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Santinhos de campanha eleitoral são doados à Associação de Materiais Recicláveis de Vitória

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Por meio do Pacto de Cooperação Cidade Limpa, coordenado pelo Centro de Apoio Operacional Eleitoral (Cael) do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), o material de campanha eleitoral excedente entregue pelos candidatos, partidos e coligações foi doado à Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Vitória (Ascamare) nesta terça-feira (9/10). O MPES recebeu cartazes, bandeiras e, aproximadamente, 630 mil santinhos, entregues voluntariamente na sede da instituição, em Vitória. A maior parte foi entregue ainda no sábado, véspera da eleição, após orientações do Cael. Líderes partidários também procuraram o Cael, na segunda-feira (8/10), para repassar o material excedente.

O material foi entregue aos trabalhadores da Ascamare Bruna Nascimento Silva e Reinaldo Pereira, que estiveram na sede do MPES na terça-feira. A entrega foi feita pela servidora Juliana Tavares dos Santos, que representou o dirigente do Cael, o promotor de Justiça Francisco Martínez Berdeal.

Para Berdeal, o resultado alcançado pelo Pacto de Cooperação Cidade Limpa foi extremamente positivo, fruto do diálogo preventivo realizado pelos órgãos de fiscalização. “Conseguimos manter as cidades mais limpas, evitando o derrame de santinhos e executando um trabalho em que todos saíram ganhando. A destinação social do material excedente é a conclusão de um trabalho feito a várias mãos”, avaliou.  O material gráfico excedente entregue nas Promotorias de Justiça do interior do Estado também será doado a entidades sociais. 

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Pacto 

Antes do período eleitoral, o Cael orientou os promotores eleitorais a alertar, preventivamente, candidatos, partidos e coligações para que não ocorresse o derrame de santinhos, que é crime eleitoral. No dia 28/09, o Cael lançou o Pacto de Cooperação Cidade Limpa, uma iniciativa dos promotores e juízes eleitorais da Grande Vitória e do interior, com o apoio da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). Realizado na sede do MPES, em Vitória, o evento reuniu representantes de partidos e de coligações.

MPES

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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