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“Eu, Você e o Dinheiro”: Escritores gabrielenses lançam livro sobre finanças para casais

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Fabrício Mello Frigini Teixeira é escritor e também profissional Coach, Coach de Vida, Analista Comportamental D.I.S.C e Palestrante. O desejo por escrever um livro era um sonho antigo, desde a época da faculdade de Fisioterapia que por timidez, ficou adormecido por alguns anos. Em entrevista ao jornal Hoje Notícias e Portal ES1.com.br, Fabrício conta um pouco de sua história, fala sobre sua paixão pela escrita e um pouco sobre o processo criativo do livro, que escreveu junto com sua esposa Simone Schulz. 

Editora Hoje – Há quanto tempo você produz textos (no geral)?

Fabrício Mello Frigini Teixeira – Aproximadamente há um ano comecei a produzir pequenos textos para o Blog Empreendendo Junto sobre o processo de Coaching e Empreendedorismo, aos poucos fui buscando conhecimento sobre Educação Financeira e cada dia mais, sou seduzido por essa área.

Editora Hoje – Você se considera um apaixonado pela escrita?

Fabrício – Atualmente sim, embora nem sempre tenha sido assim. Após a Formação em Coaching mudei muitos padrões de comportamento, um deles foi à busca pelo conhecimento, onde a leitura foi invadindo a minha rotina e hoje não consigo mais passar um dia sem ler ou escrever.

Editora Hoje – Quais os tipos de textos você costuma escrever/abordar?

Fabrício – Gosto de temas que possam provocar uma simples mudança no comportamento das pessoas e assim ajudá-las a melhorar o seu padrão de vida atual; então, abordo sempre questões ligadas a autoconhecimento, finanças pessoais, empreendedorismo, recomeços com casos de superação.

Editora Hoje – Como é transformar opiniões em palavras para que outras pessoas possam ler?

Fabrício  É uma sensação maravilhosa, poder transformar palavras em conteúdo que possam alimentar ideias nas mentes das pessoas e assim provocar debates entre pessoas que gostam dos temas ou ao menos semear um pouco de conhecimento para quem é leigo.

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Editora Hoje – Como surgiu a ideia para escrever o livro?

Fabrício – O Livro é um desejo antigo, desde a época da faculdade de Fisioterapia, mas por timidez, não tinha coragem de me expressar. Foi através da leitura do Livro “Coach – O Estrategista” de Antonio Brito Filho, um dos treinadores da minha formação em Coaching, que despertou em mim novamente o desejo de transformar sonhos antigos em metas, e concluir o livro faz parte desse processo de resgate de sonhos, de mudança, de novos resultados.

Editora Hoje – Quem participa do livro?

Fabrício – O livro foi feito em parceria com minha esposa Simone Schulz, também Coach que colaborou na edição dos textos, na diagramação e no designer gráfico.

Editora Hoje – Escrever para um livro é diferente de escrever um artigo?

Fabrício – Sim, é muito diferente, pois, no artigo você tenta resumir o conteúdo abordado, ao contrário de um livro onde temos que aprofundar mais o assunto.  Contudo, neste livro que escrevemos, tentamos ser bem diretos para que seja de fácil entendimento, assim o leitor poder colocar em prática os ensinamentos e dicas sem complicações.

Editora Hoje – Como foi o “processo criativo” para seu trabalho no livro?

Fabrício – Primeiro foi decidido o tema, após isso, analisamos qual seria o nosso público alvo, criamos a nossa “Buy Persona”, o casal guia, como em qualquer negócio. Então começamos a debater sobre as dores desse público, assim como as possíveis soluções para criar a nossa oferta de valor. Feito isso, traçamos o roteiro e começamos a pesquisar e escrever sobre os temas. No final, escolhemos uma foto para ser a capa, após, criado as artes gráficas para ilustrar os textos.

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Editora Hoje – Sobre o lançamento do livro, quais são as novidades?

Fabrício – Lançamos de forma independente primeiro no site da Amazon, na versão E-book que nada mais é que um livro digital, onde você pode ler no celular, computador ou tablet.  Também fizemos na versão de livro físico, chamado Capa Comum, para aqueles que gostam de ter em mãos assim como eu.

Editora Hoje – Resuma o que você aborda no livro.

Fabrício – O Livro é um guia simples de finanças para casais, devido o grande número de divórcios e brigas, vimos à necessidade de abordar esse assunto para que possa aumentar ou melhorar o diálogo sobre finanças nos relacionamentos e assim evitar muitas discussões e até coisas mais graves. Abordamos conceitos básicos financeiros junto com desenvolvimento pessoal ou no caso do casal, com exercícios do processo de Coaching, voltado para o relacionamento, crenças limitantes e finanças. Sem enrolação, direto ao ponto, de fácil compreensão. Esperamos que possa fazer a diferença na vida de muitos casais, ao menos que essa semente germine e um dia produza bons frutos.

Editora Hoje – Quem tiver interesse pelo livro, como entrar em contato?

Fabrício – Pelo telefone 27 99709-6946 (Fabrício).


camera_enhance Fabrício M. Frigni teixeira e Simone A. Schulz (Crédito: Divulgação)


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Metade do prazo já passou e renegociação rural de R$ 100 bilhões ainda não chega ao produtor

Metade do prazo para a contratação das linhas especiais destinadas à renegociação das dívidas rurais já transcorreu, mas produtores continuam relatando dificuldades para acessar o programa. A Medida Provisória nº 1.376, publicada em 15 de julho, concedeu 120 dias para as operações, período que termina em meados de novembro.

