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Atraso de fala: o que é esperado em cada idade – Artigo escrito pela neuropsicóloga gabrielense Jéssica Pereira Pelissari Oliveira

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O desenvolvimento da linguagem é um dos marcos mais esperados pelas famílias nos primeiros anos de vida da criança. As primeiras palavras costumam representar não apenas uma conquista comunicativa, mas também um sinal de que o desenvolvimento está ocorrendo dentro do esperado. No entanto, quando a fala demora a surgir ou parece diferente do padrão esperado para a idade, é importante observar com atenção.

De modo geral, espera-se que o bebê emita balbucios por volta dos 6 meses, produza sons variados e demonstre intenção comunicativa ao longo do primeiro ano de vida. As primeiras palavras com significado costumam surgir entre 12 e 15 meses, como “mamá”, “papá” ou o nome de pessoas próximas. Aos 18 meses, a criança já deve falar algumas palavras isoladas de forma funcional. Por volta dos 2 anos, espera-se que utilize cerca de 20 a 50 palavras e comece a formar pequenas combinações de duas palavras, como “quer água” ou “mamãe vem”. Aos 3 anos, a fala já deve estar mais estruturada, com frases simples e compreensíveis para pessoas fora do convívio familiar.

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O atraso de fala ocorre quando a criança não atinge esses marcos dentro da faixa etária esperada. Ele pode estar relacionado a diferentes fatores, como dificuldades auditivas, alterações no desenvolvimento da linguagem, questões ambientais, atraso global do desenvolvimento ou transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista. É importante destacar que cada criança possui seu ritmo, mas atrasos significativos ou ausência de evolução progressiva merecem avaliação especializada.

A identificação precoce é fundamental, pois quanto antes houver intervenção adequada, maiores são as chances de avanço no desenvolvimento comunicativo. Diante de dúvidas, o acompanhamento com profissionais especializados, como fonoaudiólogo e neuropsicólogos para uma avaliação do desenvolvimento infantil, pois esta avaliação contribui para compreender as necessidades reais de cada criança e direcionar é o melhor tratamento.

Observar, acolher e buscar orientação não é exagero, é cuidado. O desenvolvimento da linguagem é uma construção progressiva, e cada etapa merece atenção.

Foto: Arquivo Pessoal

Jéssica Pereira Pelissari Oliveira – CRP 16/5835

Psicóloga, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, Jéssica Pereira Pelissari Oliveira possui sólida formação e atuação voltada à avaliação e intervenção nos transtornos do neurodesenvolvimento. É pós-graduada em Neuropsicologia, Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e Adolescência Intervenção ABA aplicada ao TEA ao DI.

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É especialista em Neuropsicologia reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia. Atua como idealizadora e diretora da Clínica de Desenvolvimento Infantil Evoluta, localizada em São Gabriel da Palha/ES, referência no atendimento multidisciplinar a crianças e famílias. É ainda coautora do livro Vozes da Neurodiversidade, obra que contribui para a ampliação do conhecimento e da conscientização sobre o neurodesenvolvimento e a inclusão.

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Ser magro não é ser saudável — e insistir nisso é ignorância – Artigo escrito pelo educador físico gabrielense Gabriel Costa de Andrade

gabriel costa

Ser magro virou sinônimo de saúde. E isso é uma das maiores mentiras que ainda circulam.

Sim, mentir.

Porque tem muita gente magra que não aguenta subir um lance de escada, não tem força, não treina, não se alimenta bem… mas se acha saudável só porque a balança não acusa.

Isso não é saúde. Isso é ilusão bem aceita.

O corpo “aceitável” que esconde um problema

O nome existe, mas pouca gente fala: falso magro.

Por fora: “normal”.

Por dentro:

-Gordura acumulada
-Músculo inexistente
-Metabolismo ruim
-Corpo fraco

Mas como não incomoda esteticamente… ninguém questiona.

O privilégio silencioso do magro sedentário

Quem está acima do peso é cobrado o tempo todo.
Quem é magro e sedentário… é ignorado.

Mesmo sendo fraco.
Mesmo sendo inativo.
Mesmo vivendo mal.

A crítica nunca chega.
E o problema só cresce.

Saúde não é o que você aparenta, é o que você sustenta

Um corpo saudável não é o que parece bonito parado.
É o que funciona em movimento.

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Tem força?
Tem resistência?
Tem energia?
Ou só tem aparência?

Porque um corpo leve e fraco continua sendo um corpo fraco.

A verdade que muita gente não quer ouvir

Você não está saudável só porque é magro.

Se você não treina, não se movimenta e não constrói músculo…
Você só é um sedentário com sorte genética.

E sorte não dura pra sempre.

Conclusão

Ser magro pode até enganar os outros.
Mas não engana o tempo.

Mais cedo ou mais tarde, a conta chega na forma de cansaço, dor, baixa performance e problemas de saúde.

Então pare de usar a magreza como desculpa.

Porque no fim…
Não é sobre ser leve.

É sobre não ser fraco.

Foto: Arquivo Pessoal

Gabriel Costa de Andrade

Licenciado e Bacharel em Educação Física – CREF: 012721

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