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Comissão da Câmara aprova “escudo” para responder a barreiras ambientais

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (1º), o parecer ao Projeto de Lei 3.838/2024, de autoria da deputada Rúbia Fernanda Díniz Robson Santos de Siqueira (integrante da Frente Parlamentar Agropecuária – FPA), conhecida publicamente como Coronel Fernanda. A proposta estabelece instrumentos legais para que o Brasil possa reagir de forma institucional a medidas ambientais unilaterais impostas por outros países ou blocos econômicos que prejudiquem a competitividade da produção nacional.

O projeto tem endereço certo: a crescente onda de normas ambientais externas, como o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que na prática restringem a entrada de produtos brasileiros baseando-se em critérios definidos unilateralmente pelo bloco europeu.

O que o projeto muda para o produtor

Até hoje, quando um mercado consumidor impõe uma regra nova — como a exigência de rastreabilidade ou restrições de uso do solo que não fazem parte da legislação brasileira —, o setor produtivo nacional sofre o impacto direto no preço e na burocracia, enquanto o Estado brasileiro muitas vezes carece de um instrumento legal claro para responder na mesma moeda.

Caso este projeto se torne lei, o governo ganharia respaldo jurídico para utilizar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e a Lei da Reciprocidade Econômica como ferramentas de defesa comercial. Se um país bloqueia ou dificulta a entrada de grãos ou carne brasileira sob alegações ambientais que não possuem amparo no consenso internacional, o Brasil terá base legal para, por exemplo, exigir critérios equivalentes nas importações vindas desses mesmos mercados ou estabelecer medidas de compensação.

Exemplos práticos e a “Moratória”

O setor produtivo tem no radar casos como a chamada Moratória da Soja — um acordo privado, mas com forte influência de mercado, que restringe a comercialização de soja cultivada em áreas desmatadas no bioma Amazônico, mesmo que a lei brasileira permita o desmatamento legal em determinada percentagem da propriedade.

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A lei proposta por Fernanda Curti não anula acordos privados, mas cria um “escudo” para quando essas pressões se tornam políticas de Estado ou de blocos econômicos. O objetivo é evitar que o produtor rural seja submetido a um regime de “dupla penalidade”: cumprir o Código Florestal brasileiro e, ainda assim, ser punido por regras de terceiros que ignoram o sistema legal do país.

Segurança jurídica

A alteração no texto, que alinha a proposta ao marco legal de carbono já vigente no Brasil, busca garantir que a reação não seja apenas uma resposta diplomática, mas uma medida amparada pelo ordenamento jurídico nacional.

A ideia é transformar a “reciprocidade” — princípio básico do comércio internacional — em uma regra clara: se o mercado europeu ou norte-americano quer regular a produção brasileira via exigências ambientais, o Brasil se reserva o direito de auditar e exigir critérios de sustentabilidade e reciprocidade dos produtos que esses países nos enviam.

Para o produtor rural, a medida representa uma tentativa de equilibrar a balança. O projeto de lei, agora, segue para a análise do Plenário da Câmara, onde passará por novas discussões sobre a aplicação prática desse mecanismo de defesa frente às pressões dos mercados globais.

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), a medida não é apenas uma questão de defesa comercial, mas de garantia da soberania nacional sobre a produção rural.

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“O que temos visto nos últimos anos é uma tentativa clara de países e blocos econômicos de exportarem suas próprias legislações para dentro do território brasileiro, ignorando o rigor do nosso Código Florestal e ferindo a nossa soberania. O produtor rural brasileiro não pode continuar refém de um protecionismo verde disfarçado de preocupação climática, que muda as regras comerciais unilateralmente apenas para minar a competitividade do nosso agronegócio lá fora”, avalia o presidente do IA.

“A aprovação deste projeto de lei deve trazer um equilíbrio indispensável para a balança comercial. Ao institucionalizarmos a reciprocidade, o Brasil abandona uma postura passiva e ganha um instrumento jurídico robusto para negociar de igual para igual. A mensagem passa a ser clara: se impuserem critérios que extrapolam acordos internacionais às nossas commodities, nós também aplicaremos exigências equivalentes aos produtos importados. Não se trata de revanchismo, mas de garantir um comércio justo e frear os abusos”, avalia Rezende.

