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Rafik faz história e vem conquistando cada vez mais espaço
Rafik, uma empresa gabrielense fundada em 1989 que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. A empresa, que produz sua própria moda com estilistas próprios, tem uma linha de trabalho ampla e que atende a todos os públicos e de todas as classes econômicas. Atualmente quem toca o negócio é o jovem Felipe Ferreira Pelissari de apenas 35 anos, que tem dado continuidade ao trabalho iniciado pelos seus pais Sérgio Luiz Pelissari e Gorete Ferreira Pelissari.
Antes de sua grande expansão, a empresa atuava como facção, ou seja, os clientes mandavam os tecidos e a empresa prestava o serviço com mão de obra. Com o passar do tempo, a empresa foi migrando até criar a marca Rafik, para depois passar a fabricar apenas para sua marca.
O projeto começou com uma loja em São Gabriel da Palha, depois Nova Venécia, Jaguaré, foram cinco lojas próprias. Uma grande novidade é a rede de franquias, que começou a ganhar forma em 2014, que é onde o cliente compra a marca e reproduz todo o processo.
Com essa expansão a marca começou a fabricar suas próprias roupas e vender para outros clientes, que são a Guess dos Estados Unidos e a Farm do Rio de Janeiro. Hoje a produção é de 70% da marca e 30% dos dois clientes.
Segundo informações de Felipe, a Rafik produz 600 mil peças por ano, são mais de 120 colaboradores diretos e cerca de 300 colaboradores indiretamente.
“Quando implementamos o processo de franquias, passamos a fabricar pra gente, a base da marca hoje é a franquia. Hoje estamos com 19 lojas, nos estados do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e vamos abrir em Goiás. Criamos ainda uma nova marca somente para atacado com uma loja em Colatina, loja que vai abrir em Goiás também”, comentou o empresário.
A última franquia foi aberta em Eunápolis na Bahia, as próximas serão em Castelo-ES, Vitória da Conquista-BA e Goiânia-GO.
O empresário contou em entrevista algumas curiosidades e métodos de trabalho que deram certo nessa grande marca gabrielense.
ES1 -Para começar, conte-nos quais as linhas de trabalho da empresa?
Felipe – Hoje atuamos em todos os segmentos, jeans com a parte de baixo e de cima, temos a parte de moda que é a viscose e tecidos planos femininos, social, acessórios como calçados, cintos, boné, chinelo.
ES1 – São muitos segmentos, e certamente são muitos clientes em todo o Brasil. Vocês tem a estimativa do número de pessoas que são atendidas por vocês em todas as cidades ao ano?
Felipe – No ano de 2017 nós atendemos 49 mil clientes e vendemos 155 mil peças de roupa dentre todos os segmentos. Esse ano nós já atendemos 34 mil clientes e vendemos 94 mil peças de roupa.
ES1 – E até o final do ano quais são as expectativas?
Felipe – Vender mais 100 mil peças com a abertura das novas lojas e atender pelo menos 60 mil clientes.
ES1 – Qual o sentimento de vocês em poder oferecer esses produtos para tantas pessoas?
Felipe – A nossa satisfação é muito grande, quando a gente vê nossos produtos que são criados aqui, sendo usados por várias pessoas em vários Estados, é uma sensação de dever de casa feito, de felicidade.
ES1 – Vocês também contribuem para o crescimento dessas cidades, não é satisfatório?
Felipe – Sim, geramos renda, economia, tanto da cidade quanto de outros Estados, então ficamos bem satisfeitos e é um dos motivos que nos faz planejar para crescer, é a satisfação de ver o nosso trabalho sendo reconhecido.
ES1 – Como vimos, são muitas pessoas que optam por comprar os produtos de vocês. Por isso a dúvida, qual o diferencial da empresa?
Felipe – Qualidade. Nós trabalhamos com matéria prima de qualidade, tudo em nosso produto é de primeira linha. Além disso, tentamos fazer tudo com um preço acessível a todas as classes de consumidores, não fazemos distinção. Aquilo que produzimos, tem extrema qualidade e preço justo.
ES1 – São estilistas próprios?
Felipe – Nós temos três estilistas internos na empresa.
ES1 – A Rafik tem conquistado cada vez mais espaço, mas conte, qual a meta de vocês?
Felipe – A meta desse ano nós já conseguimos, que era atingir as 19 lojas, a meta para 2019 é abrir mais 10 lojas da marca Rafik e pelo menos mais uma loja da marca Hot Soda. Não temos os locais traçados, e nem os Estados, mas a gente finaliza isso esse ano ainda.
