conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

Barragem hídrica de Barra de São Francisco está em fase de conclusão

Publicado em

Durante visita técnica, na última sexta-feira (13), a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) apresentou para moradores, autoridades locais e produtores rurais a obra da barragem hídrica do Rio Itaúnas, em Barra de São Francisco.

A barragem está em fase de conclusão e tem capacidade para 100 milhões de litros de água. Ela abastecerá, além da produção agrícola e agropecuária, todo o município de Barra de São Francisco.

Segundo o subsecretário de Infraestrutura Rural da Seag, Rodrigo Vaccari, a barragem evitará que a cidade passe por dificuldades em eventuais crises hídricas.

“A capacidade de armazenamento dela e o controle equilibrado de distribuição vão possibilitar a entrega de água nos momentos de estiagem, evitando que a seca cause prejuízos nas plantações e no abastecimento do restante do município”, explicou.

Com 50 mil metros quadrados, a barragem equivale ao tamanho de dois estádios Kléber Andrade. O investimento do Governo do Estado, por meio da Seag, é de quase R$ 1,5 milhão. A expectativa é que a barragem seja entregue à população ainda este ano.

leia também:  Comissão de Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais homenageia bombeiros militares que atuaram em Brumadinho/MG

Assessoria / Seag

Geral - ES1.com.br

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

leia também:  São Gabriel e Vila Valério participam do 1º Encontro da Juventude do Sindicato de Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

leia também:  Comissão vai avaliar uso de imóveis do Estado por Secretarias e órgãos

“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!