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Servidores do Estado iniciam Especialização em Administração Pública

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Nove servidores do Governo do Estado deram início a uma nova etapa de desenvolvimento profissional. No último sábado (16), o grupo participou da aula inaugural que marcou o início do curso de Especialização em Administração Pública oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), em Colatina.

A abertura oficial das atividades reuniu os 40 alunos aprovados no processo seletivo realizado pela instituição no início deste ano. A oferta do curso contou com a parceria da Escola de Serviço Público do Espírito Santo (Esesp), que garantiu nove vagas exclusivas a profissionais do Estado.

Estiveram presentes na aula inaugural a diretora-presidente da Esesp, Nelci Gazzoni; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação do Ifes, André Romero da Silva, o diretor de Pós-graduação, Pedro Leite Barbieri; e o diretor do Campus de Colatina, Octavio Cavalari Junior, além de membros da equipe de trabalho do curso de Especialização.

Durante o evento, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação do Ifes agradeceu a parceria com a Esesp para a oferta da nova turma. “Esse trabalho em conjunto é fundamental para a evolução da Administração Pública. O nosso interesse é trabalhar junto com o Estado para a capacitação dos servidores, garantindo os resultados que a gente deseja alcançar”, disse André.

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Oportunidade

Os profissionais beneficiados pelas vagas classificaram a iniciativa como “uma excelente oportunidade”. Esse é o caso, por exemplo, do servidor Rodrigo Ramalho. Desde 2012, Rodrigo atua no serviço público atualmente trabalha no setor de Recursos Humanos do Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes).

De acordo com ele, integrar a turma de especialização traz, minimamente, três benéficos para sua vida. “É uma ótima chance de aprendizado que me ajuda a crescer pessoalmente, trará conhecimentos que eu conseguirei aplicar no meu dia a dia para a melhoria da gestão e ainda pode me ajudar com pontos para um processo de progressão de carreira”, pontuou. 

Há 10 anos, a servidora Rosana Jordem ocupa o cargo de Procuradora da Junta Comercial do Estado do Espírito Santo (JUCEES). Para ela, a união de forças entre a Esesp e o Ifes proporciona um estímulo importante para a qualificação do capital humano da Administração Pública Estadual.

“A Especialização tem o intuito de preparar os servidores para utilizar técnicas e ferramentas gerenciais, otimizando resultados e tornando a organização pública mais eficiente. Foi com esse objetivo que decidi participar do processo seletivo e, depois de aprovada, dar início a essa pós-graduação. Ao final do curso, espero estar apta a agregar valor à estrutura administrativa do Estado”, explicou Rosana.

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A diretora-presidente da Esesp destacou que essa é a primeira etapa de uma parceria que precisa ser ampliada. “O nosso interesse é manter essas relações de proximidade com o Ifes para garantir o constante processo de formação continuada. Com isso, conseguiremos unir a produção acadêmica à prática cotidiana das instituições para gerar serviços cada vez mais efetivos”, completou Nelci.

Assessoria/Esesp

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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