ES1 – São 19 lojas, um grande número, como vocês conseguiram superar a forte crise?
Felipe – Se remodelando, reduzindo todo o processo produtivo, se reinventando, tentar fazer algo diferente do que já vinha sendo feito, para termos destaque e tentar superar. Se você vem fazendo a mesma coisa, a crise te pega. Se organizar também é importante, porque quando a crise chega e você está desorganizado, complica, mas se a crise chega e você está organizado com a sua estrutura muito bem enxuta economicamente e produtivamente é mais fácil de você superar a crise, pois você sabe onde está seus problemas e onde pode mexer, agora quando a coisa está desorganizada a crise te atrapalha muito.
ES1 – E o que te levou a continuar o trabalho iniciado pelos seus pais?
Felipe – O amor pela empresa, o amor pelo que eu faço, a gente não trabalha, nós nos divertimos aqui dentro. Aqui tudo que fazemos é com muita satisfação, com amor, é o que nós gostamos de fazer.
ES1 – Quais os momentos mais marcantes da marca Rafik em sua gestão?
Felipe – Quando a gente implementou o processo de franquias, algo que foi muito trabalhoso, mas que a gente viu funcionando, foi um divisor de águas para gente, porque nós passamos de uma fase para outra. Foi uma fase bem marcante e conseguir crescer em plena crise, o que é muito difícil, mas conseguimos superar. Enfim, foi uma das fases mais marcantes com a minha gestão.
ES1 – Olhando para o nome da empresa, no mesmo lugar onde tudo começou, como você a imagina daqui alguns anos?
Felipe – Ela aqui ainda e maior. Jamais fora de São Gabriel, talvez, alguns braços fora de São Gabriel, mas a nossa satisfação é gerar emprego e renda para dentro da cidade, a gente é gabrielense e temos São Gabriel da Palha no coração.
Editora Hoje
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Frigoríficos voltam às compras e boi gordo reage em parte do país
A necessidade de completar as escalas de abate levou frigoríficos a aumentar as compras de gado e abriu espaço para a recuperação da arroba em algumas regiões. O movimento foi mais evidente em Goiás e Mato Grosso do Sul, mas ainda não representa uma alta generalizada do boi gordo no país.
Em Goiânia, a arroba a prazo encerrou a quinta-feira, 16, em R$ 320, alta semanal de 1,59%. Em Dourados, o preço chegou a R$ 325, avanço de 1,56%. São Paulo permaneceu em R$ 330, enquanto Cuiabá ficou em R$ 320 e Uberaba, em R$ 310. Em Vilhena, na contramão, houve queda para R$ 310.
A diferença entre as praças mostra que o poder de negociação continua ligado à situação de cada frigorífico. Empresas com escalas mais curtas aceitaram pagar mais para garantir animais, enquanto unidades abastecidas mantiveram as ofertas.
A continuidade da reação dependerá principalmente da disponibilidade de gado terminado e do ritmo de abate. Se a indústria voltar a alongar as escalas, a pressão compradora poderá diminuir.
O mercado também acompanha os efeitos da cota criada pela China para a carne brasileira. Em 2026, até 1,106 milhão de toneladas podem entrar no país asiático sem a tarifa adicional de 55%. Frigoríficos e analistas já consideram o limite comprometido por cargas entregues e produtos ainda em trânsito.
A restrição não impede novos embarques, mas torna as vendas que ultrapassarem a cota menos competitivas. Como a China é o principal destino da carne bovina brasileira, uma redução das compras poderá limitar a capacidade dos frigoríficos de sustentar preços maiores pela arroba.
Por enquanto, as exportações totais continuam fortes. Até a segunda semana de julho, o Brasil embarcou 104,7 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 668,1 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
Na comparação com julho do ano passado, a média diária exportada cresceu 8,7%. O preço médio avançou 15%, para US$ 6.382 por tonelada, e ajudou a elevar em 25% a receita diária.
No mercado interno, o comportamento dos cortes foi desigual. O quarto dianteiro caiu para R$ 19 por quilo, enquanto o traseiro subiu para R$ 26. A perda de força do consumo na segunda quinzena e a concorrência da carne de frango dificultam reajustes mais amplos.
Para o pecuarista, o momento é de acompanhar as escalas e comparar ofertas. A arroba encontrou sustentação onde a indústria precisou comprar, mas a reação ainda depende de uma oferta controlada de animais e da capacidade dos exportadores de compensar a provável redução dos negócios com a China.
Fonte: Pensar Agro
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