Agricultura - ES1.com.br
Programação da Agrinorte continua amanhã, e sexta-feira começa a 16ª Festa do Café de Vila Valério
Empresária Dione Daré fala sobre importância da Feira e da Festa do Café neste momento pós pandemia
A 1ª Feira de Negócios Agrícolas já é considerada um sucesso principalmente entre empresários e colaboradores das empresas participantes, além de claro, do próprio comércio local.
Criada e pensada para colocar Vila Valério nos trilhos do desenvolvimento sustentável, a Feira de Negócios Agrícolas – Agrinorte, tem atraído grande público para prestigiar a exposição.
Para Dione Daré, empresária e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vila Valério, “eventos como a Feira de Negócios Agrícolas e Festa do Café são importantes para a movimentação econômica da cidade, pois atraem um número de visitantes de outras regiões e cidades, não só pelo número, mas também pelos negócios que são gerados nestes eventos que vão além da data, ou seja, são feitas parcerias que vão durar por muito mais tempo”, contou.

Foto: Arquivo Pessoal
Programação da Feira continua
QUINTA-FEIRA | 16 DE JUNHO
9H: PALESTRA COM INORBERT MELO LIMA COM O TEMA “NEMATÓIDES E MORTE PREMATURA DO CAFEEIRO CONILON: IDENTIFICAÇÃO E PRÁTICAS DE MANEJO ATUAIS”
16H: PALESTRA COM ELOANE JUNIA PEREIRA COM O TEMA “SOLUÇÕES SOLARES PARA O AGRONEGÓCIO”
16H30MIN: PALESTRA COM GILTEMBERGUE MACEDO TAVARES COM O TEMA “BIOFUNGI CONTROLE BIOLÓGICO EM CAFÉ”
19H: SHOW COM BANDAS LOCAIS
22H: ENCERRAMENTO
Sexta-feira começa a tradicional Festa do Café
Outro grande e importante momento para Vila Valério já está em contagem regressiva, faltam poucas horas para o início desse esperado evento.
Associado ao sucesso da Agrinorte, vem a 16ª Festa do Café que acontece entre os dias 16 e 19 de junho. A notícia do retorno deste tradicional evento aqueceu comerciantes dos mais diversos setores.
Dione Daré também comentou sobre essa iniciativa. “A Festa do Café, movimenta o comércio local em sua totalidade, aquecendo as vendas do mesmo, uma grande oportunidade de renovar estoques para maior faturamento. Através da mesma, os comércios têm maior fluxo de pessoas, absorvem novos clientes, que podem ser fidelizados a longo prazo, além de gerar oportunidades de empregos, visto que aumenta a demanda de trabalho”, disse.

Pandemia x Comércio
A empresária relembra que os últimos 2 anos durante a pandemia, muitos comércios fecharam as portas. “Durante a pandemia vimos muitos comércios fecharem as portas, ao retomarmos o trabalho sentimos muito as empresas trabalharem apertadas, sem fôlego, outras infelizmente nem conseguiram voltar. Eventos como a festa tradicional da cidade, traz esse fôlego a mais que o comércio precisa, e para uma cidade como Vila Valério, os eventos são uma grande oportunidade para recuperar as percas que os comércios tiveram durante a pandemia, seja o comércio grande ou pequeno, todos sofremos com a pandemia, e eventos assim são importantes, pois movimentam a cidade e aquece a economia local”, contou Dione.

