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Workshops abordam edital da Fapes de apoio a inovações em empresas e spin-offs

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Representantes de empresas capixabas podem conhecer a oportunidade lançada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) para desenvolver produtos ou processos inovadores na iniciativa privada. Nesta sexta-feira (17), serão realizadas duas reuniões, em Vitória, para apresentar o Edital Fapes nº 01/2020 – Apoio a Projetos Inovadores e Spin-Off.

Às 10 horas, terá início na Fábrica de Ideias o workshop organizado pelo Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC). Para participar, é necessário fazer a inscrição no site da instituição.

Já no período da tarde, às 16 horas, haverá a apresentação no auditório da sede da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes). É necessário fazer a inscrição para participar do evento.

Apoio a Projetos Inovadores e Spin-Off

O objetivo do edital da Fapes é conceder recursos não reembolsáveis, por meio de subvenção econômica, para o desenvolvimento de produtos, bens, serviços ou processos inovadores em empresas capixabas. Também visa a estimular o surgimento e fortalecimento de novas empresas derivadas, as spin-offs.

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Para a chamada pública, são aportados no Fundo de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Funcitec) o total de R$ 10,2 milhões, após aprovação da Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). Os valores são depositados diretamente na subconta do Fundo de Inovação (Funcitec/MCI), destinado à aplicação em projetos inovadores.

Os recursos foram recolhidos junto às empresas que aderiram a programas de incentivo do Governo Estadual, iniciativa articulada pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento (Sedes), pela Findes e pelo Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades).

Os projetos devem estar inseridos nas seguintes modalidades:

– Projetos Empresariais Inovadores: voltada a projetos inovadores em empresas já constituídas para as quais serão destinados R$ 7,2 milhões. A proposta poderá ser contemplada com até R$ 300 mil e o proponente deverá aportar uma contrapartida de 10% a 30%. É necessário que faça parte da equipe um pesquisador vinculado a alguma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).

– Projetos Empresariais Inovadores Desenvolvidos em Spin-Offs: voltada a projetos empresariais inovadores em empresas derivadas, as spin-offs empresariais, para as quais serão destinados até R$ 3 milhões. A proposta poderá ser contemplada com até R$ 150 mil e o proponente deverá aportar uma contrapartida de 10% a 30%. É necessário que a spin-off apresente uma carta de aceitação de uma incubadora sediada no Espírito Santo.

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Os representantes de empresas interessados em participar da chamada pública devem submeter suas propostas no Sistema de Gestão da Fapes (SigFapes) até o dia 31 de março de 2020.

SERVIÇO:
Reuniões sobre o Edital Fapes nº 01/2020 – Apoio a Projetos Inovadores e Spin-Off

1) Fábrica de Ideias
Horário: 10 horas
Endereço: Avenida Vitória, nº 1.449, Jucutuquara, Vitória.
Inscrições

2) Findes
Horário: 16 horas
Endereço: Edifício Findes, Auditório do 9º Andar – Avenida Nossa Sra. da Penha, nº 2.053, Santa Lucia, Vitória.
Inscrições

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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