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É falso que prefeitura de São Gabriel comprou cimento e arame recozido para fazer 500 covas para enterrar gabrielenses mortos por COVID-19

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Circula nas redes sociais uma montagem afirmando que a prefeita de São Gabriel da Palha fez uma aquisição de 200 sacos de cimento e 10 kilos de arame recozido para fazer 500 covas no cemitério da cidade “para terminar de enterrar e matar o povo gabrielense”, (termo utilizado no banner), quanto a pandemia da COVID-19 que alastra o mundo.

A publicação utiliza imagem da sede da prefeitura, o brasão do município e uma foto da prefeita Céia Ferreira para divulgar uma mensagem enganosa.

Em contato com a Secretaria Municipal de Obras e Desenvolvimento Urbano, a informação é de que de fato foi efetuada a compra de materiais de construção para diversas obras no município, e que os 200 sacos de cimento e os 10 kilos de arame recozido foram adquiridos de forma direta, após uma licitação ter sido dada como ‘deserta’, no entanto, os materiais não serão usados para a abertura ou finalização de 500 covas para o sepultamento de vítimas de COVID-19 em São Gabriel da Palha.

A licitação para aquisição dos materiais

O Secretário Paulo Roberto Valentim explicou todos os passos efetuados para essa licitação.

“Fizemos uma licitação de compras de materiais como cimento, areia, brita, vergalhão, arame e outros materiais também como parte de esgoto. É uma licitação para comprar materiais que vão servir para vários meses, é um registro de preços, e aí, nessa licitação, o cimento e o arame recozido deu como ‘deserto’. E dentro desses materiais que licitamos, tem a parte para servir ao cemitério e este ano a gente ainda não tinha adquirido essa ‘reserva’. Porque normalmente sem essa pandemia a gente mantém de 15 a 20 carneiras prontas aqui em São Gabriel, em São Roque e no Fartura para atender a população, isso porque temos uma média 15 a 18 sepultamentos por mês, as vezes até um pouco mais, então sempre tem que ter uma reserva”.

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O impacto da pandemia da COVID-19 na cidade

“Independente de toda a situação, nós compramos o material para aumentar um pouco mais as carneiras, pois não sabemos o que vai acontecer, esperamos que não tenhamos óbitos por COVID-19 em nossa cidade, e como a pandemia é uma situação de emergência, se eu não justificasse essa emergência eu teria que montar um novo processo que levaria mais 5 ou 6 meses para comprar material. E a gente deve ter uma reserva maior mesmo, porque não podemos prever o que vai acontecer, e se nada ocorrer, as carneiras já estarão prontas para atender”, explicou o Secretário Paulo Valentim.

Céia Ferreira se manifesta sobre a fake news

A informação da aquisição dos materiais foi confirmada e esclarecida pela prefeita Céia Ferreira, “esse é um procedimento normal da Secretaria Municipal de Obras e Desenvolvimento Urbano, e tal informação foi usada como artifício com base na má-fé, para gerar a Fake News e pânico na comunidade em tempos tão difíceis e triste em que vivemos”, contou.

“Nós estamos trabalhando tanto para tomar conta de tantos problemas, temos agora a pandemia e esses casos que vem aumentando todos os dias, são tantos pacientes que estão sendo acompanhados, fora as pessoas que fazem no privado e que não entram na contagem, a gente com tanta coisa e vemos isso nas redes sociais, é algo que nos deixa triste. O que me deixa chateada é que as pessoas que poderiam estar nos ajudando a minimizar os efeitos desta doença aqui na cidade, são as que ficam nas redes sociais espalhando fake news, prestando assim um desserviço à comunidade”, completou.

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Posicionamento do Procurador Geral do Município 

“Infelizmente esta não é a primeira ‘fakenews’ que surge contra o Município e na medida que se aproxima do pleito eleitoral a onda de mensagens falsas ou distorcidas infelizmente tendem a aumentar. Não existe um tipo penal específico para ‘fakenews, porém tais atos podem tipificar outros crimes previstos no Código Penal, tais como o de calúnia, difamação ou até mesmo injúria. Por isso, as situações estão sendo analisadas caso à caso, e a Procuradoria tomará as medidas judiciais que entender cabíveis para a proteção da imagem do Município, seja contra quem cria esse tipo de mensagem como também contra quem compartilha sem checar a realidade, inclusive com o oferecimento de queixa-crime. É importante esclarecer que, se for comprovado que tais mensagens foram criadas por intuito meramente eleitoral a prática pode ser considerada crime eleitoral previsto no § 3º do art. 326-A do Código Eleitoral”, disse Paulo Henrique Colombi.

Fonte: Editora Hoje

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Link que pede cadastro para doação de Cesta Básica Solidária do Rotary Club Internacional é falso

Foto: Divulgação

Circula nos aplicativos de mensagens e redes sociais um link com o logotipo do Rotary Club International, que disponibiliza um formulário para que a população se cadastre para receber cestas básicas.

O site diz: “O Rotary Internacional está doando cestas básicas para famílias afetadas pela crise mundial em todas as cidades do Brasil”. O formulário, que é falso, disponibiliza as opções de Estado, Cidade, nome completo, etc.

No entanto, tal link trata-se de uma fraude/fake news e, por isso, a entidade pede para a população que não realize o cadastro em sites eletrônicos que circulam nas redes sociais, pois se tratam de golpes virtuais.

Fonte: Editora Hoje

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