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Produtores rurais capixabas renegociam dívidas com o Sicoob

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camera_enhance A instituição financeira cooperativa, que prorrogou R$ 200 milhões em operações de custeio e de investimento entre 2016 e 2017, busca novas soluções para auxiliar os associados prejudicados pela crise hídrica. (Crédito: divulgação)

Dirigentes do Sicoob ES e representantes da associação Agricultura Forte, se reuniram na sexta-feira, 26, para discutir soluções que melhorem as condições de financiamento, liberação de crédito e renegociação de dívidas para os agricultores do Estado, que estão em processo de recuperação após a seca registrada nos últimos anos. Participaram do encontro o presidente do Sicoob ES, Bento Venturim, o diretor-executivo da instituição, Nailson Dalla Bernadina, a secretária-executiva da Associação Agricultura Forte, Fernanda Marin, e o produtor rural Daniel Lubiana.

Fernanda Marin destacou a necessidade de união depois do período, que depreciou a produção rural, prejudicando o planejamento financeiro das propriedades. “Com isso, buscamos alternativas para auxiliar a recuperação de cada produtor, como taxas menores e renegociação dos débitos”.

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Renegociação

A instituição financeira cooperativa foi a responsável pelo maior volume de renegociações de dívidas do crédito rural, prorrogando, no início de 2017, operações de crédito rural de custeio e de investimento. O total renegociado chegou a R$ 200 milhões, com o primeiro pagamento agendado para este ano.

“Os produtores que ainda não possuem condições financeiras para cumprir os pagamentos na data negociada devem procurar as agências do Sicoob para que avaliação dos casos, procurando soluções satisfatórias para ambos os lados (associados e cooperativa)”, afirma Nailson Dalla Bernadina.

Cooperação

O presidente do Sicoob ES, Bento Venturim, enfatizou que historicamente o setor rural sempre representou o menor percentual de inadimplência da instituição financeira cooperativa, sendo prejudicado em razão do momento atípico dos anos anteriores.

O Sicoob ES, que começou as atividades por meio da oferta de crédito rural, hoje é o responsável pelo segundo maior volume de crédito destinado ao agronegócio no Espírito Santo. Conforme Nailson Dalla Bernadina, a cooperativa liberou, em 2017, cerca de R$ 543 milhões para a linha de crédito do segmento.

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“Somos solidários à situação dos produtores prejudicados pela crise hídrica e estamos fazendo o possível para o atendimento de suas necessidades. Exercemos papel relevante no apoio aos associados durante esta fase de ajustes da economia por sermos uma empresa cooperativa, ou seja, que tem como premissa o desenvolvimento coletivo”, destaca Nailson.

 

Vera Caser Comunicação

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Exportações de ovos capixabas ganham destaque no mercado internacional em meio à crise global de gripe aviária

Nos primeiros cinco meses de 2025, o Espírito Santo registrou um novo recorde nas exportações de ovos, com US$ 3.607.142 em valor comercializado e um volume embarcado de 1,6 mil toneladas. O desempenho obtido de janeiro a maio já supera todo o acumulado da série histórica. Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).

Neste ano, as exportações alcançaram 25 destinos internacionais, com um aumento concentrado e expressivo para os Estados Unidos. Os três principais destinos em valor exportado foram:

-Estados Unidos: tornaram-se, pela primeira vez, o maior parceiro comercial absoluto do Espírito Santo nesse segmento, com US$ 3.508.537 e 1.573.875 kg — equivalentes a mais de 97% do valor e 97% do volume total exportado no período.

-Panamá: manteve sua recorrência como destino relevante, com US$ 16.056 e 6.337 kg.

-Ilhas Marshall: ocupam a terceira posição, com US$ 14.812 e 5.841 kg, reafirmando sua constância na pauta exportadora capixaba.

Na comparação dos dados de janeiro a maio de 2025 com o mesmo período do ano anterior, o Estado embarcou 1.612 toneladas do produto, gerando US$ 3,6 milhões em receita — um salto de +682% em valor e +370% em volume, em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportados 343 toneladas e US$ 461 mil.

Esse desempenho supera, em ritmo de crescimento, a média nacional. No mesmo intervalo, o Brasil como um todo exportou 26,1 mil toneladas, totalizando US$ 86,1 milhões, o que representa um aumento de +35,7% em volume e +25,4% em valor em comparação ao ano anterior.

O aumento expressivo da demanda internacional por ovos brasileiros em 2025 tem como principal causa o agravamento da crise sanitária provocada pela gripe aviária (H5N1), especialmente nos Estados Unidos, onde surtos sucessivos levaram ao abate massivo de aves poedeiras e à consequente escassez no mercado interno. Esse cenário provocou um aumento significativo dos preços e forçou os importadores norte-americanos a buscarem fornecedores externos.

