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Procópio Cowboy fala sobre vida, música e novo álbum

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Eder Procópio Klein, conhecido como Procópio o Cowboy tem 36 anos de idade e carrega consigo a marca de fazer o ‘Forró mais sertanejo do Brasil’.

Foi no distrito de São Rafael, interior da cidade de Linhares, que ele cresceu e descobriu o talento que tinha para ser cantor. Atualmente, Procópio é considerado como uma das grandes promessas do mundo da música, além dos trabalhos próprios, ele já fez participações especiais em shows, com artistas nacionais renomados. Em entrevista ao jornal Hoje Notícias o cantor conta sua história, desafios e conquistas.

Editora Hoje – Como começou a cantar e quem te motivou a entrar na indústria musical?

Procópio: Cantar é um dom que Deus me concedeu. Comecei a cantar na igreja com 16 anos e isso se perpetua até hoje, posso dizer que foi uma ‘brincadeira que deu certo’. Me apresentava na igreja, depois em escolas, cantei por anos na pracinha do bairro Interlagos sem ganhar um real, por amor mesmo, por gostar de cantar.  Até que no final do ano de 2004 as cidades vizinhas começaram a me chamar para cantar, a acreditar no meu potencial, foi quando eu percebi que aquilo não era uma brincadeira e foi isso que me impulsionou a acreditar na música como profissão.

“Cantar é um dom que Deus me concedeu”

Editora Hoje – Quanto tempo de carreira?

Procópio: Já são 20 anos de profissão como cantor, nesse tempo já formei duas vezes duplas com outros cantores. Atualmente, sigo carreira solo a sete anos com o nome artístico de Procópio o Cowboy.

Editora Hoje – Você percorre não só o Espírito Santo, mas outros Estados, quando você começou, você já imaginava isso?

Procópio: Nasci no distrito de São Rafael, no interior de Linhares e nunca imaginei que iria sair para fora do estado para poder cantar, eu achava que era uma ‘fase de adolescente’. Estou muito feliz e muito grato ao povo do Espírito Santo por ter me acolhido tão bem. Várias regiões já conhecem o meu trabalho, enfim o trabalho tomou uma proporção muito grande e hoje, fazemos shows pelo Espírito Santo, em Minas Gerais e sul da Bahia.

“Esse é um projeto que vem para inovar ainda mais, com ritmos e músicas que agitam o show”

Editora Hoje – A gente sabe que está vindo um novo projeto, o que você pode falar sobre ele?

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Procópio: Estarei lançando meu 3º CD em carreira solo, no dia 16 de Agosto no Matrix Music Hall, em Cariacica juntamente com show da cantora nacional Lauana Prado. Esse é um projeto que vem para inovar ainda mais, com ritmos e músicas que agitam o show, muita interação com o público. O novo CD será composto por 16 faixas e uma faixa bônus com o single “Ela mata o Cowboy” e “Cavalgada”, terá algumas músicas inéditas e regravações de sucessos que marcam o estilo do forró mais sertanejo do Brasil.

Além disso, temos um novo cenário com cortinas de led, backdrop para atender os fãs no camarim e uma banda completa com ballet, baterista, sanfoneiro, violonista, guitarrista, roadie de palco, produtora além de toda a equipe que faz o show acontecer.

“Estou muito feliz e muito grato ao povo do Espírito Santo por ter me acolhido tão bem”

Editora Hoje – Onde foi gravado?

Procópio: O CD foi gravado no Studio da cidade de Linhares, com profissionais e músicos altamente qualificados.

Editora Hoje – Já tem planejado a música de trabalho? Se sim, conte um pouco sobre ela.

Procópio: A música carro chefe será a “Tô no buteco”, e dará nome ao título do CD, essa é uma música muito legal, muito boa, com ritmo pra cima, que impulsiona alegria e que dá vontade de ir pra festa se divertir e curtir o show.

Editora Hoje –  Quais os momentos mais marcantes de sua carreira?

