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Renato Casagrande acompanha equipes de trabalho que atuam nas cidades afetadas pelas chuvas

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O governador Renato Casagrande retornou, nesta quinta-feira (23), aos municípios de Vargem Alta, Iconha, Rio Novo do Sul e Alfredo Chaves para acompanhar o andamento do trabalho de reconstrução das cidades e de assistência às pessoas afetadas pelas chuvas na região sul do Espírito Santo. Além das medidas já anunciadas para reestruturação econômica dos municípios, o governador anunciou que o Governo do Estado investirá na reconstrução de pontes que foram afetadas no desastre.

“A partir da semana que vem, vamos iniciar o trabalho de reconstrução das pontes, que terá um investimento forte do Governo do Estado. Mas também vamos precisar da ajuda do Governo Federal, especialmente nas áreas de infraestrutura e habitação popular”, apontou o governador.

Ao lado da vice-governadora Jaqueline Moraes e representantes das Prefeituras Municipais, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, do Exército Brasileiro e do Departamento de Edificações e de Rodovias (DER-ES), o governador circulou pelos quatro municípios, conversando com moradores e comerciantes, visitando abrigos e também conferindo de perto algumas estruturas que foram danificadas pelas chuvas. Ele também participou de reuniões nos comandos locais de gerenciamento do desastre.

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O governador aproveitou a ocasião para agradecer mais uma vez aos voluntários que estão atuando em várias frentes na assistência aos moradores afetados pelo desastre. “É um momento de muita solidariedade e de muita ajuda. As pessoas dando as mãos para que a gente possa de fato colaborar com essa região”, disse Casagrande.

Reconstrução

Na última terça-feira (21), o governador Casagrande apresentou uma série de medidas emergenciais para reestruturação dos municípios afetados pelas chuvas na região sul do Espírito Santo. As ações vão desde o apoio presencial aos empreendedores locais, passando pela postergação do recolhimento de ICMS pelas empresas atingidas até a abertura de linhas de financiamento com juros subsidiados.

O Governo do Estado vai ainda reativar o Cartão Reconstrução, medida que havia sido adotada na ocasião das chuvas do final de 2013 que permite a doação de R$ 3 mil em dinheiro às famílias com renda até três salários mínimos que foram atingidas pela chuva para compra de material de construção e eletrodomésticos.

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A Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) e da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) vão montar escritórios itinerantes para prestar consultorias aos empreendedores e empresários que tiveram seus negócios afetados. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros terão bases em cada um dos municípios para agilizar a liberação de laudos para reconhecimento dos prejuízos com as chuvas.

Desde a noite de sexta-feira (17), quando teve início as fortes chuvas, o Governo do Estado está presente na região. São mais de 200 bombeiros militares, além de servidores do DER-ES e da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) que participam dos trabalhos de assistência à população e reconstrução das cidades.

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Governo

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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