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Tribunal de Contas libera obras da Avenida 13 de Maio, em Pancas

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Foto: Divulgação

Por unanimidade, o Tribunal de Contas do Espírito Santo (TC-ES) liberou a retomada das obras de pavimentação da Avenida 13 de Maio, em Pancas. A decisão foi tomada na sessão plenária de terça-feira (21). Assim, a Prefeitura Municipal pode dar prosseguimento a implantação do asfalto.

Após a manifestação apresentada pelo município, o relator do caso, conselheiro Augusto Taufner, destacou que o fato da obra ser paralisada se torna mais danoso à comunidade local do que sua continuidade já que a empresa contratada poderá receber pelos trabalhos executados.

“Ante o exposto, voto para revogar a cautelar inicialmente concedida por meio da decisão monocrática 472/2020 autorizando a Prefeitura Municipal de Pancas a dar continuidade das obras”, destacou o conselheiro Taufner em seu voto seguido na íntegra por mais cinco conselheiros do Tribunal de Contas.

Com um investimento de R$ 1.014.940,09, a Prefeitura de Pancas está realizando a pavimentação da Avenida 13 de Maio no trecho das ruas Joadir Teixeira Machado, Padre Braz Marino e o pátio da Estação Rodoviária João Ferreira Dutra.

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“A decisão do Tribunal de Contas nesta tarde mostra que Pancas trabalha de forma séria e está sempre aberta a prestar qualquer informação que o Tribunal precisar. Transparência na administração pública é uma premissa. Agora, vamos retomar as obras para entregar esse importante investimento para o panquence”, disse o prefeito, Dr. Sidiclei.

Fonte: Imprensa Fernando Carreiro

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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