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Marechal Floriano agora tem nova Ciretran e prova teórica digital de CNH

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O fim do papel nas provas teóricas para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já é uma realidade na nova Ciretran de Marechal Floriano, inaugurada na noite da última sexta-feira (07), pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran|ES). No novo espaço, localizado na rua Armando Antonio Walsh, 206, no bairro Vale das Palmas, o sistema digital do teste passou a ser adotado a partir desta segunda-feira (10).

Presente à inauguração da Ciretran, o diretor geral do Detran|ES, Givaldo Vieira, explicou que com a prova de legislação digital, o resultado sairá mais rápido e com maior segurança no processo. 

“O novo sistema permite que as questões sejam sorteadas por meio de um vasto banco de dados e também haverá reconhecimento facial para identificar o candidato. Em Marechal, serão realizadas provas das 9h às 16h, com a capacidade de oferecer o serviço a 280 pessoas por mês. Estamos trabalhando para que todo o sistema do Detran no Estado seja digital, o que é uma prioridade da nossa gestão”, afirmou Givaldo Vieira.

A nova Ciretran de Marechal Floriano conta com amplo espaço de atendimento, tem área coberta para vistoria e respeito integral às normas de acessibilidade, seguindo a premissa do Detran|ES de prover infraestrutura para os servidores trabalharem e a população ser melhor atendida, conforme destacou o diretor de Habilitação e Veículos do Órgão Marcus Perozini. “É fundamental que as unidades do órgão, presentes em todo o Espírito Santo, sejam de qualidade. Em Marechal, por exemplo, até então a vistoria dos veículos era feita na rua”, salientou Perozini.

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A Ciretran de Marechal tem capacidade para atender, em média, mais de 100 pessoas por dia, como já ocorria na antiga localização. Os serviços da agência também contemplam moradores de Domingos Martins, Alfredo Chaves, Guarapari e Santa Maria de Jetibá, pela proximidade com tais municípios. 

Também participaram da cerimônia de inauguração o prefeito municipal Cacau Lorenzoni; o deputado estadual Alexandre Quintino; o chefe da Ciretran de Marechal Floriano Juarez José Xavier; o chefe da unidade de Venda Nova do Imigrante Cloves Souza, além de vereadores, secretários municipais e lideranças locais.

Nova unidade em Brejetuba

Os serviços relacionados ao registro de veículos e à habilitação de condutores em Brejetuba têm novo endereço: na rua Eurides Cabral, lote 29, quadra A, em frente à Praça Celestina Xista Badaró 1, no Centro. O novo Posto de Atendimento Veicular (PAV), gerido pelo Detran|ES, foi inaugurado na última sexta-feira (07). Além do diretor geral do órgão, Givaldo Vieira, participaram da solenidade de inauguração o prefeito João do Carmo Dias; o subsecretário de Estado da Casa Civil Sandro Locutor; o deputado estadual Alexandre Quintino; o chefe da Ciretran de Venda Nova do Imigrante Cloves Souza, o chefe do PAV Adonias Borel e moradores da cidade. 

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Serviços

Dentre as principais atividades realizadas pelas unidades do Detran|ES, estão a realização, fiscalização e controle do processo de formação, aperfeiçoamento, reciclagem e suspensão de condutores; expedição e cassação da Licença de Aprendizagem; permissão para Dirigir e Carteira Nacional de Habilitação; Vistoria, inspeção das condições de segurança veicular, registro, emplacamento e licenciamento de veículos, expedição do Certificado de Registro e do Licenciamento Anual.

Assessoria/Detran-ES

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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