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Produções audiovisuais capixabas serão exibidas na fachada do Maes durante o Viradão Vitória 2019
Produções e experimentações audiovisuais de artistas capixabas serão exibidas na fachada do Museu de Arte do Espírito Santo (Maes), no Centro de Vitória, durante a primeira noite da 4ª edição do Viradão Vitória, que acontece neste sábado, dia 28 de setembro. As projeções do “Maes na Fachada” acontecem das 18 horas à meia-noite.
De acordo com o diretor do Maes, Renan Andrade, “a proposta do ‘Maes na Fachada’ é oferecer ao público uma projeção com trabalhos diversificados revelando trabalhos de artistas locais e, consequentemente, utilizar espaços incomuns para promover exibições audiovisuais”, afirmou.
Selecionados
As propostas de trabalho desses artistas foram escolhidas por meio de um processo de seleção aberta pelo Maes durante o mês de agosto e divulgada neste mês de setembro. “Os critérios de seleção utilizados foram coerência entre descrição do trabalho e proposta enviada; relevância do tema no campo da arte e da cultura contemporâneas; e adequação às normas de classificação indicativa”, destacou Andrade.
Confira a lista de selecionados:
Alice Pedrosa Macedo
Amanda Ribeiro Bolonha
Ayla Lourenço Motta
Carlos Roney Estevão Cásula
Cineclube Nome Provisório
Deborah Moreira de Oliveira
Diego Nascimento Nunes
Erly Milton Vieira Junior
Felipe Martins de Lacerda
Flávia Dalla Bernardina
Gabriela Carvalho Schwenck
Giandro Gomes
Gleidson Gomes Silva Junior
Heitor Andrade
Herik Wooleefer
Ione Santos dos Reis
Jakslaine Silva da Penha
João Victor Coser
José Lourenço Barcelos de Carvalho
Láisa Freitas dos Santos
Larissa Pereira
Marcellus do Nascimento de Freitas
Natalie Mireya Mansur Ramirez
Ramon Oliveira Gomes
Renato Firmino de Oliveira
Ricardo Aliprandi Rodrigues
Rodrigo Vicentini Boasquevisque
Roger Gomes Ghil
Stéfani Santos Ferreira
Tadeu Vieira
Thaísa Resende Aquino
Thalys de Oliveira Alves
Thiago de Carvalho Marques
Yurie Lopes Yaginuma
Serviço:
Maes na 4ª edição do Viradão Vitória
Data: 28/09 (sábado).
Horário: 18h às 0h
Atração: Maes na Fachada – Intervenção artística com projeção de vídeos do acervo do museu e de jovens artistas na fachada do Maes.
Local: Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo, Av. Jerônimo Monteiro, 557, Centro, Vitória.
Entrada franca.
Mais informações: 55 27 31328394
Assessoria Secult
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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%
A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.
Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.
Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.
A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.
Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.
A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.
O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.
A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.
Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.
A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.
A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.
O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.
O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.
Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.
A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.
Fonte: Pensar Agro
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