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Coopeavi lança ovos líquidos pasteurizados

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O catálogo da marca Liva, de produtos alimentícios da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), acaba de ganhar três novos produtos no seu catálogo. Tratam-se dos ovos líquidos pasteurizados nas versões integral, gema e clara, em embalagens Tetra Pak de um quilo.

Os ovos são produzidos sob demanda em parceria com a AB Brasil, de Sorocaba (SP), multinacional que detém as marcas Fleischmann e Ovomaltine. Os produtos chegaram este mês ao mercado varejista e indústrias da Grande Vitória.

Segundo o gerente executivo de produção da Coopeavi, Luis Carlos Brandt, um dos objetivos é permitir às panificadoras padronizar suas receitas. “São produtos mais práticos, com garantia de segurança alimentar, pois o processo de pasteurização elimina patógenos”, destaca.

Além disso, os ovos líquidos pasteurizados têm mais durabilidade e prazo maior de validade do que em outras embalagens. Até o lançamento, a cooperativa manteve diálogo de um ano com a indústria. A parceria com a AB Brasil no fornecimento de matéria-prima para o atacado será mantida.

A expectativa é aumentar os pedidos nos próximos meses com um trabalho de marketing para divulgação dos novos produtos. A marca Liva inclui ainda ovos in natura brancos, vermelhos e de codorna e os cafés torrados e moídos tradicionais em embalagens de 250g e 500g.

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O chef Heinz Johann Miertschink utilizou os ovos líquidos pasteurizados Liva durante a Feira da Cooopeavi, em agosto, em Santa Teresa. “O ovo líquido da Coopeavi é fácil de trabalhar e muito funcional. Sugiro que disponibilizem o produto nas academias, porque têm muita demanda por clara, e os esportistas não precisam desperdiçar a gema”, disse Miertschink.

Assessoria/Coopeavi

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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