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Secti realiza Jornada Política Pedagógica para professores de escolas técnicas e do Qualificar ES

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A Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) realizou eventos da Jornada Política Pedagógica (JPP), na última semana de janeiro. Os eventos ocorreram nos Centros Estaduais de Educação Técnica (CEETs) Talmo Luiz Silva, em João Neiva, e Vasco Coutinho, em Vila Velha, na última quinta-feira (30), para professores da educação técnica. Já na sexta-feira (31), a capacitação foi para professores dos cursos profissionalizantes do Programa Qualificar ES, também no CEET Vasco Coutinho.

A Jornada Política Pedagógica já faz parte do calendário escolar dos dois CEETs. Pela primeira vez, os professores do Qualificar ES também receberam o treinamento da iniciativa. O objetivo foi orientá-los acerca dos debates relevantes sobre o impacto da indústria 4.0 nas mudanças no mundo do trabalho.

A subsecretária de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Solange Maria Batista de Souza, realizou palestra sobre o tema “A Influência da Indústria 4.0 na Educação Profissional”, destinada aos professores presentes no CEET Vasco Coutinho, na quinta-feira (30). No mesmo dia, a coordenadora de projetos da Secretaria, Carla Geovana, debateu o tema em uma palestra com os professores presentes no CEET Talmo Luiz Silva.

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Para a subsecretária, a Jornada Política Pedagógica cumpre a função de capacitar os professores em relação às mudanças das relações no mundo do trabalho e no modelo de empregabilidade, além de promover o debate acerca dos novos caminhos para uma educação profissional que atenda a essas necessidades.

“A importância da Jornada Pedagógica é exatamente atualizar o corpo docente das novas tendências do mundo do trabalho, além de trazer para o debate esse tema, demonstrando a preocupação que temos de promover uma educação profissional que esteja em consonância com as transformações e exigências do mercado de trabalho”, afirmou Solange Maria Batista de Souza.

No último processo seletivo para o ingresso de novos alunos, a Secti ofertou 740 vagas em 15 cursos nos dois CEETs. As aulas iniciaram nessa segunda-feira (03).

 

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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