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‘Fábrica’ de ovos de Páscoa recheados com maconha é fechada

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A poucos dias da Páscoa, ovos de chocolate “gourmet”, com recheio de maconha, eram comercializados no Rio Grande do Sul. Quatro pessoas envolvidas na fabricação e comercialização dos doces com drogas foram presas na madrugada desta quinta-feira, 29, em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, quando a “fábrica” foi fechada.
A Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN) e o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) investigaram o grupo durante 45 dias. Foram apreendidas dezesseis caixas de “ovos de colher” prontas para a venda e anotações com as receitas com as porcentagens de maconha indicadas para o preparo, segundo o delegado Guilherme Calderipe.
As encomendas eram feitas por meio de redes sociais e apenas clientes “vips” tinham acesso. Alguns ovos estavam acompanhados de um brinde para os clientes: um cigarro artesanal de maconha pronto para ser consumido. Além de ovos de Páscoa, o grupo também fabricava trufas.
Os ovos serão enviados para perícia para verificar a presença de outras drogas, como cocaína. “Estamos diante de uma situação perigosa, pois esses produtos poderiam ser facilmente acessados por crianças, e isso é inaceitável. Todos os envios de produtos serão apurados. As pessoas que adquiriram produtos sem saber que poderiam conter drogas podem procurar o Denarc para obter informações, até mesmo porque os envios serão rastreados”, disse o delegado Mario Souza, diretor de investigações do Denarc.

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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