Além da crise sanitária, o desempenho das exportações capixabas de ovos em 2025 também é resultado de um trabalho consistente ao longo dos últimos anos, com foco na qualidade sanitária da produção, na ampliação dos mercados internacionais e no fortalecimento da avicultura comercial. A rápida resposta à oportunidade gerada pela crise global da gripe aviária demonstra não apenas a capacidade de adaptação do setor, mas também o preparo técnico dos produtores e a articulação do Estado junto às exigências do comércio exterior.

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Nesse sentido, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou: “Esse movimento reflete não apenas o aumento da demanda externa como reação à crise de escassez, mas também o atendimento a requisitos sanitários e certificações técnicas por parte dos produtores e exportadores capixabas. Em 2023, quando a influenza aviária ganhou força, também notamos um aumento expressivo nas exportações de ovos capixabas. Mas, em 2025, a comercialização de ovos ao exterior foi significativamente superior e abriu novas oportunidades de mercado para os nossos avicultores, que são os mais produtivos do Brasil”, ressaltou.

A partir de fevereiro, os EUA passaram a importar ovos do Brasil também para consumo humano direto e não apenas para uso industrial, o que impulsionou os volumes embarcados. Além disso, a confiança na qualidade sanitária da produção brasileira, somada à agilidade logística e à diversificação de canais de exportação, contribuiu para que o Brasil se tornasse uma alternativa estratégica diante do déficit global de oferta.

Nesse contexto, o gestor de projetos da Seag, Filipe Barbosa Martins, destacou a relevância dessa mudança no perfil da demanda internacional. “Anteriormente, o mercado norte-americano limitava-se à importação de ovos e derivados exclusivamente para a formulação de rações destinadas à alimentação animal. Contudo, diante da escassez gerada pelos surtos de influenza aviária em países produtores, passou a permitir a entrada de ovos como insumo na indústria de alimentos para consumo humano. Essa mudança amplia significativamente o potencial de demanda e abre novas oportunidades de negócios para os produtores capixabas”, salientou.

O diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES), Nélio Hand, também descreve o atual cenário como uma oportunidade de ampliação do comércio internacional. “A expectativa é de que os volumes se mantenham aquecidos, até em razão da questão da reposição de plantel. E, mesmo que ocorra alguma desaceleração, os volumes de exportação devem se manter mais altos. O Espírito Santo pretende continuar ativo nesse mercado”, afirmou Hand.

Produção de ovos no Espírito Santo

De acordo com a AVES, em 2024 foram produzidos aproximadamente 5,2 bilhões de ovos de galinha e 1,7 bilhão de ovos de codorna, o que equivale a uma média diária de 14,1 milhões de ovos de galinha e 4,7 milhões de ovos de codorna.

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Você já parou para pensar quantos ovos, em média, são produzidos para cada capixaba? Com a atual produção daria para fornecer, por habitante, cerca de 1.280 ovos de galinha e 419 de codorna ao longo do ano — ou seja, quase 1.700 ovos por pessoa. Isso equivale a 4,7 ovos por dia para cada morador do Estado, considerando todas as faixas etárias, sendo 3,5 de galinha e 1,2 de codorna. O Espírito Santo é responsável por cerca 7% da produção de ovos no Brasil.

O município de Santa Maria de Jetibá é o maior produtor de ovos do Brasil, com vantagem considerável em relação ao segundo colocado (Bastos/SP). Essa atividade é tão importante para Santa Maria de Jetibá, que 56% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do município é referente à produção de ovos de galinha. No Espírito Santo, a renda rural obtida pelos avicultores na produção de ovos de galinha foi de quase R$ 2 bilhões em 2023.

O Espírito Santo também se destaca na produção de ovos de codorna, sendo o segundo maior produtor do Brasil com cerca de 18,5% da produção brasileira. O município de Santa Maria de Jetibá é o maior produtor de ovos de codorna do Brasil, e com larga vantagem em relação ao segundo colocado (Carpina/PE).

A impressionante produtividade da avicultura capixaba não apenas garante o abastecimento local com sobra, mas também permite que o Espírito Santo se destaque no abastecimento do Brasil e, ainda assim, se encaixar como um fornecedor confiável em um cenário global de escassez e demanda aquecida.

“Precisamos considerar que a exportação não é uma operação fácil e que, muitas vezes, apresenta um custo muito alto. Entendemos que o Espírito Santo vai se manter no mercado norte-americano, além de continuar buscando novas oportunidades no cenário mundial”, pontuou Nélio Hand.

Com o comunicado oficial de que as autoridades chilenas reconheceram o Espírito Santo como zona livre da Doença de Newcastle — uma doença viral contagiosa que afeta várias espécies de aves — esse anúncio reforça a credibilidade sanitária do Estado em relação à segurança do alimento.

Fonte: Seag

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