Procópio: São inúmeros pontos que marcaram minha vida, fica até difícil falar, mas um deles é o fato de começar a cantar, outro é ter cantado pela primeira vez com um artista nacional como o Daniel, isso para mim foi uma felicidade muito grande. De lá pra cá, cantei com outros cantores renomados como Cezar Menotti e Fabiano, Sergio Reis, Padre Alessandro Campos, com a dupla João Neto e Frederico, com o Paraná da dupla Chico Rei e Paraná, com o Trio Parada Dura e Theodoro e Sampaio. Como toda profissão existem altos e baixos ao longo da carreira, já sofri um acidente em 2015 quando pensei que fosse o fim de tudo, mas depois disso o trabalho está ai e eu estou muito feliz. Sempre digo uma coisa, nesse trabalho que faço o mais importante pra mim é a amizade do povo, a música é a consequência, porque tudo passa e o que eu quero ter perante o público que me companha é uma amizade muito honesta e muito justa, algo que proporcione minha felicidade até a velhice.

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Editora Hoje – Quais os próximos projetos/metas?

Procópio: A próxima meta é a gravação do primeiro DVD que já está sendo planejado.

“A música hoje me dá um novo folego de ânimo de vida a cada dia”

Editora Hoje – E o que te motiva a continuar na carreira de cantor?

Procópio: A música hoje me dá um novo folego de ânimo de vida a cada dia, porque ela inspira a alma a mente, ela transforma as pessoas e impulsiona as pessoas a serem felizes, eu sou muito feliz porque eu canto.

Editora Hoje – Qual o seu sentimento como cantor ao saber que sua música inspira as pessoas?

Procópio: Isso tem sido algo muito novo para mim depois de tantos anos, porque ultimamente estou fazendo shows e vendo pessoas emocionadas na minha frente, esticando o braço para conseguir tocar na minha mão, pra me abraçar, pra tirar uma foto e poder estar mais perto e eu nunca imaginava que isso poderia acontecer, estou muito feliz por isso, eu sou a mesma pessoa, sou igual a todo mundo, mas saber que pelo meu dom de cantar eu levo essa energia tão boa para as pessoas, essa leveza de alma, essa paz interior me deixa muito grato a Deus acima de tudo e  faz com que eu me sinta uma pessoa muito honrada.

Editora Hoje – Mensagem aos fãs

Procópio: Fãs, amigos e familiares, todos os que me conhecem desde a minha infância sabem da minha luta e da minha perseverança, de tudo o que eu já vivi, só tenho a agradecer imensamente a cada um de vocês e obrigada por fazerem da minha música, do meu jeito de cantar, aquilo que pra mim hoje se tornou algo tão prazeroso e importante na minha vida.

Editora Hoje

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Projeto para proteger pequena propriedade abre debate sobre acesso ao crédito rural

Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende impedir que imóveis da agricultura familiar sejam oferecidos em alienação fiduciária nas operações de crédito. A proposta busca proteger a terra usada para o sustento da família, mas também desperta preocupação sobre uma possível redução das garantias disponíveis aos pequenos produtores.

O Projeto de Lei nº 355/2026 estabelece que imóveis pertencentes à agricultura familiar não poderão ser utilizados como garantia fiduciária em contratos de crédito, financiamento ou empréstimo. Pelo texto, será considerada nula qualquer cláusula contratual que autorize esse tipo de vinculação.

A matéria está pronta para entrar na pauta da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. Também foi anexado ao texto o Projeto de Lei nº 2.982/2026, que trata da impenhorabilidade da pequena propriedade rural.

A alienação fiduciária permite que o produtor continue utilizando o imóvel enquanto paga o financiamento. A propriedade, entretanto, permanece vinculada ao credor até a quitação. Em caso de inadimplência, a garantia pode ser executada por procedimento extrajudicial.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a proteção da terra familiar é necessária, mas a mudança precisa ser acompanhada de alternativas capazes de manter o financiamento disponível.

