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Seja humilde, mas não subserviente!
Quando falamos em humildade, na cabeça de alguns, para não dizer da maioria, a imagem daquela pessoa “boazinha” que tudo aceita, que de qualquer modo que a vida esteja está bom, que não se insurge contra nada e que apequena suas qualidades é inevitável.
Se analisarmos etimologicamente a palavra humildade poderemos constatar que esta advém do latim humilitas, e designa como virtude daquela pessoa que conhece suas limitações e potencias, e que em ainda assim não tenta se projetar sobre outrem.
Há também o entendimento que a palavra humildade provém da palavra humus, relativo à terra, o que teria dois viés interpretativos, um no sentido de terra, ou matéria. Outro no sentido de fertilidade. Neste sentido faz-se necessário um aparte em esclarecer a diferença da Modéstia, sendo esta o sentimento de velar-se quanto às qualidades intelectuais e morais (em oposição a um exibicionismo vaidoso). Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde; quem se vangloria mostra simplesmente que humildade lhe falta.
Destarte, convém lembrar da figura mais emblemática, talvez o nome mais dito em toda a história da humanidade, Jesus Cristo, este sim foi o exemplo perfeito de humildade, a sagrada palavra aduz que “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:6-8). Contudo, a própria palavra de divina não esgota as nuances relacionadas ao tema.
Para o budismo, a humildade é a consciência que se tem do caminho a levar para se libertar do sofrimento; Do ponto de vista da filosofia, Immanuel Kant afirma que a humildade é a virtude central da vida, uma vez que dá uma perspectiva apropriada da moral; Para Friedrich Nietzsche, em contrapartida, a humildade é uma falsa virtude que dissimula as desilusões que uma pessoa esconde dentro de si; Walber Luidhy afirma que ” Nossa humildade é testada todos os dias, a partir de nossas atitudes e ações”.
Diante do alhures exposto, exponho o meu ponto de vista, se posso resumir em poucas palavras o que é humildade ou melhor como seria uma pessoa dotada desta atitude, diria que é aquela pessoa que entende que pra ser grande primeiro precisamos ser pequenos e que não importa o tamanho que alcancemos sempre seremos pequenos pois o que somos nós se comparados com a amplitude e complexidade do universo. Aquela pessoa que sabendo de suas virtudes não se agiganta a quem não as tem, mas também não se apequena ante a soberba, antes, compreende que quanto mais sabe ou quanto mais faz, mais haverá para aprender e fazer. Humilde é aquele que no alto de sua sabedoria compreende o tamanho da sua ignorância, é aquele que no auge da sua força enxerga suas fraquezas. Antes de tudo, importa que saibamos que grande mesmo é aquele que não precisa pisar no menor para se sentir maior.
Ananias Ferreira Santiago
OAB/ES 29.206
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Estamos medicando demais e treinando de menos? – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade
Vivemos em uma era em que a medicina alcançou avanços extraordinários. Nunca tivemos tantos recursos para diagnosticar, tratar e controlar doenças. No entanto, uma pergunta incômoda precisa ser feita: estamos medicando demais e treinando de menos?
A cada ano cresce o número de pessoas que dependem de medicamentos para controlar pressão alta, diabetes, colesterol elevado, ansiedade e depressão. Embora esses tratamentos sejam essenciais em muitos casos, existe um problema que raramente recebe a mesma atenção: a falta de hábitos que combatam a origem de grande parte dessas condições.
Segundo organizações de saúde ao redor do mundo, o sedentarismo está entre os principais fatores de risco para doenças crônicas e mortes prematuras. Ainda assim, muitas pessoas procuram uma solução rápida em comprimidos enquanto ignoram uma das ferramentas mais poderosas para a prevenção e o tratamento de diversas doenças: o exercício físico.
A musculação, por exemplo, vai muito além da estética. Ela ajuda no controle da glicemia, melhora a sensibilidade à insulina, reduz o risco cardiovascular, fortalece ossos e articulações, combate a perda de massa muscular relacionada ao envelhecimento e melhora significativamente a qualidade de vida.
Isso não significa que medicamentos não sejam importantes. Eles salvam vidas e, em muitos casos, são indispensáveis. O problema surge quando o remédio se torna a única estratégia, enquanto hábitos fundamentais continuam sendo negligenciados.
Imagine uma pessoa que toma medicamentos para pressão alta, mas não pratica atividade física, se alimenta mal e dorme pouco. O tratamento pode controlar os sintomas, mas dificilmente resolverá a raiz do problema. É como enxugar o chão enquanto a torneira continua aberta.
O mais preocupante é que muitas doenças associadas ao estilo de vida poderiam ser prevenidas ou amenizadas com mudanças relativamente simples. Caminhar mais, treinar regularmente, melhorar a alimentação e reduzir o tempo sentado são atitudes capazes de gerar impactos profundos na saúde da população.
Talvez a discussão não deva ser sobre escolher entre remédios ou exercícios. A verdadeira questão é por que ainda investimos tão pouco em prevenção e tanto em tratamento.
Se queremos uma sociedade mais saudável, precisamos parar de enxergar a atividade física como um luxo ou uma opção estética. Exercício é saúde. Exercício é prevenção. Exercício é qualidade de vida.
E talvez esteja na hora de nos perguntarmos: estamos tratando as consequências enquanto ignoramos as causas?
Gabriel Costa de Andrade
Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721
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