conecte-se conosco


Política Nacional - ES1.com.br

Parlasul: Chinaglia é o novo presidente da comissão; Humberto será vice da Mesa

Publicado em

Após uma série de impasses e adiamentos, a comissão da representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) elegeu seu novo presidente: o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), que recebeu 14 votos.

Já o cargo de vice-presidente da Mesa Diretora do Parlasul (que é reservado a um brasileiro) deve ficar com o senador Humberto Costa (PT-PE). 

Controvérsia

A eleição para os dois cargos deveria ter ocorrido em fevereiro, juntamente com a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado. No entanto, poucos meses antes, em dezembro, Humberto Costa e o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP) apresentaram uma questão de ordem sobre a alternância desses cargos entre senadores e deputados.

Ambos queriam que a lógica da alternância fosse garantida: o cargo de presidente da comissão, que era ocupado por Nelsinho Trad (um senador), deveria passar para um deputado federal; já o cargo de vice-presidente da Mesa Diretora, que era ocupado por Arlindo Chinaglia (um deputado), deveria passar para um senador.

Chinaglia questionava a alternância. Ele havia sido escolhido vice-presidente da Mesa Diretora em 2023 e no final do ano passado foi eleito presidente desse colegiado. Sua intenção era permanecer no cargo.

leia também:  Projeto regulamenta uso de restituição de IR como garantia de empréstimo

Celso Russomanno, por sua vez, alegava que ele e Chinaglia haviam feito um acordo (que não estava sendo cumprido) pelo qual Russomanno assumiria a presidência da comissão da representação neste ano.

Em abril, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, respondeu à questão de ordem e decidiu que prevaleceria a lógica da alternância. Dessa forma, Humberto Costa se tornou o novo vice-presidente da Mesa Diretora, enquanto Chinaglia foi eleito o novo presidente da comissão  (após derrotar Celso Russomanno por 14 votos a 9).

Preocupação

Como Arlindo Chinaglia — agora presidente da comissão de representação brasileira — tinha sido eleito no final de 2024 para presidir a Mesa Diretora até o final deste ano, Humberto Costa manifestou a preocupação de que o deputado siga exercendo os dois cargos.

— Quando o senhor vai comunicar ao Parlasul que o Brasil tem um novo presidente [da comissão de representação]? Eu fico muito preocupado porque existe uma coisa muito importante aqui no Parlamento que é a questão da palavra, ainda mais uma palavra dada em público e registrada em ata — questionou Humberto. 

leia também:  Denúncias de maus-tratos a animais poderá ter sistema nacional

Como resposta, Chinaglia disse que irá refletir sobre o assunto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Política Nacional - ES1.com.br

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

leia também:  Maués, no Amazonas, é a Capital Nacional do Guaraná, decide CE

O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

leia também:  Garantia de oferta de vagas em creches de zonas rurais vai à sanção

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!