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Dia dos professores: uma reflexão necessária
Hoje comemoramos o dia do professor. Esse profissional que está presente no início da vida dos nossos filhos e, se assim eles quiserem, pela vida toda.
No Brasil, o dia professor foi criado por D. Pedro I, quando instituiu um decreto que criou o ENSINO ELEMENTAR NO BRASIL, criando assim escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país.
Hoje a educação no Brasil mostra-se bem diversificada. Quem tem dinheiro para pagar uma boa escola terá acesso a conteúdos e metodologias diversificadas. A escola pública em geral sofre com a falta de recursos e investimentos na capitação dos professores. Essa diferença se expressa claramente aos alunos na hora do vestibular ou da nota do ENEM, criando assim uma divisão clara de classes no acesso ao ensino superior gratuito.
Um outro ponto importante, é que precisamos refletir porque os professores têm sofrido tanto com estresse, ansiedade e até mesmo depressão. A síndrome de Bournout, é uma das mais diagnosticadas nessa classe de profissionais.
A sala de aula hoje tem sido um lugar de conflito e insegurança. Os alunos não respeitam mais os professores, muitas vezes os agredindo fisicamente. Não são poucas as matérias divulgadas relatando esses acontecimentos. Precisamos olhar para isso com mais atenção.
Que sociedade queremos formar? Que escola queremos? Um lugar de respeito e diálogo ou um espaço de guerra e violência como temos visto? Os pais têm uma grande responsabilidade nesse quadro. Podemos pensar que valores como respeito são aprendidos em primeiro lugar em casa? O que temos ensinado aos nossos filhos para quando estes se encontram em sociedade se comportarem sem limites?
Que fique a reflexão sobre isso. Quando se procura uma escola para os filhos, o que você valoriza primeiro? O espaço físico? O nome e a tradição da escola? O valor da mensalidade?
Pensemos no papel e na importância do profissional que estará lá para receber as nossas crianças e adolescentes. Esse sim fará toda diferença no processo de aprendizagem. Professores desse imenso Brasil, que a crença e disposição em compartilhar o conhecimento e desenvolver as habilidades dos seus alunos permaneçam durante sua atuação em sala de aula. Vocês são para a sociedade componentes preciosos que precisam ser valorizados.
Felicidades e espaço para desenvolver um lindo trabalho a todos!
Texto de Patrícia Costa, pedagoga e psicopedagoga.
R7
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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita
O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.
Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.
O “ladrão silencioso” no pasto
Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.
O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.
A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.
Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.
A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.
Fonte: Pensar Agro
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