conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

Invasão de insetos verdes e pequenos. Será que fazem mal à saúde?

Publicado em

Eles são pequenos, verdinhos e invadiram a região neste início de ano. Nas redes sociais, os questionamentos sobre a origem dos insetos são grandes. Seriam “filhotes de gafanhoto” ou das tradicionais “esperanças”? O que não faltam também são relatos de “picadas” e outros tipos de incômodo, além do medo dos possíveis riscos que este pequeno bichinho pode causar. Mas, afinal, que espécie de inseto é essa?
De acordo com o professor e doutor Marcelo Moretti, do laboratório de Ecologia de Insetos Aquáticos da Universidade Vila Velha – UVV, este inseto é conhecido popularmente como “Cigarrinha-verde”, e pertence à Ordem Hemiptera, Família Cicadellidae. As espécies desta família são conhecidas por apresentarem uma fileira de espinhos na parte final das pernas posteriores e por serem bastante coloridas. São insetos bem pequenos e raramente ultrapassam 13 mm de comprimento.
Ele destaca ainda que as cigarrinhas não representam nenhum tipo de risco a saúde humana e não há relatos de que sejam transmissoras de doenças. “Mesmo não sendo hematófagos, ou seja, não se alimentam de sangue, elas podem picar acidentalmente as pessoas. Como estes insetos se alimentam de seiva, eles têm a hábito de picar. Além disso, os espinhos que possuem nas pernas podem ser confundidos com “picadas” pelas pessoas mais sensíveis”, comenta.
Além disso, o professor Celso Oliveira Azevedo, especialista do Laboratório de Insetos da Universidade Federal do Espírito Santo esclarece que vários fatores podem estar relacionados ao surto destes insetos: período reprodutivo, alterações climáticas, diminuição de predadores ou uma maior oferta de alimentos devido o período chuvoso.
“Elas são mais comuns em pastagens e gramados. Então, se houver algum terreno baldio, perto da sua casa pode aparecer muito desses insetos. Uma boa dica para quem está sofrendo com eles é podar o gramado próximo”, recomenda.
A maioria das cigarrinhas possui uma única geração (reprodução) por ano, mas algumas espécies podem ter 2 ou 3 gerações.

leia também:  JORNAL HOJE NOTÍCIAS – Edição #2545 – 28/05/2020

ES Hoje

Geral - ES1.com.br

Bacia do Rio Santa Maria recebe mais de R$35 milhões para restauração florestal

Investimento contempla mais de mil hectares em três municípios do Espírito Santo, outros R$135 milhões foram destinados a Baixo Guandu

A bacia do rio Santa Maria do Doce receberá mais de R$35 milhões para ações de restauração florestal em cerca de mil hectares nos municípios capixabas de Colatina, São Roque do Canaã e Santa Teresa. O investimento previsto, via editais, é destinado à contratação de serviços técnicos, científicos e operacionais.

O diretor-presidente da Fundação Renova, Andre de Freitas, assinou no dia 2 de junho, em Colatina, o Termo de Compromisso que garante o repasse dos recursos. O evento contou com representantes dos Comitês das Bacias Hidrográficas do Rio Santa Maria do Doce e do Rio Doce e do poder público estadual e municipal.

Total de investimentos

Ao todo, a Fundação Renova vai investir, por meio de editais, cerca de R$540 milhões para promover a restauração florestal de, aproximadamente, 16 mil hectares.

Segundo Andre de Freitas, cerca de R$106 milhões serão destinados à recuperação de 420 nascentes e 2,8 mil hectares que, além da bacia do rio Santa Maria do Doce (ES), incluem as bacias do rio Piranga (MG) e Corrente Grande (MG). “Em maio, firmamos o investimento de R$135 milhões na restauração florestal em 5 mil hectares da bacia do rio Guandu, no Espírito Santo. Agora, anunciamos esse repasse que beneficiará diretamente mais três municípios capixabas”, afirma.

leia também:  ES contratará mais dois mil profissionais para reforçar a área da saúde

Esses valores fazem parte do montante de R$1,7 bilhão, que será empregado no cumprimento de parte da meta socioambiental de recuperar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Recarga Hídrica (ARH), e de 5 mil nascentes ao longo de dez anos.

Editais

A Fundação Renova mantém contratos com 12 parceiros para restauração florestal de 15.500 hectares. Ao oferecer serviços técnicos, científicos e operacionais, as empresas ou consórcios contratados se tornam responsáveis pela execução das ações estabelecidas pelo Programa de Recuperação de APPs e Áreas de Recarga da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Programa de Recuperação de Nascentes.

Produtores rurais

Além dos editais de contratação de fornecedores, a Fundação Renova mantém um edital permanente para produtores e proprietários rurais de 66 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. O Edital de Adesão de Produtores Rurais aos Programas de Restauração Florestal é voltado para quem deseja colaborar com o processo de restauração florestal em APPs, ARHs e nascentes em suas propriedades. Até maio mais de 1.600 inscrições haviam sido feitas, totalizando uma área de aproximadamente 23 mil hectares autodeclarados.

leia também:  Começou o Junho Lilás, mês que destaca a importância do Teste do Pezinho em recém-nascidos para prevenção e detecção de doenças

Segundo o coordenador de Restauração Florestal, José Almir Jacomelli, a Fundação Renova fornece os insumos necessários para o cercamento das áreas com projetos de restauração florestal, manutenção, assistência técnica operacional e apoio na inscrição da propriedade no Cadastro Ambiental Rural (CAR). “O produtor rural fica responsável por manter a área protegida, podendo executar o cercamento e mantê-lo por um prazo de cinco anos, bem como optar ou não pela execução das práticas de restauração florestal”, destaca.

Fonte: Fundação Renova

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

novo cartaz apae2