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CAS analisa inclusão da imunoterapia nos tratamentos contra o câncer

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A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) reúne-se na quarta-feira (27), às 9h, para votar dez itens, sendo nove projetos de lei e um requerimento para audiência pública. 

A pauta reúne propostas sobre prevenção de doenças, regulação de profissões da saúde, políticas de proteção às mulheres e combate à insegurança alimentar, além do requerimento para audiência sobre o Fundo Constitucional do Distrito Federal. 

Imunoterapia contra o câncer 

PL 2.371/2021, do deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), altera a Lei Orgânica da Saúde para incluir a imunoterapia nos protocolos clínicos e nas diretrizes terapêuticas do câncer. A relatoria é da senadora Dra. Eudócia (PL-AL). A imunoterapia é usada para estimular o sistema imunológico do organismo a lutar contra o avanço da doença. 

Risco de tromboembolismo em viagens

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), o PL 5.497/2023 exige a divulgação de mensagens sobre tromboembolismo venoso em aeroportos, aviões, terminais rodoviários, ferroviários e aquaviários, além dos bilhetes aéreos. 

O objetivo é alertar os passageiros sobre riscos e formas de prevenção da doença. A matéria será apreciada de forma terminativa na comissão. 

Cuidados com gestantes e mães 

Também terminativo, o PL 853/2019, da deputada Sâmia Bomfim (PSOL/SP), institui a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, a ser celebrada anualmente em agosto, com ênfase nos primeiros mil dias de vida do bebê. 

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A proposta prevê ações de informação sobre saúde, direitos trabalhistas, aleitamento materno e apoio paterno. 

Dedução de vacinas no IR 

PL 2.992/2022, do ex-senador Lasier Martins, autoriza a dedução das despesas com vacinas na declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. 

A medida busca estimular a imunização da população e reduzir custos futuros com o tratamento de doenças. Se aprovado, o texto segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

Insegurança alimentar

De autoria do senador Alan Rick (União-AC), o PL 1.018/2024 cria o Programa Nacional de Prevenção à Insegurança Alimentar na Educação Infantil e no Ensino Fundamental.  

O texto prevê avaliação nutricional periódica de estudantes e fornecimento de suplementação alimentar gratuita a crianças em situação de subnutrição. Após análise da CAS, seguirá para a Comissão de Educação (CE). 

Condutor de ambulância 

PL 2.336/2023, do deputado Vermelho (PP-PR), define regras para o exercício da atividade de condutor de ambulância, tanto na administração pública quanto na iniciativa privada. 

A proposta também altera o Código de Trânsito Brasileiro para fixar requisitos específicos de formação e qualificação. 

Alcoolismo entre mulheres 

Proposto pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), o PL 2.880/2023 altera a Lei Antidrogas para criar um programa de assistência multiprofissional destinado a mulheres usuárias e dependentes de álcool. 

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O objetivo é oferecer atendimento interdisciplinar e promover políticas específicas de saúde pública. A relatoria é da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). 

Internação domiciliar 

De autoria do senador Romário (PL-RJ), o PL 2.708/2019 torna obrigatória a cobertura de internação domiciliar pós-hospitalar nos planos privados de saúde, desde que haja indicação médica e concordância do paciente ou da família. 

A medida busca ampliar o atendimento humanizado e reduzir custos hospitalares. A proposta tramita em caráter terminativo na CAS. 

Exposição ao mercúrio 

PL 1.011/2023, do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), institui a Política Nacional de Prevenção da Exposição ao Mercúrio, com diretrizes para monitoramento, campanhas de informação, segurança alimentar e ações específicas para grupos vulneráveis. 

O texto, terminativo, cria ainda um sistema nacional de controle da exposição. 

Fundo Constitucional do DF

Completa a pauta da comissão um requerimento do senador Izalci Lucas (PL-DF) que pede a realização de audiência pública para debater a PEC 1/2025, que altera as regras de correção anual dos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal. 

O REQ 72/2025 – CAS sugere a presença de representantes de sindicatos da saúde, gestores do DF e parlamentares distritais. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

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Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

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Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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