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Invasão de insetos verdes e pequenos. Será que fazem mal à saúde?
Eles são pequenos, verdinhos e invadiram a região neste início de ano. Nas redes sociais, os questionamentos sobre a origem dos insetos são grandes. Seriam “filhotes de gafanhoto” ou das tradicionais “esperanças”? O que não faltam também são relatos de “picadas” e outros tipos de incômodo, além do medo dos possíveis riscos que este pequeno bichinho pode causar. Mas, afinal, que espécie de inseto é essa?
De acordo com o professor e doutor Marcelo Moretti, do laboratório de Ecologia de Insetos Aquáticos da Universidade Vila Velha – UVV, este inseto é conhecido popularmente como “Cigarrinha-verde”, e pertence à Ordem Hemiptera, Família Cicadellidae. As espécies desta família são conhecidas por apresentarem uma fileira de espinhos na parte final das pernas posteriores e por serem bastante coloridas. São insetos bem pequenos e raramente ultrapassam 13 mm de comprimento.
Ele destaca ainda que as cigarrinhas não representam nenhum tipo de risco a saúde humana e não há relatos de que sejam transmissoras de doenças. “Mesmo não sendo hematófagos, ou seja, não se alimentam de sangue, elas podem picar acidentalmente as pessoas. Como estes insetos se alimentam de seiva, eles têm a hábito de picar. Além disso, os espinhos que possuem nas pernas podem ser confundidos com “picadas” pelas pessoas mais sensíveis”, comenta.
Além disso, o professor Celso Oliveira Azevedo, especialista do Laboratório de Insetos da Universidade Federal do Espírito Santo esclarece que vários fatores podem estar relacionados ao surto destes insetos: período reprodutivo, alterações climáticas, diminuição de predadores ou uma maior oferta de alimentos devido o período chuvoso.
“Elas são mais comuns em pastagens e gramados. Então, se houver algum terreno baldio, perto da sua casa pode aparecer muito desses insetos. Uma boa dica para quem está sofrendo com eles é podar o gramado próximo”, recomenda.
A maioria das cigarrinhas possui uma única geração (reprodução) por ano, mas algumas espécies podem ter 2 ou 3 gerações.
ES Hoje
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Programa que reduziu roubos no campo enfrenta gargalo de comunicação
Responsável por um dos programas de policiamento rural mais abrangentes do País, o Paraná enfrenta um gargalo tecnológico que ameaça limitar os resultados obtidos nos últimos anos. Apesar da redução de 34,6% nos roubos em propriedades rurais desde 2022, as viaturas da Patrulha Rural da Polícia Militar ainda operam sem conexão via satélite em grande parte das áreas mais remotas do Estado, dificultando a comunicação em regiões sem cobertura de telefonia ou internet.
O problema afeta um programa que reúne 37.362 propriedades cadastradas e mais de 24,6 mil propriedades certificadas. Em 2025, testes realizados pelo próprio governo estadual em Londrina e Tamarana demonstraram a viabilidade do uso de internet via satélite nas viaturas, permitindo comunicação estável mesmo durante os deslocamentos por estradas rurais. Mais de um ano depois, porém, a tecnologia ainda não foi incorporada ao sistema.
A demora levou a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) a cobrar prioridade para a implantação do serviço nas equipes que atuam no campo. A entidade argumenta que a falta de conectividade compromete a capacidade de resposta da polícia justamente nas regiões mais afastadas dos centros urbanos.
“O trabalho da Patrulha Rural é fundamental para a segurança no campo, mas ainda existe um problema que precisa ser resolvido. Em muitas regiões, o produtor não consegue contato com a polícia em situações de emergência porque não há sinal de telefonia ou internet. A tecnologia é indispensável para reduzir essa distância”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Segundo a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, os testes realizados em 2025 apresentaram resultados considerados positivos e o relatório técnico foi encaminhado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Em nota, a pasta informou que a Polícia Militar realiza levantamentos para equipar as viaturas da Patrulha Rural, Polícia Ambiental, Batalhão de Fronteira e Polícia Rodoviária, entre outras unidades.
Para Meneguette, os investimentos em conectividade deveriam priorizar o meio rural, onde as limitações de comunicação são maiores.
“Pela própria dimensão territorial, é impossível manter equipes em todos os locais com rapidez. Por isso, a comunicação é uma ferramenta estratégica. O Paraná construiu um modelo de segurança rural que se tornou referência para outros Estados, mas é preciso avançar em tecnologia para garantir que esse sistema continue eficiente”, diz.
A discussão ocorre em um momento em que a criminalidade no campo exige respostas cada vez mais rápidas e em que Estados produtores buscam ampliar o uso de tecnologias de monitoramento e comunicação nas áreas rurais. Especialistas em segurança pública avaliam que a conectividade tende a se tornar um dos principais pilares do policiamento rural nos próximos anos.
Fonte: Pensar Agro
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