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Insight Incubadora abre edital de seleção para o programa de pré-incubação de novos empreendimentos

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O Programa Insight Incubadora, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) abriu nesta segunda-feira (27) o edital de seleção para o Programa de Pré-incubação de Novos Empreendimentos – Modalidade Competências Empreendedoras.

São 20 vagas, podendo ser estendidas conforme a necessidade, para participar do programa de capacitação gratuito da Insight. O público alvo são pessoas físicas ou jurídicas com até 15 meses de existência, que podem apresentar propostas para desenvolver seu potencial empreendedor, ou ainda, que desejam tornar seus projetos de pesquisa de base científica e tecnológica aptos a serem inseridos no mercado.

As capacitações oferecidas no curso de pré-Incubação têm como foco principal os empreendedores que possuem ideias inovadoras com demanda no mercado, do qual o resultado desejado seja de potencializar as chances de sucesso nos negócios e sua inserção no mundo do trabalho.

É desejável que as propostas estejam de acordo com uma ou mais áreas de atuação da Insight Incubadora conforme listado abaixo:

  • Economia Criativa;
  • Tecnologias Químicas;
  • Tecnologias Biotecnológicas;
  • Tecnologias Educacionais;
  • Tecnologias de Informação e Comunicação;
  • Tecnologias de sustentabilidade;
  • Informática;
  • Social;
  • Cultural;
  • Diversos (mas que sejam de interesse das Instituições organizadoras).
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A coordenadora do programa, Daniela Ceruti Machado, falou sobre a importância da iniciativa para os empreendedores capixabas. “Eu vejo que o projeto traz mais segurança para o empreendedor e assim ele consegue concretizar o próprio negócio”, declarou.

Para a secretária da Secti, Cristina Engel a Insight Incubadora é uma forma do governo do Estado investir no empreendedorismo capixaba: “Temos que incentivar a economia e principalmente dar oportunidades para quem deseja ser um empreendedor. Esse é o direcionamento do nosso planejamento quanto Governo do Estado. O programa oferece informações e treinamentos para que seu projeto siga adiante” destacou.

As inscrições terminam às 17 horas do dia 14 de junho e podem ser feitas no site da Secti no link https://bit.ly/2JGwM8C. O processo de seleção será conduzido e julgado por uma banca que vai avaliar as propostas. Para ler o edital clique aqui.

A Insight Incubadora

O Programa Insight Incubadora foi lançado no CEET Vasco Coutinho em 2016, por meio de um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) de financiamento para projetos de incubação.

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A proposta do programa é identificar boas ideias e oportunidades para favorecer novos modelos de negócios inovadores através do estímulo à cultura da inovação. A Incubadora fornece orientação e capacitação para o empreendedor que está em busca de financiamentos e acesso a consultoria e assessoria, seja intelectual, administrativa e jurídica.

O primeiro edital da Insight Incubadora foi lançado pela Secti no mesmo ano da sua criação com 20 vagas e, desde então, mais de 100 vagas foram oferecidas a empreendedores e empresas da área de inovação capixaba. 

O programa acontece vinculado ao Centro Estadual de Educação Técnica (CEET) Vasco Coutinho, em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), campus Vila Velha.

Assessoria/Secti

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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