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Depois dos 30, não fazer musculação deveria ser considerado um fator de risco para a saúde – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

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gabriel costa

Por muitos anos, a musculação foi associada apenas à estética. Um ambiente frequentado por quem desejava ganhar músculos ou melhorar a aparência física. No entanto, a ciência moderna vem mudando essa percepção: depois dos 30 anos, deixar de praticar exercícios de força pode trazer consequências importantes para a saúde e a qualidade de vida.

A partir dessa idade, o corpo humano inicia um processo natural de perda de massa muscular, conhecido como sarcopenia. Embora seja gradual, essa redução afeta diretamente a força, o metabolismo, o equilíbrio e a capacidade funcional. Com o passar dos anos, a falta de estímulo muscular aumenta o risco de quedas, lesões, obesidade, diabetes tipo 2, osteoporose e doenças cardiovasculares.

Muitas pessoas acreditam que caminhar diariamente é suficiente para manter a saúde. Embora a atividade aeróbica seja importante, ela não substitui o treinamento de força. Os músculos são verdadeiros órgãos metabólicos, desempenhando papel fundamental no controle da glicose, na proteção das articulações, na saúde óssea e até na prevenção de diversas doenças crônicas.

A musculação também exerce efeitos positivos sobre a saúde mental. Estudos mostram melhora nos sintomas de ansiedade e depressão, além de contribuir para a autoestima, a autonomia e a independência na terceira idade. Em outras palavras, treinar força não significa apenas viver mais, mas viver melhor.

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Talvez esteja na hora de mudarmos a forma como enxergamos a musculação. Assim como o tabagismo, o sedentarismo e a má alimentação são considerados fatores de risco para diversas doenças, a ausência de treinamento de força após os 30 anos deveria receber maior atenção nas estratégias de prevenção em saúde.

Não se trata de incentivar corpos perfeitos ou padrões estéticos. Trata-se de preservar a capacidade de brincar com os filhos, carregar as compras, subir escadas sem dificuldade, evitar quedas e manter a independência ao longo da vida.

A pergunta que fica é simples: se a ciência já demonstra que músculos são sinônimo de saúde, por que ainda encaramos a musculação como uma opção, e não como uma necessidade?

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

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Como diferenciar Autismo e TDAH – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento que frequentemente geram dúvidas entre pais, educadores e até mesmo profissionais. Isso acontece porque ambos podem apresentar dificuldades de atenção, interação social e desafios no ambiente escolar. No entanto, apesar de algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles.

O TDAH é caracterizado principalmente por dificuldades relacionadas à atenção, impulsividade e hiperatividade. Pessoas com TDAH costumam apresentar desorganização, dificuldade para concluir tarefas, esquecer compromissos e ter problemas para manter o foco em atividades que consideram pouco interessantes. Em contrapartida, quando encontram algo que desperta grande interesse, podem apresentar o chamado hiperfoco, permanecendo concentradas por longos períodos naquela atividade específica.

Já no autismo, além das dificuldades na interação social e na comunicação, é comum observar comportamentos mais rígidos e interesses restritos. Muitas pessoas com TEA apresentam necessidade de previsibilidade, resistência a mudanças e sofrimento diante de situações que fogem daquilo que esperavam ou planejaram. Essas características podem ser percebidas em brincadeiras, rotinas e relações sociais.

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Outra diferença importante está na forma como ocorre a interação social. A pessoa com TDAH geralmente deseja se relacionar e participar das atividades sociais, mas sua impulsividade, dificuldade em esperar a vez ou controlar comportamentos pode gerar conflitos e afastamento dos colegas. No autismo, por outro lado, frequentemente existem dificuldades relacionadas à compreensão das regras sociais, da reciprocidade nas interações e da chamada atenção compartilhada, habilidade fundamental para a construção das relações interpessoais.

Embora apresentem características distintas, TDAH e autismo podem coexistir no mesmo indivíduo, tornando a avaliação especializada ainda mais importante. Um diagnóstico preciso permite compreender as necessidades específicas de cada pessoa e direcionar intervenções mais eficazes.

Na Clínica Evoluta, a avaliação neuropsicológica é realizada com rigor científico, embasamento técnico e olhar individualizado para cada paciente. O processo permite identificar de forma detalhada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental, contribuindo para diagnósticos mais precisos e intervenções adequadas às necessidades de cada indivíduo. A avaliação neuropsicológica é realizada na Clínica Evoluta, em São Gabriel da Palha.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

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Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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