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A CULTURA MUSICAL BRASILEIRA ESTÁ SENDO DESTRUÍDA!

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Não é novidade para ninguém que o mercado musical brasileiro, principalmente com o advento da internet e a respectiva acessibilidade a ela, tem trazido ao público artistas desconhecidos, fazendo-os meteoricamente alcançar um sucesso, mas também em trajetória meteórica desaparecer do cenário artístico.
Com isso, várias são às vezes em que podemos ver “artistas” de talento duvidoso, fazendo muito sucesso. Mas ainda assim, sem apresentar uma carreira digamos, consistente. O que se deve em grande parte a dois fatores. O primeiro a grande facilidade com que a internet propaga todo tipo de coisa, inclusive músicas de gosto duvidoso. O segundo, na pequena seletividade que os internautas e o público de um modo geral estão adotando como critério para ouvir ou ver determinado tipo de arte.
Desta feita, já não causa mais espanto um artista cantar desafinado ao vivo, não causa mais espanto as músicas serem compostas por uma só frase repetida freneticamente, com batidas enlouquecedoras. A verdade é que não se ouve mais uma música prestando atenção à sua letra, não se aprecia mais doces acordes, nem cadenciados ritmos. Tudo virou bagunça, no estilo “dando para dançar está bom”.
O fenômeno em comento empobrece nossa cultura e ensurdece nossos ouvintes. Um país que outrora já fora tão rico em cultura musical, com os premiados louros da bossa nova, da garota de Ipanema, hoje vê-se num cenário em que vira “hit” a esculhambação, faz sucesso a “putaria” e não mais se valoriza o talento tradicional, em verdade o que está virando tradição é a falta de talento.
Pouco a pouco vão se perdendo estilos musicais característicos de cada região, que juntos compõem um acervo invejável, poucas nações possuem uma diversidade e qualidade tão grande de música nacional.
Infelizmente nosso próprio povo desvaloriza sua cultura ao importar do estrangeiro uma canção que não é sua.
Defendamos nossa cultura, amemos nossa tradição, que tragamos essa preciosidade dentro do coração.

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Ananias Ferreira Santiago
OAB/ES 29.206

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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

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Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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