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Daniele Januth transforma paixão pela maquiagem em carreira e oportunidade para outras mulheres em Vila Valério
O que começou como uma busca por renda extra se transformou, ao longo de nove anos, em uma profissão para Daniele Januth, de Vila Valério. A maquiagem, área pela qual já tinha interesse, entrou em sua rotina em um período de mudanças pessoais: aos 20 anos, depois de se tornar mãe solo, ela trabalhava com carteira assinada e decidiu investir em uma formação profissional.
“Na época, decidi buscar uma renda extra e escolhi investir em uma das áreas da estética pelas quais eu sempre fui apaixonada: a maquiagem. Foi então que realizei meu primeiro curso de maquiagem profissional. Logo após concluir o curso, que fiz em uma cidade vizinha, recebi uma proposta para trabalhar em um salão de beleza em Vila Valério. Foi ali que iniciei meus atendimentos e comecei a construir minha trajetória na maquiagem”, contou.
Naquele período, segundo Daniele, o serviço ainda era pouco procurado no município. A atuação profissional na área também era limitada, o que abriu espaço para que ela apresentasse novas técnicas às clientes.
“Há nove anos, as mulheres da minha cidade ainda não tinham o hábito de investir em maquiagem para eventos. Havia pouquíssimas profissionais atuando na área, e eu tive a oportunidade de trazer novidades e técnicas atualizadas, conquistando a confiança e a preferência das clientes. Foi nesse momento que percebi que poderia crescer muito na profissão e dar os próximos passos na minha carreira”, relatou.
O início da carreira, no entanto, foi acompanhado por dificuldades. Daniele precisou conciliar diferentes responsabilidades, lidar com limitações financeiras e conquistar espaço em uma atividade que ainda era pouco valorizada por parte do público.
“Os maiores desafios que encontrei no início da minha carreira, além de conciliar dois trabalhos e ser mãe solo, foram a dificuldade de aceitação do meu trabalho, já que, no começo, muitas pessoas não valorizavam esse tipo de serviço por ser algo novo, e as minhas condições financeiras, que eram bastante limitadas na época”.
A pandemia da Covid-19 trouxe uma nova interrupção para a atividade profissional.
“Logo em seguida, veio a pandemia da COVID-19, e precisei interromper meus atendimentos. Durante um bom tempo, não houve mais eventos, e meu trabalho ficou completamente parado, o que tornou esse período ainda mais difícil”, contou.
Maquiagem e autoestima
Com a retomada dos atendimentos, o trabalho ganhou também um significado relacionado à experiência proporcionada às clientes. Para Daniele, um dos principais motivos para continuar na profissão está justamente no retorno que recebe após cada produção.
“O que mais me encanta é o sorriso das minhas clientes após cada atendimento e ver a autoestima delas sendo renovada naquele mesmo instante. Isso me traz uma enorme felicidade e uma sensação de realização. Esse é um dos principais motivos que me fazem permanecer na área, além do excelente retorno financeiro. Saber que, por meio do meu trabalho, posso transformar não apenas a aparência, mas também a confiança e a autoestima de tantas mulheres é, sem dúvida, a minha maior recompensa”.
A profissional considera que a maquiagem pode ter um papel que vai além da preparação para um evento.
“A maquiagem vai muito além da estética. Ela desperta confiança, fortalece a autoestima e faz com que cada mulher enxergue a própria beleza com mais carinho. Quando você se sente bonita, isso aparece no seu sorriso, na sua postura e na forma como enfrenta o dia. Mais do que maquiar, meu objetivo é proporcionar uma experiência em que você se sinta valorizada, confiante e ainda mais linda, do seu jeito. Afinal, a maquiagem não transforma quem você é; ela realça a beleza que já existe em você”.
Atendimento personalizado
A confiança das clientes também ocupa espaço central na forma como Daniele conduz os atendimentos, principalmente quando a maquiagem faz parte de ocasiões importantes.
“Conquistar a confiança das minhas clientes é minha maior missão, pois elas têm que se sentir acolhidas e seguras. Isso vai muito além de um atendimento comum. Além de cumprir o que eu prometo, preciso ouvi-las com atenção e criar uma experiência acolhedora para que elas se identifiquem com o meu trabalho. Eu proporciono um trabalho personalizado, de acordo com o jeito e a escolha de cada cliente, e isso faz com que ela sinta que está em boas mãos, vivendo realmente aquele momento especial”.
- Foto: Arquivo Pessoal
- Foto: Arquivo Pessoal
Da experiência aos cursos
A experiência acumulada nos atendimentos também levou Daniele a compartilhar conhecimento. Primeiro, vieram os cursos de automaquiagem, voltados para pessoas que queriam aprender a reproduzir as técnicas em casa. Depois, a procura por formação profissional abriu espaço para novos treinamentos.
“Eu comecei dando curso de automaquiagem devido à procura de pessoas que queriam aprender a se maquiar em casa com as minhas técnicas. Logo em seguida, vi a necessidade de ministrar um curso profissional de maquiagem devido à grande procura e por não haver cursos profissionalizantes na nossa região. Também senti uma necessidade muito grande de ensinar outras mulheres a terem uma renda extra ou fazerem da maquiagem a sua principal fonte de renda. Comigo deu certo, e eu queria inspirar outras mulheres a conquistarem sua independência financeira por meio da maquiagem.”
