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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete
O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.
A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.
O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.
O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.
O impacto na ponta
Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:
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Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.
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Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.
Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.
Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.
Fonte: Pensar Agro
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Histórico do veículo influencia segurança, custos e valor de mercado
Consulta reúne informações sobre documentação, manutenção e possíveis restrições de veículos
Quem pretende comprar um veículo usado costuma observar itens como quilometragem, aparência e estado de conservação. Esses fatores são importantes, mas representam apenas parte da avaliação. O histórico do veículo também pode fornecer informações relevantes para compreender como o automóvel ou a motocicleta foi utilizado ao longo do tempo e identificar aspectos que merecem atenção antes da conclusão da compra.
Com a ampliação dos serviços digitais e das bases de dados disponíveis, tornou-se mais simples puxar a placa e reunir informações relacionadas à documentação, registros administrativos e outras características do veículo. Essa etapa não substitui uma inspeção mecânica ou a análise presencial, mas funciona como um complemento que contribui para uma decisão mais bem fundamentada.
Documentação é um dos primeiros pontos de análise
O histórico administrativo reúne informações relacionadas ao registro do veículo e à sua situação perante os órgãos de trânsito. Dependendo da consulta realizada e das informações disponibilizadas pelos sistemas competentes, é possível verificar aspectos como situação do licenciamento, existência de débitos, restrições administrativas e dados cadastrais.
Essas verificações ajudam a identificar pendências que podem interferir na transferência de propriedade ou exigir regularização antes da conclusão da negociação.
Também é importante conferir se as informações constantes na documentação correspondem às características físicas do veículo, incluindo número do chassi, placa, modelo e demais elementos de identificação.
Registros ajudam a compreender a trajetória do veículo
Além da documentação, o histórico pode reunir informações relacionadas ao uso do automóvel ou da motocicleta ao longo dos anos.
Quando disponíveis, registros de manutenção, revisões realizadas em concessionárias e substituição de componentes oferecem uma visão mais ampla sobre os cuidados recebidos pelo veículo durante sua utilização.
Outro aspecto observado por muitos compradores envolve a existência de registros de sinistros ou de recuperação após roubo ou furto, quando essas informações constam nas bases consultadas.
Esses dados não determinam, por si só, a condição atual do veículo, mas contribuem para contextualizar sua trajetória e orientar uma avaliação mais completa.
Custos futuros também entram na análise
Conhecer o histórico do veículo pode auxiliar na estimativa de despesas futuras com manutenção e regularização.
Caso existam pendências administrativas, tributos em aberto ou necessidade de atualização documental, o comprador consegue incluir esses custos no planejamento financeiro antes da aquisição.
Da mesma forma, registros de manutenção preventiva podem indicar que determinados serviços já foram realizados, enquanto a ausência dessas informações pode justificar uma inspeção técnica mais detalhada.
Em veículos com maior tempo de uso, a análise conjunta entre documentação, estado de conservação e histórico disponível permite identificar pontos que merecem atenção durante a negociação.
Consulta deve ser combinada com vistoria presencial
Embora as plataformas digitais tenham ampliado o acesso às informações, elas representam apenas uma etapa do processo de avaliação.
A vistoria presencial continua sendo importante para verificar estrutura, funcionamento do motor, suspensão, sistema de freios, pneus, componentes elétricos e demais itens que influenciam diretamente a utilização do veículo.
Também é recomendável conferir a autenticidade dos documentos apresentados e confirmar que todas as informações correspondem aos registros oficiais disponíveis.
Quando necessário, uma avaliação realizada por profissional especializado pode complementar as verificações documentais e mecânicas, oferecendo uma análise mais abrangente do estado do veículo.
O histórico reúne informações que ajudam a compreender a trajetória administrativa e operacional de automóveis e motocicletas. Associado à inspeção presencial e à conferência da documentação, ele contribui para decisões mais seguras durante a compra e venda, favorecendo uma análise que considera não apenas o preço anunciado, mas também aspectos relacionados à regularidade, aos custos futuros e às condições gerais de utilização do veículo.
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