“Para quem está na ponta, operando a fazenda, essa medida significa paz de espírito e segurança jurídica. O produtor que preserva suas áreas, respeita as leis ambientais brasileiras e produz com excelência precisa ter a garantia de que o Estado o defenderá de sanções externas injustas ou moratórias arbitrárias. Esse escudo legal mostra ao mercado global que o Brasil tem plena consciência do seu tamanho como potência agrícola e ambiental, e que não aceitaremos imposições que prejudiquem quem trabalha dentro da legalidade”, completou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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Histórico do veículo influencia segurança, custos e valor de mercado

Consulta reúne informações sobre documentação, manutenção e possíveis restrições de veículos

Quem pretende comprar um veículo usado costuma observar itens como quilometragem, aparência e estado de conservação. Esses fatores são importantes, mas representam apenas parte da avaliação. O histórico do veículo também pode fornecer informações relevantes para compreender como o automóvel ou a motocicleta foi utilizado ao longo do tempo e identificar aspectos que merecem atenção antes da conclusão da compra.

Com a ampliação dos serviços digitais e das bases de dados disponíveis, tornou-se mais simples puxar a placa e reunir informações relacionadas à documentação, registros administrativos e outras características do veículo. Essa etapa não substitui uma inspeção mecânica ou a análise presencial, mas funciona como um complemento que contribui para uma decisão mais bem fundamentada. 

Documentação é um dos primeiros pontos de análise

O histórico administrativo reúne informações relacionadas ao registro do veículo e à sua situação perante os órgãos de trânsito. Dependendo da consulta realizada e das informações disponibilizadas pelos sistemas competentes, é possível verificar aspectos como situação do licenciamento, existência de débitos, restrições administrativas e dados cadastrais.

Essas verificações ajudam a identificar pendências que podem interferir na transferência de propriedade ou exigir regularização antes da conclusão da negociação.

Também é importante conferir se as informações constantes na documentação correspondem às características físicas do veículo, incluindo número do chassi, placa, modelo e demais elementos de identificação.

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Registros ajudam a compreender a trajetória do veículo

Além da documentação, o histórico pode reunir informações relacionadas ao uso do automóvel ou da motocicleta ao longo dos anos.

Quando disponíveis, registros de manutenção, revisões realizadas em concessionárias e substituição de componentes oferecem uma visão mais ampla sobre os cuidados recebidos pelo veículo durante sua utilização.

Outro aspecto observado por muitos compradores envolve a existência de registros de sinistros ou de recuperação após roubo ou furto, quando essas informações constam nas bases consultadas.

Esses dados não determinam, por si só, a condição atual do veículo, mas contribuem para contextualizar sua trajetória e orientar uma avaliação mais completa.

Custos futuros também entram na análise

Conhecer o histórico do veículo pode auxiliar na estimativa de despesas futuras com manutenção e regularização.

Caso existam pendências administrativas, tributos em aberto ou necessidade de atualização documental, o comprador consegue incluir esses custos no planejamento financeiro antes da aquisição.

Da mesma forma, registros de manutenção preventiva podem indicar que determinados serviços já foram realizados, enquanto a ausência dessas informações pode justificar uma inspeção técnica mais detalhada.

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Em veículos com maior tempo de uso, a análise conjunta entre documentação, estado de conservação e histórico disponível permite identificar pontos que merecem atenção durante a negociação.

Consulta deve ser combinada com vistoria presencial

Embora as plataformas digitais tenham ampliado o acesso às informações, elas representam apenas uma etapa do processo de avaliação.

A vistoria presencial continua sendo importante para verificar estrutura, funcionamento do motor, suspensão, sistema de freios, pneus, componentes elétricos e demais itens que influenciam diretamente a utilização do veículo.

Também é recomendável conferir a autenticidade dos documentos apresentados e confirmar que todas as informações correspondem aos registros oficiais disponíveis.

Quando necessário, uma avaliação realizada por profissional especializado pode complementar as verificações documentais e mecânicas, oferecendo uma análise mais abrangente do estado do veículo.

O histórico reúne informações que ajudam a compreender a trajetória administrativa e operacional de automóveis e motocicletas. Associado à inspeção presencial e à conferência da documentação, ele contribui para decisões mais seguras durante a compra e venda, favorecendo uma análise que considera não apenas o preço anunciado, mas também aspectos relacionados à regularidade, aos custos futuros e às condições gerais de utilização do veículo.

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