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Governo do Estado assina acordo de cooperação com Universidade do Minho e TecMinho, em Portugal

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O governador Renato Casagrande assinou, nesta segunda-feira (4), um acordo de cooperação com a Universidade do Minho e a Associação Universidade-Empresa para o Desenvolvimento (TecMinho), na cidade de Guimarães, em Portugal, durante missão oficial do Governo do Espírito Santo ao país europeu. O acordo visa promover o desenvolvimento científico, a inovação tecnológica e o empreendedorismo entre as partes envolvidas.

Entre os resultados esperados pela cooperação estão o incentivo à mobilidade estudantil entre as instituições de ensino superior capixabas e a Universidade do Minho, por meio do fomento ao empreendedorismo e a criação de startups; o apoio a atividades conjuntas entre pesquisadores do Estado e a instituição de ensino portuguesa; bem como o apoio ao desenvolvimento de competências das três partes em áreas consideradas relevantes.

A cooperação será gerida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), pelo reitor da Universidade do Minho e pelo presidente da Direção da TecMinho. A duração do acordo é de três anos, sendo possível uma renovação pelo mesmo período.

Para o governador Renato Casagrande, o Espírito Santo pode se tornar referência na prestação de serviços públicos com a utilização de tecnologia, como ocorreu em Portugal.

“Queria dar os parabéns a Universidade do Minho. Tomamos a decisão de vir à Portugal para compor um trabalho de conhecimento forte no que o país tem feito no desenvolvimento tecnológico. Os investimentos feitos na educação, na inovação, na desburocratização, deram uma projeção forte ao país. Queremos fazer uma integração forte com as instituições portuguesas para que possamos seguir esse exemplo. Construir esse tipo de relação é importante para que possamos tornar nosso Estado cada vez mais forte e competitivo. A partir da assinatura desse protocolo vamos montar um grupo de colaboradores para que possamos dar efetividade nas ações práticas”, comentou o governador.

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A secretária de Ciência e Tecnologia, Cristina Engel, ressaltou que a cooperação irá ampliar a mobilidade estudantil e propiciar a troca de experiências entre a academia e sociedade.

“Nós estivemos na Universidade do Minho antes e a TecMinho demonstrou interesse e propôs ser solidária com o Governo do Estado para nos auxiliar na implementação das estratégias que eles usam para fazer esse ‘meio de campo’ entre a Universidade e a sociedade. Nós queremos também que a mobilidade estudantil entre a instituição e os estudantes capixabas seja ainda mais simples a partir da assinatura do acordo de cooperação”, adiantou.

Cristina Engel destacou ainda que contribuir para a formação dos estudantes portugueses também é uma expectativa dessa troca propiciada pelo acordo. “Nós também queremos o oposto. Queremos que estudantes portugueses também venham para o Espírito Santo. Para isso, nós temos muitos laboratórios equipados que podem receber esses estudantes”, disse a secretária.

O reitor da Universidade, Rui Vieira de Castro, apontou a importância do acordo para a instituição. “É mais um passo que damos para nos consolidarmos como protagonistas. Acordos como este nos dá responsabilidades maiores e oportunidades únicas. É como muito gosto que o recebemos e gostaria de destacar a importância em firmar compromissos como este. O desafio maior sempre é o da tradução concreta do que estamos assinando hoje. Tenho certeza que teremos bons resultados”, afirmou.

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A comitiva capixaba é integrada também pelo secretário do Governo, Tyago Hoffman, e pelo diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Denio Rebello. Também participaram o deputado federal, Ted Conti, e o vereador de Vitória, Max da Mata. O grupo foi recebido ainda pelo pró-reitor da Universidade, Filipe Vaz, pelo diretor geral, Filipe Soutinho, e pelo professor Luís Bragança.

Universidade do Minho e TecMinho

A Universidade do Minho é uma das instituições de ensino superior portuguesas de maior destaque em rankings internacionais. Na edição deste ano da “University Impact Rankings”, da Times Higher Education (THE), que avalia o impacto social e econômico de mais de 450 universidades no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), a universidade portuguesa se destacou entre as 100 melhores colocadas.

Já a TecMinho, uma instituição da Universidade do Minho, possui a missão de promover a ligação entre a produção da Universidade com a sociedade, especialmente nas áreas de Ciência e Tecnologia, com o intuito de contribuir para o desenvolvimento regional.

Governo/ Secti

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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