A receita real de ICMS somou R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, queda de 2,1% na comparação anual, pressionada pelo desempenho mais fraco da indústria e do comércio.
A leitura do início de 2026 é de uma recuperação ainda parcial e concentrada. O campo volta a crescer e tende a recompor parte das perdas recentes, mas a fraqueza dos demais setores mantém o ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.
Fonte: Pensar Agro
Geral - ES1.com.br
Micrômetro: Medições Precisas Em Peças Pequenas
Descubra micrometro: como garantir medições precisas em peças pequenas e técnicas e veja como medir espessuras, diâmetros e rebaixos com controle
Micrômetro: como garantir medições precisas em peças pequenas e técnicas
Micrômetro mede dimensões pequenas com leitura em centésimos ou milésimos de milímetro, dependendo do modelo. Ele entra no controle de espessuras, diâmetros externos, furos, canais e rebaixos quando a tolerância exige mais precisão que uma medição comum.
O micrômetro externo trabalha com diâmetro externo e espessura. O interno mede furos e canais. O de profundidade atende rebaixos. Em uma peça de usinagem CNC, por exemplo, a medida pode passar no paquímetro e reprovar no micrômetro quando a tolerância dimensional fica apertada. A leitura só merece confiança quando instrumento, peça e operador estão sob controle: faces limpas, zero conferido, força correta e geometria bem posicionada.
Como usar, ler e conferir o micrômetro antes de medir peças pequenas
Usar micrômetro começa antes de encostar na peça. Em mecânica de precisão, cavaco fino, óleo, calor da mão e pressão em excesso mudam a leitura. Em tolerâncias estreitas, essa diferença já basta para aprovar ou reprovar uma peça.
Ao escolher um micrometro, olhe a faixa de medição, a resolução, o tipo de contato e a geometria da peça. A referência industrial para medição dimensional fica em 20 °C, conforme o NIST. Quando peça e instrumento vêm de ambientes diferentes, espere a estabilização antes de medir.
Passo 1: limpe as faces, estabilize a peça e confira o zero
Limpe as faces de medição e retire óleo das mãos antes de manusear o instrumento. Em metrologia, uma sujeira quase invisível entre a face e a peça já desloca o resultado.
Feche o micrômetro com pressão leve pela catraca. Se o zero não coincidir, separe o instrumento para ajuste ou verificação conforme o procedimento interno. Não compense o erro “de cabeça” durante a medição, porque essa prática quebra a rastreabilidade do resultado.
Passo 2: posicione a peça sem pegar rebarba, chanfro ou raio como referência falsa
A peça precisa ficar perpendicular às faces de medição. Rebarba, chanfro, raio e marca de ferramenta não servem como referência para a dimensão funcional, mesmo quando parecem áreas bem acabadas.
O erro mais comum é medir uma borda “bonita” que, na verdade, está arredondada ou deformada. Em peças finas, o excesso de força ainda pode flexionar o material e gerar uma leitura menor que a dimensão real.
Passo 3: aplique força pela catraca e repita a leitura sem apertar demais
Use a catraca ou friction thimble para manter a força de contato uniforme. Quando o operador aperta pelo tambor comum, a força aumenta e pode deformar chapas finas, tubos delicados e componentes usinados com parede reduzida.
Compare três leituras no mesmo ponto. Se a repetibilidade oscilar, volte para o básico: apoio da peça, limpeza das faces, temperatura e perpendicularidade. Na prática, muitos desvios aparecem antes de qualquer problema no instrumento.
Passo 4: leia a escala fixa, o tambor e o nônio em milésimos de milímetro
Leia a escala fixa primeiro e some a indicação do tambor. Em micrômetros com nônio, a escala vernier acrescenta a fração final e permite leitura mais fina nos modelos compatíveis.
Nas leituras em milésimos de milímetro, mantenha o olho de frente para a escala. Olhar inclinado cria erro de paralaxe e pode fazer a marca errada parecer alinhada.
