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Vem aí o XXV Festival de Inverno de Domingos Martins inscrições para as oficinas estão abertas

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camera_enhance Ivo Meireles vai ministrar oficina de percussão (Crédito: Divulgação)

Um dos mais importantes festivais de música do Estado e do País vai começar! A vigésima quinta edição do Festival de Inverno de Música Erudita e Popular de Domingos Martins abre nesta quarta-feira (11) as inscrições para as oficinas de música, e neste ano, também de dança.

Assim como em 2017, a organização aposta novamente na qualidade das aulas e das apresentações, trazendo grandes nomes da música brasileira para as oficinas e para os palcos do festival. As atrações artísticas devem ser divulgadas nas próximas semanas.

Mais uma vez a cidade de Domingos Martins vai receber instrumentistas que fazem sucesso em todo o mundo para ensinar centenas de alunos de todas as regiões do Brasil. Nomes como Ivo Meirelles (percussão), Toninho Horta (violão), Carlos Bala (bateria), Arthur Maia (contrabaixo) e o americano Kliff Korman (piano) estão entre as estrelas que estarão na cidade ministrando aulas durante uma semana.

“Mais uma vez estamos determinados a realizar um festival de altíssima qualidade, tanto nas oficinas, quanto nas apresentações artísticas. Em 2017 tivemos mais de 300 alunos estudando aqui. Para esse ano nossa meta é ultrapassarmos 400 alunos”, destaca a secretária de Turismo de Domingos Martins, Rejane Entringer.  

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Para realizar a inscrição, os interessados devem entrar em contato com a Secretaria de Cultura e Turismo de Domingos Martins pelos telefones: (27) 3268-1471, (27) 99971-7410 ou pelo e-mail [email protected].  A taxa de inscrição é de R$60. 

Festival começa em junho

A edição deste ano do Festival de Inverno começará mais cedo, no dia 30 de junho, com a realização de oficinas de danças italiana e alemã, concertina e prática de metais. O Palco Livre terá início na mesma data, com uma novidade: será realizado um processo seletivo para que as três melhores bandas inscritas se apresentem também na programação artística do festival, que terá início no dia 13 de julho, com um show imperdível: Big Beatles e Orquestra Sinfônica do Espírito Santo.

O site oficial do evento, www.festivaldm.com.br, com todas as informações sobre as oficinas e a programação artística, será lançado em breve. Notícias do Festival de Inverno poderão ser acompanhadas ainda no site oficial da Prefeitura de Domingos Martins, www.domingosmartins.es.gov.br e na página oficial do município no Facebook/ DomingosMartins.DM.   

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Oficinas e professores do XXV Festival de Inverno de Música Erudita e Popular de Domingos Martins

30/06 a 01/07 
Dança Italiana (Pedra Azul) – Patrick Campos/RS

02 a 06 julho
Dança Alemã (Sede) – Patrick Campos/RS
Concertina (Tijuco Preto) – Angelino Zaager/ES

09 a 13 julho
Prática de Metais (Melgaço) – Louis Illenseer/RS

16 a 21 julho
Prática de Conjunto 1 – Dino Rangel/RJ
Prática de Conjunto 2 – Ney Conceição/RJ
Prática de Orquestra – Helder Trefzger/ES
Canto Popular – Fátima Guedes/RJ
Improvisação – Nelson Faria/RJ
Bateria – Carlos Bala/AL
Contrabaixo Elétrico – Arthur Maia/RJ
Flauta – Carlos Malta/RJ
Guitarra – Bernardo Bosisio
Percussão (samba) – Ivo Meirelles/RJ
Piano – Cliff Korman/NY
Saxofone – Paulo Levi/PA
Trombone – Gilmar Ferreira/RJ
Trompete – José Arimatéa/RJ
Violão – Toninho Horta/MG
Violino – Carla Rincón/VEM
Violoncelo – Paulo Santoro/RJ
Viola Caipira – Eduardo Ramos/BA


camera_enhance (Crédito: Divulgação)


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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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