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Expoara 2025 deve movimentar mais de R$ 200 milhões em Tocantins

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Com estimativa de público superior a 100 mil pessoas e mais de R$ 200 milhões em volume financeiro, a Expoara 2025 se consolida como o maior evento agropecuário do norte do Tocantins. A feira que começa sexta-feira (30.05) e segue até o dia 8 de junho, no Parque Dair José Lourenço, em Araguaína (distante 380km da capital, Palmas), em Tocantins, e contará com mais de 100 expositores de diversas áreas ligadas ao agronegócio.

Organizada pelo Sindicato Rural de Araguaína, a feira é considerada estratégica para a economia local e regional. A expectativa é de geração de cerca de 2 mil empregos temporários, entre diretos e indiretos, com impacto positivo nos setores de hotelaria, alimentação e transporte.

A programação inclui leilões de genética bovina e equina, exposição de máquinas, equipamentos e insumos, além de palestras técnicas e ações voltadas à inovação e regularização fundiária. A XIX Semana Tecnológica, promovida em parceria com o Sebrae, terá workshops, painéis e o Fórum da Segurança Jurídica da Propriedade Rural, que acontece nos dias 3 e 4 de junho.

Outro destaque é o Celeiro Tech, espaço voltado para apresentação de tecnologias aplicadas ao campo. A feira também traz ações sociais e ambientais. A entrada no parque será solidária, com a doação de 1 kg de alimento não perecível, em alusão ao ODS 2 da ONU (Fome Zero e Agricultura Sustentável). Também haverá atendimento gratuito à população rural, por meio do projeto Saúde Rural.

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Na programação cultural, estão previstas provas de rodeio, cavalgadas, danças típicas e apresentações musicais, com shows confirmados de Eduardo Costa, Manu Bahtidão, Renan & Ray e Max & Luan.

A Expoara 2025 chega à 57ª edição mantendo o foco na valorização do produtor rural e no fortalecimento da cadeia produtiva do agronegócio no Tocantins. A feira une negócios, tecnologia e geração de renda, sem perder de vista as tradições do campo.

Serviço – Expoara 2025

  • Data: 30 de maio a 08 de junho de 2025

  • Local: Parque de Exposições Dair José Lourenço – Araguaína (TO)

Principais atrações:

  • XIX Semana Tecnológica (02 a 06/06)

  • Fórum da Segurança Jurídica da Propriedade Rural (03 e 04/06)
  • Celeiro Tech – Inovação e tecnologia no agro
  • Leilões: Integração do Nelore, Tradição: De Pai pra Filho, Muladeiros do Norte
  • Rodeios, Cavalgada, Dança Country, Desfile Fashion, Concurso Garota Expoara
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Fonte: Pensar Agro

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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