Foto: Editora Hoje
Preparativos
A gestora das lojas Invista-se, Di Dare, Causar Espaço Íntimo, Rafik Vila Valério, e em breve Kidstok Vila Valério, conta que os preparativos começaram antes mesmo que a data do evento fosse definida. “Preparando a equipe, definindo novas contratações, reforçando nosso estoque, viagens focadas para compras com este propósito, e com um olhar sempre atento aos detalhes, posso dizer que estamos preparados para receber bem a todos, esse é um momento que vai além dos negócios. É a oportunidade de, como sociedade, estarmos juntos das pessoas que amamos, e mais do que um período especulativo de vendas. São as novas experiências de consumo neste momento que vivemos, novas memórias no coração dos nossos clientes e amigos. Esse é o nosso sentimento após passarmos tempos afastados e termos a graça do retorno marcado por uma tão esperada tradicional festa que faz parte da cultura do nosso município”, finalizou Dione Daré.
Fonte: Editora Hoje
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Exportações de ovos capixabas ganham destaque no mercado internacional em meio à crise global de gripe aviária
Nos primeiros cinco meses de 2025, o Espírito Santo registrou um novo recorde nas exportações de ovos, com US$ 3.607.142 em valor comercializado e um volume embarcado de 1,6 mil toneladas. O desempenho obtido de janeiro a maio já supera todo o acumulado da série histórica. Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).
Neste ano, as exportações alcançaram 25 destinos internacionais, com um aumento concentrado e expressivo para os Estados Unidos. Os três principais destinos em valor exportado foram:
-Estados Unidos: tornaram-se, pela primeira vez, o maior parceiro comercial absoluto do Espírito Santo nesse segmento, com US$ 3.508.537 e 1.573.875 kg — equivalentes a mais de 97% do valor e 97% do volume total exportado no período.
-Panamá: manteve sua recorrência como destino relevante, com US$ 16.056 e 6.337 kg.
-Ilhas Marshall: ocupam a terceira posição, com US$ 14.812 e 5.841 kg, reafirmando sua constância na pauta exportadora capixaba.
Na comparação dos dados de janeiro a maio de 2025 com o mesmo período do ano anterior, o Estado embarcou 1.612 toneladas do produto, gerando US$ 3,6 milhões em receita — um salto de +682% em valor e +370% em volume, em relação ao mesmo período de 2024, quando foram exportados 343 toneladas e US$ 461 mil.
Esse desempenho supera, em ritmo de crescimento, a média nacional. No mesmo intervalo, o Brasil como um todo exportou 26,1 mil toneladas, totalizando US$ 86,1 milhões, o que representa um aumento de +35,7% em volume e +25,4% em valor em comparação ao ano anterior.
O aumento expressivo da demanda internacional por ovos brasileiros em 2025 tem como principal causa o agravamento da crise sanitária provocada pela gripe aviária (H5N1), especialmente nos Estados Unidos, onde surtos sucessivos levaram ao abate massivo de aves poedeiras e à consequente escassez no mercado interno. Esse cenário provocou um aumento significativo dos preços e forçou os importadores norte-americanos a buscarem fornecedores externos.
Além da crise sanitária, o desempenho das exportações capixabas de ovos em 2025 também é resultado de um trabalho consistente ao longo dos últimos anos, com foco na qualidade sanitária da produção, na ampliação dos mercados internacionais e no fortalecimento da avicultura comercial. A rápida resposta à oportunidade gerada pela crise global da gripe aviária demonstra não apenas a capacidade de adaptação do setor, mas também o preparo técnico dos produtores e a articulação do Estado junto às exigências do comércio exterior.
Nesse sentido, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou: “Esse movimento reflete não apenas o aumento da demanda externa como reação à crise de escassez, mas também o atendimento a requisitos sanitários e certificações técnicas por parte dos produtores e exportadores capixabas. Em 2023, quando a influenza aviária ganhou força, também notamos um aumento expressivo nas exportações de ovos capixabas. Mas, em 2025, a comercialização de ovos ao exterior foi significativamente superior e abriu novas oportunidades de mercado para os nossos avicultores, que são os mais produtivos do Brasil”, ressaltou.
A partir de fevereiro, os EUA passaram a importar ovos do Brasil também para consumo humano direto e não apenas para uso industrial, o que impulsionou os volumes embarcados. Além disso, a confiança na qualidade sanitária da produção brasileira, somada à agilidade logística e à diversificação de canais de exportação, contribuiu para que o Brasil se tornasse uma alternativa estratégica diante do déficit global de oferta.
Nesse contexto, o gestor de projetos da Seag, Filipe Barbosa Martins, destacou a relevância dessa mudança no perfil da demanda internacional. “Anteriormente, o mercado norte-americano limitava-se à importação de ovos e derivados exclusivamente para a formulação de rações destinadas à alimentação animal. Contudo, diante da escassez gerada pelos surtos de influenza aviária em países produtores, passou a permitir a entrada de ovos como insumo na indústria de alimentos para consumo humano. Essa mudança amplia significativamente o potencial de demanda e abre novas oportunidades de negócios para os produtores capixabas”, salientou.
O diretor executivo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES), Nélio Hand, também descreve o atual cenário como uma oportunidade de ampliação do comércio internacional. “A expectativa é de que os volumes se mantenham aquecidos, até em razão da questão da reposição de plantel. E, mesmo que ocorra alguma desaceleração, os volumes de exportação devem se manter mais altos. O Espírito Santo pretende continuar ativo nesse mercado”, afirmou Hand.
Produção de ovos no Espírito Santo
De acordo com a AVES, em 2024 foram produzidos aproximadamente 5,2 bilhões de ovos de galinha e 1,7 bilhão de ovos de codorna, o que equivale a uma média diária de 14,1 milhões de ovos de galinha e 4,7 milhões de ovos de codorna.
Você já parou para pensar quantos ovos, em média, são produzidos para cada capixaba? Com a atual produção daria para fornecer, por habitante, cerca de 1.280 ovos de galinha e 419 de codorna ao longo do ano — ou seja, quase 1.700 ovos por pessoa. Isso equivale a 4,7 ovos por dia para cada morador do Estado, considerando todas as faixas etárias, sendo 3,5 de galinha e 1,2 de codorna. O Espírito Santo é responsável por cerca 7% da produção de ovos no Brasil.
O município de Santa Maria de Jetibá é o maior produtor de ovos do Brasil, com vantagem considerável em relação ao segundo colocado (Bastos/SP). Essa atividade é tão importante para Santa Maria de Jetibá, que 56% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do município é referente à produção de ovos de galinha. No Espírito Santo, a renda rural obtida pelos avicultores na produção de ovos de galinha foi de quase R$ 2 bilhões em 2023.
O Espírito Santo também se destaca na produção de ovos de codorna, sendo o segundo maior produtor do Brasil com cerca de 18,5% da produção brasileira. O município de Santa Maria de Jetibá é o maior produtor de ovos de codorna do Brasil, e com larga vantagem em relação ao segundo colocado (Carpina/PE).
A impressionante produtividade da avicultura capixaba não apenas garante o abastecimento local com sobra, mas também permite que o Espírito Santo se destaque no abastecimento do Brasil e, ainda assim, se encaixar como um fornecedor confiável em um cenário global de escassez e demanda aquecida.
“Precisamos considerar que a exportação não é uma operação fácil e que, muitas vezes, apresenta um custo muito alto. Entendemos que o Espírito Santo vai se manter no mercado norte-americano, além de continuar buscando novas oportunidades no cenário mundial”, pontuou Nélio Hand.
Com o comunicado oficial de que as autoridades chilenas reconheceram o Espírito Santo como zona livre da Doença de Newcastle — uma doença viral contagiosa que afeta várias espécies de aves — esse anúncio reforça a credibilidade sanitária do Estado em relação à segurança do alimento.
Fonte: Seag
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