Os cursos são direcionados a diferentes objetivos. Daniele trabalha com alunas que buscam uma fonte de renda complementar, mulheres interessadas em iniciar uma nova profissão e profissionais que desejam aperfeiçoar técnicas específicas.
“Os meus cursos também são personalizados, assim como os meus atendimentos. Eu ministro cursos para três perfis de alunas: para quem procura uma renda extra, para quem deseja uma nova profissão e para quem busca se aperfeiçoar em alguma técnica específica que eu ensino e trabalho no dia a dia. Já ministrei os três tipos de curso e, por isso, cada treinamento pode ser adaptado. O conteúdo é personalizado de acordo com as necessidades, os objetivos e as dificuldades de cada aluna, proporcionando um aprendizado mais eficiente e uma experiência única”.
- Foto: Arquivo Pessoal
- Foto: Arquivo Pessoal
Empreendedorismo na área da beleza
A partir da própria experiência, Daniele aponta o conhecimento e a persistência como pontos importantes para quem deseja iniciar um negócio. Para ela, o relacionamento com o cliente também tem papel relevante.
“O conselho que eu dou para quem deseja iniciar qualquer empreendimento, não apenas no cenário da beleza, é ter persistência e buscar conhecimento. Após isso, é fundamental investir na personalização dos atendimentos. No mundo em que vivemos hoje, com tanta ansiedade e depressão, as pessoas estão buscando se cuidar mais para se sentirem mais felizes. Muitas vezes, elas procuram a estética também para conversar e serem acolhidas. Encontramos muito isso nos dias de hoje. Por isso, quando você oferece um atendimento personalizado, fideliza a cliente, pois ela se identifica com você e com o seu trabalho. Assim, ela cria um vínculo de confiança e continua escolhendo os seus serviços”.
A profissional resume sua orientação para quem pretende ingressar no mercado destacando justamente a combinação entre preparação e relação com o público.
“Então, o conselho que eu dou, além da persistência e do conhecimento sobre o que você faz, é oferecer um atendimento personalizado para cada cliente que chega ao seu espaço.”
O trabalho de Daniele Januth pode ser acompanhado pelo Instagram @danielejanuth, onde estão disponíveis informações sobre os procedimentos realizados, além do link para contato pelo WhatsApp.
Fonte: Editora Hoje
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Cooabriel 63 anos: o café conilon tem uma casa no Espírito Santo
O café conilon faz parte da identidade do Espírito Santo. Presente nas lavouras, nas famílias e na economia dos municípios, o grão se tornou um dos grandes símbolos da força do agro capixaba. Hoje, o estado é o maior produtor e exportador de café conilon do país, responsável por quase 70% da produção nacional e cerca de 75% do volume exportado.
Por trás dessa força estão milhares de famílias que vivem da atividade, trabalhando, cuidando e preservando, geração após geração, a tradição desse cultivo, que também carrega importantes traços da herança cultural capixaba.
A trajetória da Cooabriel permeia exatamente esse contexto. Fundada em 1963, em São Gabriel da Palha, acompanhou de perto o desenvolvimento da produção de café conilon no Espírito Santo. Presenciou a erradicação do arábica, o drama das famílias sem uma atividade agrícola e o surgimento das primeiras lavouras de conilon no noroeste capixaba.
Da armazenagem e comercialização dos grãos, nas décadas de 1970 e 1980, ao investimento em consultoria técnica e capacitação de cooperados, a instituição participou de forma sólida da construção do patamar que o conilon alcança hoje.
Completando 63 anos de fundação neste mês de setembro, tornou-se referência: é a maior cooperativa de café conilon do país. Atualmente, reúne 11 mil cooperados e conta com uma ampla estrutura, incluindo 12 unidades de armazenagem e 18 lojas de insumos. Oferece serviços em diversas frentes, apoiando o cafeicultor desde o plantio até a comercialização.
“Mantemos foco constante na prestação de serviços e um olhar aguçado no cooperado”, destaca o presidente da instituição, Luiz Carlos Bastianello.
E essa atuação não olha apenas para o café commodity. Em 2019, esse compromisso ganhou marca e rótulo: o Café Guardião. Formulado exclusivamente com grãos de conilon, o produto leva às prateleiras um perfil sensorial marcante e uma dose extra de cafeína, características do conilon.
Essa trajetória foi construída ao longo de décadas. Investimentos em pesquisa, evolução no manejo, melhorias genéticas, profissionalização e organização dos produtores transformaram o conilon em um caso de sucesso. Para a instituição, o ativo mais importante está em quem produz. “A Cooabriel tem a premissa de colocar na mão do produtor as ferramentas para ele alcançar esse caminho. Entendemos que cooperados e cooperativa devem evoluir juntos. Para nós, é muito gratificante quando percebemos que nossos produtores estão evoluindo e crescendo em todos os sentidos, tanto em produtividade quanto economicamente”, celebra Bastianello.
Se hoje o café chega a milhares de mesas capixabas, a cooperativa teve o privilégio de acompanhar esse percurso: viu a produção crescer e o grão evoluir. O conilon encontrou no Espírito Santo seu lugar e, na Cooabriel, uma instituição que há décadas caminha ao lado do produtor, ajudando a construir essa história.
Fonte: Cooabriel
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