“A pequena propriedade não é apenas um bem de mercado. Ela representa trabalho, renda, moradia e continuidade familiar. Essa proteção é legítima, mas não podemos criar uma regra que preserve a terra no contrato e, ao mesmo tempo, retire do produtor as condições financeiras para continuar produzindo”, afirma.

A Constituição determina que a pequena propriedade rural, definida em lei e trabalhada pela família, não pode ser penhorada para o pagamento de débitos decorrentes da atividade produtiva. A alienação fiduciária, porém, tem origem em um contrato no qual o proprietário oferece voluntariamente o imóvel como garantia.

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O projeto pretende ampliar a proteção ao impedir essa contratação no caso da agricultura familiar. O ponto de atenção é que a garantia constitui um dos elementos considerados pelas instituições financeiras na avaliação do risco e na definição das condições do empréstimo.

Sem a possibilidade de utilizar o imóvel, algumas operações poderão exigir máquinas, recebíveis, produção futura, avalistas, seguros ou outras formas de cobertura. O produtor que não possuir bens ou receitas suficientes para substituir a terra poderá enfrentar maior seletividade na concessão do crédito.

“Não se pode afirmar que a mudança aumentará automaticamente os juros, porque o custo de uma operação depende de vários fatores. Existe, no entanto, um risco concreto de que produtores com menos garantias encontrem maior dificuldade para acessar recursos, principalmente fora das linhas subsidiadas”, avalia Rezende.

O debate ocorre três anos depois da aprovação da Lei nº 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias. A legislação modernizou os mecanismos utilizados em financiamentos, ampliou as possibilidades de aproveitamento dos bens e aperfeiçoou a execução extrajudicial de créditos garantidos por hipoteca ou alienação fiduciária.

A expectativa era de que garantias mais eficientes reduzissem o risco das operações e estimulassem a oferta de crédito. A eventual proibição para imóveis da agricultura familiar introduz uma exceção nesse sistema e exigirá mecanismos capazes de compensar a garantia retirada.

Entre as alternativas estão o fortalecimento dos fundos garantidores, a ampliação do seguro rural, o uso de limites proporcionais ao valor do imóvel e a possibilidade de substituir a garantia antes de uma eventual execução. Também poderão ser consideradas a finalidade da dívida, a capacidade econômica da família e o valor da operação.

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O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) oferece linhas subsidiadas, mas não atende isoladamente a todas as necessidades financeiras das propriedades. Parte dos produtores também depende de cooperativas, fornecedores, instituições financeiras e operações privadas para completar o custeio ou realizar investimentos.

“O Congresso precisa encontrar um ponto de equilíbrio. A legislação deve impedir que uma família perca a terra de maneira desproporcional, sem fechar a porta do financiamento. Proteger o patrimônio e assegurar crédito não são objetivos incompatíveis, desde que existam fundos, seguros e garantias complementares capazes de sustentar as operações”, diz Rezende.

Enquanto a proposta tramita, a recomendação é que os produtores mantenham matrículas, cadastros e documentos da propriedade atualizados. O histórico financeiro, a organização das receitas e despesas e a comprovação da capacidade de pagamento também influenciam a análise de crédito.

Outros instrumentos podem complementar ou substituir a garantia imobiliária, como penhor rural, Cédula de Produto Rural (CPR), máquinas, recebíveis e produção futura. A escolha dependerá do perfil da propriedade e das condições de cada contrato.

O produtor também deve conhecer o valor da dívida, os encargos, os prazos, as situações de vencimento antecipado e o procedimento previsto em caso de inadimplência antes de oferecer qualquer bem. A garantia não deve ser tratada apenas como uma exigência burocrática, mas como parte da estratégia financeira da propriedade.

A decisão do Congresso poderá definir como a agricultura familiar conciliará proteção patrimonial e capacidade de financiamento. Sem alternativas adequadas, a proibição pode reduzir a exposição da terra, mas aumentar a dificuldade para financiar a produção. Com mecanismos complementares, a mudança poderá proteger as famílias sem comprometer a permanência delas no campo.

Fonte: Pensar Agro

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