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Um QI abaixo da média pode explicar dificuldades escolares persistentes – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

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Muitas crianças chegam aos consultórios com suspeitas de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou dislexia. Embora essas hipóteses sejam comuns diante de dificuldades escolares e comportamentais, nem sempre elas explicam a origem dos prejuízos apresentados.

Recentemente, durante um processo de avaliação neuropsicológica, um paciente de 10 anos, matriculado no quarto ano do ensino fundamental e que ainda não havia desenvolvido a leitura de forma adequada, foi encaminhado com suspeitas de TDAH, autismo e dislexia. Entretanto, a investigação detalhada revelou um quadro diferente.

Os resultados da avaliação apontaram um Quociente de Inteligência (QI) de 65, valor significativamente abaixo da média esperada para a faixa etária. Contudo, é importante destacar que a deficiência intelectual não é definida apenas pelo resultado de um teste de QI. O diagnóstico envolve a análise conjunta do funcionamento cognitivo e das habilidades adaptativas, ou seja, a forma como a pessoa lida com as demandas do cotidiano, da vida escolar, social e familiar.

Em muitos casos, indivíduos convivem durante anos com dificuldades acadêmicas importantes sem terem acesso a uma investigação aprofundada. Como consequência, podem passar por diversos profissionais, receber hipóteses diagnósticas diferentes e ainda assim permanecer sem uma compreensão adequada das reais causas de seus desafios.

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A avaliação neuropsicológica permite analisar diversas funções cognitivas, como atenção, memória, linguagem, raciocínio, funções executivas, habilidades acadêmicas e comportamento adaptativo. Esse processo possibilita identificar não apenas as dificuldades, mas também as potencialidades do indivíduo, contribuindo para intervenções mais assertivas e direcionadas às suas necessidades específicas.

Quando o diagnóstico correto é estabelecido, torna-se possível orientar a família, a escola e os profissionais envolvidos sobre as melhores estratégias de acompanhamento e desenvolvimento. Isso favorece uma melhor qualidade de vida, maior compreensão das limitações existentes e o fortalecimento das habilidades preservadas.

Diante de dificuldades persistentes de aprendizagem, atrasos no desenvolvimento, baixo rendimento escolar ou suspeitas diagnósticas que ainda geram dúvidas, uma avaliação neuropsicológica completa pode ser fundamental para esclarecer o quadro clínico e direcionar adequadamente o tratamento.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é conduzida com rigor técnico, embasamento científico e um olhar individualizado para cada paciente, permitindo compreender não apenas os sintomas apresentados, mas também suas potencialidades, limitações e necessidades específicas. Mais do que fornece um diagnóstico, o processo oferece direcionamentos claros para intervenções eficazes, auxiliando famílias, escolas e profissionais na tomada de decisões. Identificar precocemente as causas das dificuldades de aprendizagem, atenção, comportamento ou desenvolvimento pode transformar significativamente a trajetória acadêmica, social e emocional da pessoa, promovendo maior autonomia, qualidade de vida e oportunidades de desenvolvimento.

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A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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“Seu médico proibiu agachamento por causa do joelho ou da coluna? Então talvez esteja na hora de trocar de médico” – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

gabriel costa

Em pleno 2026, ainda existem profissionais que tratam dor com proibição de movimento. A receita continua a mesma:

-“não agacha”;
-“evita musculação”;
-“para de treinar perna”.

Só esquecem de explicar uma coisa: o corpo humano NÃO foi feito para enfraquecer.

O agachamento é um dos movimentos mais naturais e importantes da biomecânica humana.
Você agacha para:

-sentar;
-levantar;
-pegar algo no chão;
-subir escadas;
-carregar peso;
-viver.

Então como um movimento essencial da vida virou “vilão”?

Porque durante muito tempo confundiram dor com fragilidade. E hoje a ciência mostra justamente o contrário: articulações fortes e musculatura fortalecida suportam mais carga, têm mais estabilidade e sofrem menos.

O agachamento, quando bem executado e corretamente prescrito, fortalece:

-quadríceps;
-glúteos;
-posteriores;
-core;
-lombar;
-musculatura estabilizadora do joelho e da coluna.

Além disso, melhora:

-mobilidade;
-equilíbrio;
-coordenação;
-densidade óssea;
-capacidade funcional;
-proteção articular.

Ou seja: o agachamento não serve apenas para estética. Ele literalmente melhora a capacidade do corpo de funcionar. E aqui entra um ponto que muitos ignoram: não basta apenas “agachar”. É preciso saber COMO agachar.

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Por isso o acompanhamento de um profissional do exercício é fundamental.

Um bom profissional entende:

-biomecânica;
-controle de carga;
-limitação individual;
-progressão;
-mobilidade;
-adaptação do exercício.

Nem todo aluno precisa começar agachando pesado ou em amplitude máxima.

Muitas vezes o processo começa com:

-agachamento parcial;
-exercícios educativos;
-fortalecimento de core;
-ajustes de mobilidade;
-progressão gradual de carga.

Isso é treino inteligente. Isso é ciência aplicada. O erro não está no movimento. Está na má execução, excesso de carga e falta de individualização.

Diversos estudos já demonstraram que exercícios resistidos ajudam na redução de dores lombares e dores no joelho, sendo inclusive parte fundamental de protocolos modernos de reabilitação.

Porque a verdade é simples:

-um joelho forte sofre menos;
-uma coluna forte protege mais;
-um corpo sedentário piora.

Proibir alguém de agachar sem antes fortalecer, adaptar e educar o movimento é muitas vezes condenar essa pessoa ao enfraquecimento progressivo.

O corpo humano precisa de movimento. Precisa de força. Precisa de estímulo. E talvez esteja na hora de alguns profissionais entenderem que proteger demais também enfraquece.

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Referências científicas

•Escamilla RF — Knee biomechanics of the dynamic squat exercise
•Schoenfeld BJ — Squatting kinematics and kinetics and their application to exercise performance
•Fransen M — Exercise for osteoarthritis of the knee
•British Journal of Sports Medicine — Exercício físico e redução da dor lombar

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

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