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Lei da Assembleia reconhece valor cultural da Festa da Cappitella
A tradicional Festa da Cappitella, realizada anualmente na última semana de agosto, no município de Nova Venécia, agora é patrimônio cultural imaterial capixaba. A Assembleia Legislativa promulgou a Lei 12.824/2026, originária do Projeto de Lei (PL) 598/2025, de autoria dos deputados Marcelo Santos (União), Alexandre Xambinho (Podemos), Coronel Weliton (DC), Janete De Sá (PSB), Mazinho dos Anjos (MDB) e Raquel Lessa (PP).
A norma foi publicada no Diário do Poder Legislativo (DPL), na terça-feira (5), e atribui a essa festividade o status de manifestação da cultura espírito-santense. O evento é realizado desde 2017 e reúne gastronomia, música, dança, cortejo de concertinas e coral, acompanhado da distribuição de polenta, queijo e linguiça para todos, desfile de carros alegóricos, desfile de barcos no Rio Cricaré, encontro de chefs e muito mais. A última festa atraiu mais de 50 mil pessoas, movimentando o turismo e a economia local.
As festividades passaram a ser organizadas pela Associação da Festa Cappitella (Afecapi) a partir de 2019. Para Mauriany Mognatto, além de resgatar a cultura italiana, a festa tem como objetivo ser mais uma referência cultural capixaba.
“A Festa da Cappitella possui grande relevância para o município de Nova Venécia, configurando-se como uma importante manifestação cultural ligada às tradições de origem italiana presentes na formação histórica local. O evento contribui para a preservação de costumes e elementos da identidade cultural da população, além de promover o resgate de práticas tradicionais”, declarou Mauriany, responsável pelo projeto da festa.
Mognatto observa ainda o papel econômico que cumpre o evento anual, propiciando turismo, empreendimentos voltados para a festa e visibilidade para a cidade de 50 mil habitantes, situada ao norte do estado. Este ano, a festa foi programada para 26 a 30 de agosto.
“Também se destaca a oportunidade oferecida a empreendedores do ramo alimentício e de outros setores, que podem atuar durante o evento, gerando renda e fortalecendo seus negócios, sendo observado que essas oportunidades contribuem para o crescimento e consolidação dessas atividades econômicas ao longo do tempo”, acrescentou.
Origem da Festa da Cappitella
A palavra que dá nome à festa veneciana – Cappitella, com “i”, para dar melhor sonoridade – saiu da junção dos pratos italianos tradicionais capelete (cappelletti) tegliatella (tagliatelle). É o que explica o idealizador e realizador da primeira festa, em 2017, Otamir Carloni, secretário municipal de Cultura e Turismo de Nova Venécia.
Desde a primeira festa, em 2017, o evento superou todas as previsões. Carloni lembra que todas as iguarias preparadas para um fim de semana acabaram na noite de sexta-feira. De lá para cá, o evento só cresceu, comemora. Hoje, a festa vai muito além do capelete, se aproximando do desejo inicial de Carloni.
“Tínhamos a vontade, bem lá atrás, de introduzir em Nova Venécia o Carnaval de Venécia, inspirado no carnaval de máscaras de Veneza. Mas era uma ação não muito fácil de ser implementada. Ela demandava uma coisa mais estruturada. Havia a vontade de celebrar, de realizar um evento em que fosse trabalhado a nossa identidade”, relatou.
Região do Vêneto
O tronco principal dos imigrantes italianos para a região norte do estado, nos anos 1880, vem da região do Vêneto, cuja capital é Veneza, no norte da Itália. Carloni destaca que a festa hoje é dos imigrantes, não só italianos. Para ele, a lei que torna o evento patrimônio cultural imaterial capixaba é um reconhecimento, dá visibilidade, potencializa economicamente e aumenta a responsabilidade dos organizadores.
“O Estado reconhece o trabalho que acontece no município e que envolve toda a comunidade, e potencializa o evento. Mostra a importância que o evento tem para a economia local, regional e estadual. E coloca a Cappitella como um dos grandes eventos da cultura ítalo-capixaba, dando à comunidade, à associação que organiza uma responsabilidade ainda maior no resgate da cultura do imigrante”, frisou Carloni.
Histórico da lei
O Plenário aprovou o PL 598/2025 em 29 de outubro do ano passado, no entanto, o Poder Executivo vetou integralmente a iniciativa. No dia 28 de abril o Plenário rejeitou o impedimento do governo, com isso, a proposta automaticamente seguiu para a promulgação, sendo transformada em lei. Vale lembrar que o Parlamento tem o poder de aceitar ou não o veto do governador.
Fonte: POLÍTICA ES
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Cachaçaria é destaque no Empreendedores Capixabas
Os capixabas vão conhecer a história da Cachaça Mais Uma, de Paraju, Domingos Martins, no segundo episódio do programa Empreendedores Capixabas: Histórias de Sucesso, da TV Ales. A edição inédita vai ao ar na sexta-feira (8), às 8h45, com reprises às 12h45 e às 20h45.
“A história da família Schunk e da Cachaça Mais Uma é o que procuramos para o Empreendedores Capixabas. Histórias de sucesso, de gente que começou bem pequeno, como o seu Deuclério, muitas vezes sem grandes expectativas, mas que trabalhou muito, consolidou o negócio e alcançou os objetivos. Teremos várias histórias desse tipo no programa!”, diz a apresentadora Gabriela Mignoni.
O negócio começou nos anos 1980, e aos poucos foi crescendo e se profissionalizando. “Comecei em 1982, pequenininho. Tinha dificuldade de fazer a cachaça, tinha um rapaz que me ajudava e que depois saiu. O Sebrae me ajudou muito, me encaminharam para as palestras, então fui aperfeiçoando, aprendendo e depois o Clóvis deu continuidade. Eu sempre me preocupei muito com a qualidade, não a quantidade”, conta o fundador Deuclério Schunk.
Hoje, a cachaçaria virou um negócio familiar, com o filho do seu Deuclério, Clóvis, e a esposa dele, Camila, tocando a cachaçaria. Eles estudaram para inovar os processos produtivos e melhorar a imagem da Mais Uma. “Eu estudei e fui melhorando meus conhecimentos. Antes (de tomar uma decisão) falava com meu pai, pois sempre trabalhamos juntos”, relata Clóvis Schunk.
Já Camila Schunk foi a responsável por inscrever as cachaças produzidas no alambique em concursos estaduais, nacionais e internacionais, o que rendeu prêmios e reconhecimento para a Mais Uma, além de mudança na rotulagem da bebida. “A gente achava que a cachaça merecia algo mais bonito, então tomamos a decisão de mudar, buscando a identidade local de Domingos Martins: a arquitetura, a orquídea e a Pedra Azul”, explica.
TV Ales
Você pode acompanhar a programação da TV Ales, na Grande Vitória, nos seguintes canais: 3.2 aberto e digital, 12 Claro, 23 RCA e 519.2 Sky Digital. Também no Youtube @assembleiaes.
Confira aqui o primeiro programa Empreendedores Capixabas sobre a Valentim Iogurteria Artesanal
Fonte: POLÍTICA ES
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