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Panelas de barro inspiram criação de rota turística no Espírito Santo
Está em análise na Comissão de Justiça a proposta que institui a Rota da Panela de Barro para valorização cultural, turística e econômica no estado. O Projeto de Lei (PL) 111/2026 é de autoria do deputado Zé Preto (Podemos).
A rota abrangerá municípios, comunidades tradicionais, associações, cooperativas e espaços culturais ligados à cadeia produtiva artesanal. Inicialmente, fazem parte do percurso cidades como Vitória, com destaque para o bairro de Goiabeiras e a Associação das Paneleiras, além de Vila Velha, Cariacica, Serra e Guarapari. O texto também prevê a inclusão de novos municípios futuramente, mediante ato do Poder Executivo.
Entre os principais objetivos da proposta estão a preservação do modo tradicional de fazer a panela de barro — reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a valorização das paneleiras e paneleiros artesanais e o incentivo ao turismo de base comunitária.
O projeto também busca promover a geração de renda, o desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas e o fortalecimento da identidade cultural capixaba, além de incentivar ações de educação patrimonial.
Na justificativa, o autor destaca que a panela de barro representa um dos mais importantes bens culturais do estado, sendo fruto de um saber-fazer transmitido entre gerações e associado ao uso sustentável de recursos naturais. Segundo ele, a criação da rota é uma medida estratégica para integrar cultura, gastronomia e turismo.
O texto ainda estabelece diretrizes como respeito aos saberes tradicionais, participação das comunidades locais, sustentabilidade e integração com políticas públicas de cultura e desenvolvimento econômico.
Com a iniciativa, o autor busca estruturar e promover territórios ligados à produção artesanal da tradicional panela de barro, símbolo da identidade do Espírito Santo.
A proposta inclui a nova rota no Anexo I da Lei 12.017/2023, que organiza as rotas turísticas capixabas, e reconhece a iniciativa como de relevante interesse gastronômico, cultural e turístico.
O PL 111/2026 terá parecer das comissões de Justiça, Turismo e Finanças antes de ser votado pelo Plenário. Acompanhe a tramitação do projeto na Assembleia.
Fonte: POLÍTICA ES
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Projeto de lei valoriza festa de Corpus Christi de Paraju
A tradicional Festa de Corpus Christi realizada no distrito de Paraju, em Domingos Martins, poderá ser reconhecida oficialmente como patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. A proposta está no Projeto de Lei (PL) 344/2026, que destaca a importância histórica, religiosa, cultural e turística da celebração centenária. A iniciativa é do presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União). A proposição será lida na sessão ordinária desta segunda-feira (1º), quando também será votado requerimento para que ela tramite em urgência na Assembleia Legislativa (Ales).
Realizada desde 1910, a festa é considerada uma das manifestações religiosas mais emblemáticas do Estado. Organizada pela comunidade local, com forte participação da Paróquia do Santíssimo Sacramento, a celebração reúne moradores e visitantes em torno de uma tradição marcada pela fé, arte e união comunitária.
Nota técnica elaborada com a contribuição da comunidade de Paraju, sob coordenação da Paróquia do Santíssimo Sacramento, traz elementos históricos, culturais, sociais e religiosos para justificar o reconhecimento da festa de Corpus Christi realizada no distrito como patrimônio cultural.
Tapetes
O destaque da festividade, de acordo com a justificativa da matéria, são os famosos tapetes de Corpus Christi, confeccionados nas ruas do distrito durante a madrugada e na véspera da celebração.
Produzidos com serragem colorida, flores, folhas, pó de café e outros materiais naturais, os tapetes formam desenhos religiosos e símbolos ligados à Eucaristia, transformando as vias de Paraju em verdadeiras galerias de arte a céu aberto.
A tradição mobiliza a comunidade durante todo o ano. Muitas famílias cultivam as flores utilizadas na ornamentação logo após o encerramento de cada edição da festa, mantendo viva uma prática transmitida entre gerações.
Além da confecção dos tapetes, a programação religiosa inclui missas solenes, momentos de oração, adoração ao Santíssimo Sacramento e a tradicional procissão sobre os tapetes, considerada o ponto alto da celebração para os fiéis.
Impacto regional
O projeto também ressalta o impacto cultural e econômico do evento para a região. Durante a festa, moradores e turistas participam de apresentações culturais, visitam barracas de comidas típicas e prestigiam o artesanato local, em uma programação marcada pela influência da colonização alemã presente no município.
“O reconhecimento como patrimônio cultural imaterial busca preservar uma manifestação que fortalece a identidade e promove o sentimento de pertencimento entre os moradores de Paraju”, registra o autor da matéria na justificativa.
Confira o andamento do PL 344/2026
Fonte: POLÍTICA ES
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