conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

Assembleia Geral Ordinária da COOPESG é realizada em São Gabriel em formato virtual

Publicado em

Foto: Reprodução/Facebook

A Cooperativa Educacional de São Gabriel da Palha (COOPESG), realizou no dia 28 de julho, sua Assembleia Geral Ordinária, e devido a pandemia da Covid-19, a solenidade aconteceu em formato digital, através da plataforma de videoconferência Zoom. Mesmo de forma remota, a diretoria seguiu todas as formalidades de uma assembleia presencial.

Durante a solenidade foram discutidos temas importantes como a Prestação de Contas do exercício de 2019; Destinação das sobras; Eleição e posse dos componentes do Conselho Fiscal; Fixação dos valores do pró-labore e cédula de presença dos membros do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal e Plano de Trabalho para o ano de 2020.

Participação positiva

De acordo com informações da diretoria da COOPESG, a Assembleia contou com a participação de cerca de 62 cooperados e de 19 visitantes, número que deixou a diretoria muito satisfeita.

Em relação a eleição do conselho fiscal para o mandato 2020/2021, a chapa eleita foi composta pelos cooperados Aline Lorenzoni Pinaffo, Dione Rossati, Gleice Sardinha Raimundo da Conceição como Efetivos, e Brenno Pereira Lorencini, Elisangela Ramos de Oliveira e Liziê Pacheco Sting como Suplentes.

leia também:  MPF/ES recomenda que ANTT não aceite valores propostos pela Eco101 para instalação de radares

“Pela primeira vez consegui participar da Assembleia da COOPESG e essa, devido a atual circunstância COVID-19, foi virtual. Graças ao empenho de toda equipe da cooperativa, foi um sucesso. Adorei poder participar e ficar a par dos trâmites da escola. É importante cada cooperado ficar a par de tudo o que acontece na cooperativa para o bom andamento da mesma”, disse a cooperada mãe do aluno Lorenzo, Carla Dal’Col Barbosa da Cruz Gomes.

“O número de participantes na nossa primeira assembleia de forma remota superou a expectativa, até mesmo, se comparado com a participação nas assembleias presenciais. As manifestações de elogios quanto à organização, objetividade e clareza das informações demonstraram a satisfação do cooperado por essa modalidade. É uma preocupação do conselho gestor zelar pela transparência das informações apresentadas ao cooperado, de forma remota ou presencial”, relatou a Presidente da Cooperativa Drayze Rigo Teodoro Piske.

 

Conselheiro administrativo, Francisco Giovanni Caser Venturim. Foto: Divulgação.

 

Contador da cooperativa, Laércio Lorenzoni. Foto: Divulgação.

 

Presidente da Cooperativa, Drayze Rigo Teodoro Piske. Foto: Divulgação.

 

leia também:  Bazar Solidário em Vila Valério para ajudar cidades do Sul

Fonte: COOPESG/Editora Hoje

Geral - ES1.com.br

Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

leia também:  Câmara Municipal de Barra de São Francisco adotará medida de não uso de copos descartáveis

A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

leia também:  Isenção de impostos do governo gera dúvidas sobre impactos no setor

Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!