conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

Governador participa de comemorações a Augusto Ruschi no Museu Mello Leitão, em Santa Teresa

Publicado em

Se estivesse vivo, o patrono da Ecologia, Augusto Ruschi, completaria 104 anos no dia 12 de dezembro. Em homenagem ao aniversário de nascimento de Ruschi, o Museu de Biologia Professor Mello Leitão, em Santa Teresa, realizou uma semana de atividades especiais. Na manhã desta quarta-feira, o governador Renato Casagrande participou das atividades de encerramento da semana de homenagens.

Em sua fala, Casagrande recordou os momentos com o pesquisador, quando trabalhou na Prefeitura de Castelo nas áreas de desenvolvimento rural e preservação ambiental ainda na década de 1980. “Peguei um Fusca em Castelo, busquei ele aqui, levei para Castelo e o trouxe de volta, então tive a oportunidade de conversar muito com ele. Sempre me recordo desse tempo porque Augusto Ruschi sempre foi uma grande referência, principalmente para mim como engenheiro florestal”, contou.

O governador lembrou a importância da parceria com o Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), responsável pela manutenção do Museu em conjunto com a Prefeitura de Santa Teresa.

“O Espírito Santo era o único Estado do Brasil sem um órgão do Governo Federal na área de ciência e tecnologia, mesmo sendo tão rico. A base que tínhamos aqui no Museu não tinha a sintonia necessária para avançarmos. Foi uma luta que ajudou a consolidar o Instituto, que é federal, mas também é nosso. Então precisamos dar todo apoio. Não podemos resolver as questões que são de competência federal, mas podemos amenizar as dificuldades e dar passos dentro de nossas possibilidades. Temos um Estado organizando e temos a condição de desfrutar do que os cientistas e pesquisadores produzem no sentido do avanço da preservação e desenvolvimento pensando na proteção florestal, dos recursos hídricos e do meio ambiente”, afirmou Casagrande.

A visita foi acompanhada pelos secretários de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Cristina Engel, e Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcus Vicente, além do diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Alaimar Fiuza, e do prefeito de Santa Teresa, Gilson Amaro.

leia também:  2019 terá apenas três feriados prolongados. Veja todas as datas

Os visitantes do espaço participaram de atividades lúdicas, da exibição do documentário “Guainumbi” (1979), do cineasta Orlando Bomfim Netto, com imagens raras de Ruschi, além da exposição de uma obra do artista plástico Rodrigo Brito, em referência à famosa foto de Ruschi beijando o colibri na Praça Primo Sancio, na Rua do Lazer.

O diretor do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), Sérgio Lucena Mendes, falou sobre as celebrações e parcerias entre o órgão administrador e o Estado. “É um momento extremamente importante. Encerramos um ano inteiro de comemorações. Somos um instituto nacional, mas é uma estratégia muito interessante ter o Estado como parceiro. Esse apoio e parceria são muito importantes para o Instituto. Temos projetos de livro, catalogação de espécies ameaçadas e uma base de dados compartilhada sobre a Mata Atlântica do Espírito Santo”, pontuou.

Patrono da Ecologia

Cientista, advogado, professor e defensor das florestas, Augusto Ruschi é o Patrono da Ecologia do Brasil. Nascido em Santa Teresa em 1915, o capixaba é reconhecido por suas pesquisas relacionadas às diversas espécies da fauna e flora da Mata atlântica, especialmente beija-flores e orquídeas.

Em 1949, fundou o Museu de Biologia Professor Mello Leitão – uma homenagem a seu mestre e amigo, o zoólogo Cândido Firmino de Mello Leitão –, inaugurando, assim, o primeiro espaço institucional do Estado dedicado aos estudos biológicos.

Museu

Localizado a 80 quilômetros da Capital do Estado, Vitória, o Museu de Biologia Professor Mello Leitão é administrado pelo Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), unidade de pesquisa subordinada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a prefeitura da cidade de Santa Teresa.

Ao incorporar o Museu Mello Leitão, o INMA se dedica à produção e difusão de pesquisas relativas à Mata Atlântica, sua biodiversidade, história e conservação, sem descuidar de atividades voltadas à educação ambiental, bem como à memória de seu Patrono.

Rua do Lazer

Durante a agenda no município serrano, o governador Casagrande, ao lado do secretário de Desenvolvimento Urbano, Marcus Vicente, acompanhou o resultado das obras de aterramento da rede de distribuição de energia elétrica na Rua do Lazer. Toda a fiação que ficava nos postes foi enterrada, em tubulações que passam por debaixo da via, liberando a visão dos cerca de 70 imóveis do local, muitos deles charmosos casarios da época da imigração italiana.

leia também:  Casagrande ministra palestra durante Fórum Comercial Brasil-Rússia, em Brasília-DF

“Aterramos os fios e a prefeitura está fazendo a urbanização. Já é uma rua bem movimentada, agora vamos melhorar ainda mais”, comemorou Casagrande.

A obra é resultado de um termo de cooperação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), com a Prefeitura. O investimento total é de 1.745.081,07. Além do enterramento dos fios aéreos, a via, que tem uma extensão de 500 metros, vai receber nova iluminação, paisagismo e calçadas acessíveis. Essas obras de reurbanização estão sendo realizadas pelo Município.

“O aterramento da fiação valoriza o patrimônio histórico e cultural que temos aqui em Santa Teresa, fomentando o turismo neste importante município”, destacou o secretário Marcus Vicente. A ação também garante a melhoria na qualidade dos serviços, já que evita interrupções no fornecimento causadas por fatores externos, como chuvas, ventos fortes ou quedas de árvores. Outro ganho é o aumento da segurança ao evitar acidentes com a rede elétrica.

Demais obras

Além da transformação de rede de distribuição de energia elétrica aérea para subterrânea na Rua do Lazer, a Sedurb tem ainda três convênios em execução no Município, totalizando R$ 3.196.450,70 em investimentos na infraestrutura de Santa Teresa. As obras são a contenção de talude no bairro Vila Nova, no valor de R$ 521.689,07; a contenção com cortina de solo grampeado no bairro São Lourenço, no valor de R$ 881.586,64; e a construção de uma praça com playground e ponto de ônibus também no bairro São Lourenço, no valor de R$ 48.093,92.

Governo do Estado/ Sedurb

Geral - ES1.com.br

Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

leia também:  Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre

O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

leia também:  Agência Estadual de Recursos Hídricos completa cinco anos

Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!