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Facebook vai notificar usuários e vistoriar aplicativos

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Diante do escândalo recente envolvendo dados de usuários do Facebook, o fundador da rede social, Mark Zuckerberg, afirmou que vai notificar os 50 milhões de usuários que tiveram os dados vazados e pretende fazer uma auditoria junto a milhares de aplicativos. O objetivo é evitar este tipo de acesso a informações ocorra de novo.
Em seu primeiro pronunciamento público após as notícias divulgadas no fim de semana, Zuckerberg disse ainda que estão em curso 15 mudanças tecnológicas e de procedimentos para garantir mais segurança aos dados dos usuários.
Em entrevista à “CNN”, o fundador da rede social revelou que notificará a todos os 50 milhões de afetados pelo episódio. Ao “New York Times”, o empresário disse que fará, para qualquer aplicativo sobre o qual for descoberta alguma atividade suspeita, “uma auditoria completa”, para impedir este tipo de acesso de dados novamente.
Questionado sobre quantos aplicativos do Facebook serão vistoriados, Zuckerberg não titubeou: “Será algo na casa dos milhares”, disse ele, que afirmou que contratará pessoal especial para essas fiscalizações.
Em outra entrevista exclusiva, à revista “Wired – que foi publicada também na noite de quarta-feira, 21, Zuckerberg esclarece que o Facebook estará realizando 15 mudanças tecnológicas e de procedimentos para garantir mais segurança aos dados dos usuários.
A linha das entrevistas seguiu o texto que ele publicou na tarde desta quarta-feira em sua conta no Facebook, onde admitiu pela primeira vez os erros da empresa e afirmou que houve uma “quebra de confiança” entre o Facebook e seus usuários.
Questionado se está preocupado com o movimento de pessoas que defendem o fim das contas dos usuários do Facebook e o boicote à rede social, o diretor minimizou esta ameaça. 
“Eu não acho que tenhamos visto um número significativo de pessoas deletando suas contas mas, você sabe, isso não é bom. Eu acho que é um sinal claro deste grande questionamento sobre a confiança, e eu entendo isso. E se as pessoas excluem o aplicativo ou simplesmente não se sentem bem em usar o Facebook, esse é um grande problema que acho que temos a responsabilidade de corrigir”.
Zuckerberg afirmou que não prevê mudanças no modelo dos negócios do Facebook, no qual a rede fornece dados para ajudar os anunciantes e desenvolvedores a melhor direcionar potenciais clientes. O empresário descartou um modelo em que os usuários pagassem assinatura para usar o Facebook.
“Esta é uma questão muito importante. O tema do modelo de anúncio que é realmente importante é o que ele se alinha com a nossa missão, que é construir uma comunidade para todos no mundo e aproximar todo o mundo. E uma parte muito importante disso é fazer um serviço que as pessoas possam pagar. Muitas pessoas, depois de passarem do primeiro bilhão de usuários, não podem pagar muito. Portanto, ficar livre de cobranças em um modelo de negócio apoiado por anúncios acaba sendo muito importante e em linha com nossa missão”, disse.

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Valor Econômico

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A Era Digital: avanços, transformações e desafios

Vivemos a chamada Era Digital, um período marcado pela intensa presença da tecnologia em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana. Dos smartphones às redes sociais, dos sistemas bancários online às compras virtuais, a transformação digital alterou profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos, estudamos e consumimos informação.

A importância da Era Digital

A digitalização trouxe inúmeras facilidades e oportunidades de crescimento. O acesso à informação nunca foi tão amplo e rápido, permitindo que o conhecimento esteja disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. No campo da educação, por exemplo, plataformas online democratizam o ensino e aproximam estudantes de universidades e cursos renomados em todo o mundo.

Na economia, a tecnologia favoreceu a criação de novos modelos de negócio, ampliou o comércio eletrônico e abriu portas para profissões e carreiras antes inexistentes. Além disso, a digitalização facilita o contato entre pessoas e reduz distâncias geográficas, encurtando caminhos tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

Os malefícios e riscos

No entanto, a Era Digital também apresenta desafios e malefícios que não podem ser ignorados. A exposição excessiva às telas pode trazer impactos à saúde, como problemas de visão, sedentarismo, distúrbios do sono e ansiedade. Outro ponto preocupante é a dependência tecnológica: a sensação de estar “desconectado” pode gerar angústia, e muitas pessoas já demonstram dificuldade em realizar atividades sem o auxílio constante de aparelhos eletrônicos.

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As redes sociais, embora aproximem, também alimentam a propagação de informações falsas, discursos de ódio e comparações que afetam a autoestima. Além disso, questões relacionadas à segurança digital e à privacidade são cada vez mais urgentes, já que dados pessoais circulam em grande escala e muitas vezes acabam expostos a riscos de fraudes e crimes virtuais.

O equilíbrio como caminho

A Era Digital é irreversível e seguirá moldando o presente e o futuro. O grande desafio está em encontrar o equilíbrio entre o uso saudável da tecnologia e os limites necessários para preservar a saúde física, emocional e social.

Mais do que nunca, é preciso desenvolver consciência crítica e responsabilidade digital, para que possamos usufruir dos benefícios da conectividade sem nos tornarmos reféns dela. Afinal, a tecnologia deve servir ao ser humano — e não o contrário.

Fonte: Wanderson Rubim da Silva

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