Checklist rápido de calibração com blocos-padrão e rastreabilidade
Na calibração do micrômetro, observe zero, desgaste das faces, paralelismo, sujeira e resposta da catraca. Em faixas acima de 25 mm ou 1”, use padrão, bloco-padrão ou haste de referência compatível com a faixa nominal.
Quando a medida entra no controle de qualidade, trabalhe com blocos-padrão, certificado rastreável e procedimento documentado. Rastreabilidade metrológica liga a leitura a um padrão confiável, conceito alinhado às práticas do INMETRO e da norma ISO/IEC 17025 para laboratórios.
Erros comuns que distorcem a medição em peças técnicas
Calor da mão, umidade, cavaco preso e peça recém-usinada alteram a leitura. Em superfícies curvas, o alinhamento pesa ainda mais, porque um pequeno giro muda o ponto de contato e desloca o resultado.
Furos profundos podem pedir medidor interno tipo súbito. Variação geométrica pode ser melhor avaliada com relógio comparador. Geometrias complexas e tolerâncias muito estreitas podem exigir medição tridimensional por CMM.
Dicas para precisão: temperatura, repetibilidade e escolha da ferramenta certa
Meça após a estabilização térmica e segure o micrômetro pelo isolamento, quando houver. Em ambiente de oficina, testamos leituras logo depois da usinagem e repetimos após a peça estabilizar; a diferença aparece com mais clareza em peças pequenas com tolerância fechada.
O resultado fica mais confiável quando a ferramenta combina com a peça, as faces estão limpas, a leitura foi repetida e o critério de aceitação já está definido. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui procedimento de calibração acreditado.
Como saber se o micrômetro está calibrado?
Veja o zero antes do uso e compare o instrumento com padrão, bloco-padrão ou haste de referência adequada. Se houver desvio, não libere a medição sem ajuste ou calibração rastreável.
Qual é a forma correta de ler um micrômetro em milímetros?
Leia a escala fixa, some a leitura do tambor e, nos modelos com vernier, acrescente a fração indicada pela linha coincidente. Essa sequência evita pular parte da leitura e reduz erro de interpretação.
Quando usar micrômetro em vez de paquímetro?
Use micrômetro quando a peça pequena exige controle dimensional mais fino e contato mais estável. Ele ajuda em tolerâncias apertadas, desde que a geometria permita apoio correto entre as faces.
Temperatura da peça pode alterar a medição?
Sim. Peça, micrômetro e ambiente precisam estabilizar quando a tolerância é crítica, porque as dimensões variam com a temperatura.
O micrômetro só entrega precisão quando tipo, leitura, força de contato, calibração e geometria da peça trabalham juntos. Antes de liberar lotes críticos, revise o procedimento interno de metrologia.
-
JORNAL IMPRESSO - ES1.com.br6 dias atrásJORNAL HOJE NOTÍCIAS – Edição #4238 – 25/04/2026
-
Regional - ES1.com.br4 dias atrásPedagoga Rubiani de Fátima Roque inaugura o Rubi Libras – Centro de Formação em Libras em São Gabriel da Palha
-
Entretenimento - ES1.com.br3 dias atrásPrefeitura de Vila Valério anuncia atrações da 20ª Festa do Café
-
Artigos - ES1.com.br3 dias atrásO que é esperado em cada fase da alfabetização? – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira
-
Regional - ES1.com.br7 dias atrásTiro de Guerra 01-015 realiza solenidade de matrícula da Turma de Atiradores 2026 em São Gabriel da Palha
-
Regional - ES1.com.br2 dias atrásCasa Olivas inaugura novo conceito em cama, mesa, banho e decoração em Vila Valério
-
Artigos - ES1.com.br7 dias atrásMotivação é uma mentira — e está te deixando fraco – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade
-
Regional - ES1.com.br3 dias atrásEspecialista em transformação masculina, Marcos Alves de Oliveira investe em prótese capilar em São Gabriel da Palha







