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Notícias Empreendedores da Região Sul têm recursos para investimentos com o Fundesul
Empresários dos 27 municípios da Região Sul do Estado interessados em investir na implantação, mudança de local, modernização, inovação ou reformas, além de aquisição de capital de giro, agora têm uma opção a mais para buscar financiamentos com condições acessíveis. São os recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico do Sul do Estado do Espírito Santo (Fundesul), operado pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) destinado a dinamização dos empreendimentos locais.
As linhas de crédito do fundo de desenvolvimento das microrregiões Litoral Sul, Centro Sul e Caparaó, têm taxas de juros e demais condições atrativas ao empresário que quer dinamizar seu negócio. Entre as opções de financiamento, estão a compra de máquinas e equipamentos, além do financiamento de capital de giro associado. Micro, pequenas e médias empresas podem buscar os financiamentos, que podem chegar a R$ 3 milhões.
“A intenção é criar um mecanismo para estimular o desenvolvimento regional de maneira equilibrada, da mesma forma que o Norte do nosso Estado possui as linhas da Sudene”, destaca o diretor de Crédito e Fomento do Bandes, Everaldo Colodetti.
Para estar mais perto dos empreendimentos locais, o Fundo tem um escritório regional em Cachoeiro de Itapemirim. Segundo Colodetti, “esta linha visa intensificar a atual estratégia do banco de reforçar seu papel como indutor do desenvolvimento socioeconômico sustentável do Espírito Santo”. Ele acrescenta que “é preciso apoiar essas regiões, respeitando a vocação local, suas potencialidades, criando oportunidades de crescimento e de redução das desigualdades”.
O Fundesul atende a empreendimentos de Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Atílio Vivácqua, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itapemirim, Iúna, Jerônimo Monteiro, Marataízes, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Presidente Kennedy, Piúma, Rio Novo do Sul, São José do Calçado e Vargem Alta.
Simulação
Caso esteja interessado, no site ou no aplicativo para smartphones pode ser feita uma simulação. Basta responder algumas perguntas para saber que tipo de crédito é o ideal. O atendimento pode ser feito presencialmente na sede do banco, em Vitória. Também no site www.bandes.com.br, o interessado pode acessar os endereços dos parceiros consultores em todos os municípios capixabas.
Assessoria/Bandes
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Por que o imposto sobre veículos é estadual e tem regras que variam entre as unidades federativas?
Constituição atribui aos estados e ao Distrito Federal a competência para cobrar o IPVA, enquanto legislações locais definem aspectos da cobrança
O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, conhecido como IPVA, faz parte da estrutura tributária dos estados e do Distrito Federal. A Constituição Federal estabelece essa competência no artigo 155, que atribui a esses entes a instituição do imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
A definição constitucional ajuda a explicar por que o proprietário encontra regras diferentes quando compara o IPVA de unidades federativas distintas. Embora o imposto tenha a mesma denominação em todo o país, sua cobrança envolve legislações locais, que estabelecem critérios como alíquotas, base de cálculo, calendário, descontos e hipóteses de isenção, dentro das regras aplicáveis.
A competência definida pela Constituição
A divisão de competências tributárias faz parte da organização federativa brasileira. União, estados, Distrito Federal e municípios possuem atribuições próprias para instituir determinados tributos.
No caso do IPVA, a Constituição colocou essa competência nas mãos dos estados e do Distrito Federal. Isso significa que o governo federal não define uma única alíquota nacional para o imposto nem estabelece, sozinho, um calendário válido para todos os proprietários.
Cada unidade federativa responsável pela cobrança precisa seguir sua própria legislação. É essa estrutura que permite a existência de diferenças entre os valores e procedimentos encontrados de um estado para outro.
O que pode mudar de um estado para outro
A legislação estadual pode estabelecer critérios próprios para calcular o imposto. Entre os elementos que podem variar estão a alíquota aplicada a determinadas categorias, a forma de estabelecer a base de cálculo, os prazos para pagamento e as condições para parcelamento ou concessão de benefícios tributários. Por isso, quem precisa pagar IPVA 2026 ES deve consultar as regras e os prazos definidos para o Espírito Santo, assim como ocorre em cada unidade federativa.
As regras também podem diferenciar categorias de veículos ou estabelecer condições específicas para determinadas situações. Por isso, comparar apenas o valor pago por um automóvel em dois estados não é suficiente para concluir que existe uma diferença no preço do veículo ou em sua utilização.
O proprietário precisa considerar a legislação da unidade federativa na qual o veículo está registrado e o exercício correspondente à cobrança.
Por que o município também aparece nessa estrutura?
Embora o IPVA seja um imposto estadual, parte de sua arrecadação é destinada aos municípios. A Constituição determina que os municípios recebam 50% do produto da arrecadação do imposto relativo aos veículos licenciados em seus territórios.
Essa repartição não transforma o IPVA em um imposto municipal. A competência para instituí-lo continua sendo dos estados e do Distrito Federal. O município recebe uma parcela da receita conforme a regra constitucional.
Na prática, isso faz com que o imposto tenha relação financeira com os dois níveis de governo, ainda que sua instituição e cobrança estejam associadas à competência estadual.
O que isso muda para o proprietário?
Para o motorista, a principal consequência é a necessidade de consultar as regras da unidade federativa responsável pelo veículo. Informações encontradas em outro estado não devem ser usadas automaticamente como referência para calcular o próprio imposto.
A diferença pode aparecer no valor cobrado, no calendário, nas possibilidades de pagamento e nos requisitos para benefícios tributários. Também é possível que alterações na legislação de determinado estado modifiquem procedimentos para exercícios posteriores, sempre dentro das regras vigentes.
Por isso, ao planejar o pagamento do IPVA ou avaliar a transferência de um veículo, é necessário conferir as informações oficiais do estado correspondente. A estrutura descentralizada prevista pela Constituição faz com que o imposto tenha uma base nacional de competência, mas uma aplicação regulamentada localmente.
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