A demora ocorre quando R$ 207,5 bilhões da carteira ativa de crédito rural apresentam algum tipo de problema. O valor corresponde a 23,5% do total e reúne financiamentos inadimplentes, vencidos, renegociados ou prorrogados, segundo dados de julho do Banco Central compilados pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O mecanismo foi anunciado com potencial para renegociar mais de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores e cooperativas atingidos por eventos climáticos ou pela queda dos preços agrícolas. O Banco do Brasil calcula que até 113 mil clientes da instituição podem ser alcançados pelas novas condições.

Na prática, porém, exigências documentais, custos adicionais, pedidos de novas garantias e cobrança de entrada estão impedindo que parte dos produtores conclua a operação. As dificuldades atingem principalmente agricultores familiares, pequenos produtores e propriedades com o caixa mais comprometido.

Em nota a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação com a execução da medida e pediu que o Congresso acompanhe o funcionamento das linhas. A entidade reconhece a importância da renegociação, mas avalia que os recursos ainda não chegam ao campo na velocidade e na escala exigidas pela crise.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), a existência da linha não basta se as condições impedirem a contratação.

“A renegociação foi apresentada como uma saída para produtores que acumulam perdas há várias safras. Se o agricultor chega ao banco e encontra uma sequência de exigências que não consegue cumprir, a política existe no papel, mas não resolve o problema dentro da propriedade”, afirma Rezende.

Para acessar as condições gerais, o produtor precisa comprovar perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada. A comprovação deve ser feita por laudo emitido por profissional legalmente habilitado.

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A exigência busca dar segurança à aplicação dos recursos públicos, mas se transformou em um dos principais obstáculos. Além do custo de contratação do responsável técnico, o produtor pode ter dificuldade para reconstruir dados de lavouras cultivadas vários anos atrás.

A FPA propõe que pequenos produtores possam apresentar laudos coletivos quando as propriedades de uma mesma região tiverem sido atingidas pelo mesmo evento climático. Também defende a dispensa de um novo documento nos casos de operações que já passaram por renegociação e permanecem com saldo comprometido.

“Não se trata de retirar a fiscalização nem de aceitar informações sem comprovação. É possível manter o rigor e, ao mesmo tempo, reconhecer perdas coletivas provocadas por uma seca, enchente ou geada. Exigir dezenas de laudos individuais para propriedades vizinhas atingidas pelo mesmo evento aumenta o custo e atrasa uma solução urgente”, diz Isan Rezende.

A medida provisória permite renegociar financiamentos de custeio, comercialização e industrialização, determinadas parcelas de investimentos e algumas Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira. As operações precisam atender às datas e condições estabelecidas no texto.

Os limites chegam a R$ 400 mil para agricultores familiares atendidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 2 milhões para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 4 milhões para os demais produtores.

As taxas anuais são de 6% para o Pronaf, 9% para o Pronamp e 12% para os demais. O prazo de pagamento pode chegar a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação, embora os juros sejam pagos durante a carência.

Nos casos mais graves, envolvendo perdas de pelo menos 40% da renda em três ou mais safras, os limites e os prazos são ampliados. O financiamento pode chegar a R$ 8 milhões para produtores fora do Pronaf e do Pronamp, com pagamento em até dez anos.

Outro problema é a cobrança de entrada. Produtores que procuram a renegociação geralmente já enfrentam falta de capital de giro. Exigir um pagamento antecipado pode excluir justamente aqueles que apresentam maior necessidade de reorganizar o passivo.

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Há ainda preocupação com a próxima safra. A medida provisória determina que a renegociação não pode impedir a contratação de novos financiamentos nem levar o beneficiário a cadastros restritivos. Ao mesmo tempo, permite que os bancos apliquem suas políticas internas, reavaliem o risco e peçam reforço das garantias.

Essa combinação cria uma diferença entre a proteção escrita na norma e a decisão tomada na agência bancária. Formalmente, a adesão não bloqueia o crédito. Na avaliação individual, entretanto, o comprometimento financeiro pode levar o banco a recusar ou limitar novos recursos.

“A dívida passada precisa ser reorganizada para que o produtor volte a produzir. Renegociar o passivo e fechar a porta do crédito para a nova safra apenas adia o problema. Sem custeio, ele planta menos, reduz tecnologia, perde produtividade e volta a ter dificuldade para pagar”, alerta Rezende.

Os dados nacionais já mostram uma retração do financiamento tradicional. A área produtiva atendida pelas linhas de custeio do Plano Safra caiu de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares em 12 meses, redução próxima de 26%.

No mesmo período, o valor contratado em crédito rural tradicional, sem considerar títulos privados como as CPRs, recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. O número de contratos diminuiu 10,3% e ficou em 777,8 mil.

A FPA também pede que sejam preservadas as características dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste. Essas fontes possuem regras próprias e têm peso maior em regiões nas quais produtores encontram menos alternativas no sistema bancário.

A medida provisória está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para ser transformada definitivamente em lei. A frente parlamentar defende ajustes que reduzam as barreiras operacionais sem eliminar os mecanismos de controle.

O prazo aumenta a urgência. Uma renegociação concluída depois da janela de plantio pode reorganizar o balanço da propriedade, mas já não devolve a oportunidade de produzir naquela safra. Para o campo, o sucesso da medida não será medido pelos R$ 100 bilhões anunciados, mas pelo número de produtores que conseguirem contratar, recuperar o crédito e continuar produzindo.

Fonte: Pensar Agro

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