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Dia do Soldado é celebrado na Polícia Militar em São Gabriel
Na manhã de hoje, 26, os soldados da Polícia Militar que compõem a 3ª CIA do 2º BPM de São Gabriel da Palha foram homenageados por integrantes da Banda Municipal de São Gabriel da Palha e pelos alunos da escola Chapeuzinho Vermelho, Professora Maria Celeste Torezani Storch e Cooperativa Educacional de São Gabriel da Palha (Coopesg). Estiveram presentes na solenidade o Capitão Cleiton Brito, comandante da 3ª CIA do 2º BPM, o 1º Sargento Samuel Nascimento, chefe de instrução do Tiro de Guerra 01-015, professores e pais.
Os alunos cantaram as músicas “Marcha Soldado” e “Parabéns” para os militares presentes, as crianças aproveitaram para tirar fotos com os militares e também entregaram certificados como homenagem.
“Agradeço as escolas presentes, representando todas as escolas do município, agradeço também aos militares do Tiro de Guerra que vieram abrilhantar esse momento, e agradeço a presença de todos nesta linda homenagem. Muitas vezes as pessoas não sabem o trabalho que é feito aqui pela Polícia Militar, e quando a gente recebe a presença de vocês, nesse momento de agradecimento pelo nosso trabalho, ficamos lisonjeados e muitos felizes, falo isso em nome de todos os policiais que estão aqui. O que nos motiva a estar trabalhando é saber que estamos trabalhando para cada um de vocês, para nossos familiares, para nossos amigos e sociedade em geral, nós trabalhamos nos dedicamos por causa de vocês. Continuamos firmes para estar trazendo o melhor serviço e uma melhor segurança para São Gabriel da Palha e Vila Valério”, comentou o Capitão Cleiton Brito.
“Em homenagem ao dia do soldado tivemos a oportunidade de estar recebendo as crianças das escolas no Tiro de Guerra, e foi uma experiência única para mim e para os demais atiradores, é uma alegria que nos contagia e nos motiva a estar fazendo o nosso trabalho. Hoje é o dia de agradecer ao soldado por tudo o que ele tem feito em favor de nossa cidade, meu muito obrigado”, disse o 1º Sargento Samuel Nascimento.
“Buscamos sempre valorizar o serviço que a Polícia Militar traz para a cidade, de segurança, de interação com a sociedade, valorizando essa profissão que está todo dia orientando, informando, essa é a intenção dessa homenagem”, disse o maestro Patrício Bandeira.
Cofira fotos do evento:
Editora Hoje
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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro
A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.
A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.
A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.
Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.
O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.
A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.
O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.
Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.
Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.
A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.
Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.
O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.
A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.
Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.
Fonte: Pensar Agro
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